<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731</id><updated>2012-02-16T04:48:24.529-02:00</updated><title type='text'>vilângelolândia.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-78372943777200887</id><published>2009-12-09T09:21:00.000-02:00</published><updated>2009-12-09T09:34:27.276-02:00</updated><title type='text'>Nouvelle Vague das Nove da Noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Sx-IoWBOrkI/AAAAAAAAALE/HQWL-rBcyBU/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413195503809506882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Sx-IoWBOrkI/AAAAAAAAALE/HQWL-rBcyBU/s320/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Nada tem sentido&lt;/em&gt;. Se eu fosse Truffaut ou Godard nos idos de 59, 60, seria esta minha frase de abertura, em "off", numa tarde que nevasse, glorificando a cinematografia preto-e-branca. Paris que neva em 60. Eu então tusso e não há nada de regular nisto. Há algo em mim que quer morrer, só isso. Eu compreendo os desejos do meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto de sair porque eu odeio gente. Odeio os narigões inquiridores, os risos hermeticamente debochados e aqueles olhos tão mercuriosamente vivazes! Porque dois olhos numa cara? E eu agradeço a invenção dos óculos escuros, minha salvação moral e pessoal. Ah, tudo escuro é tão mais bonito! A vida deveria ser um film-noir do Bogart com roteiro do Frank Capra. E assim estaria salva a humanidade! Pronto, tossi novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia entrou um bicho estranho no meu quarto e eu não o matei. Tá, eu quis matar e quase o fiz até me dar conta da minha Crueldade majestosa perante o inocente bichinho. E então eu soube que eu era o mais detestável dos humanos da terra! Nem humano era, na verdade. Era uma espécie de Hitler dos insetos, usando o chinelo como câmara de gás. Que horror! E as lágrimas ameaçavam brotar, como em final de filme do Douglas Sirk. Eu, em minha compaixão absoluta, empurrava bruscamente o bichinho com a ponta do chinelo para fora do quarto, sala, cozinha e enfim para a rua. O processo foi lento dado o fato de que eu não queria causar danos à estrutura física do coitadinho, tampouco matá-lo acidentalmente, como também não queria, de modo algum, sentí-lo em minha epiderme. Deste modo, o pequenino inseto foi encaminhado, aparentemente com vida, para o corredor chuvoso. Não me preocupei em certificar-me se o bichinho havia encontrado sua família - teria ele uma família? - ou se sobreviveria o frio da noite chuvosa. Teria ele morrido? Eu haveria prolongado seu sofrimento? Como eu haveria de viver com este fardo? O bichinho e eu somos um, unos em solidão. E lá vem mais uma tossida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que não tenho nada de importante a dizer. Pra quê registrar tudo isso? É tudo besteira, é tudo inútil, tudo é lixo lixo lixo, as folhas amassadas e rasgadas, o salário do mês e as estrelas milenares. Eu quero um "jump cut" que me leve do nascimento à morte sem o aborrecimento de viver. Será que eu sou "nouvelle vague"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-78372943777200887?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/78372943777200887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=78372943777200887' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/78372943777200887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/78372943777200887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/12/nouvelle-vague-das-nove-da-noite.html' title='Nouvelle Vague das Nove da Noite'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Sx-IoWBOrkI/AAAAAAAAALE/HQWL-rBcyBU/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-2084243640896993807</id><published>2009-07-25T22:49:00.005-02:00</published><updated>2009-07-25T23:41:50.632-02:00</updated><title type='text'>Ele Só Queria Dormir</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SmuozrTfXHI/AAAAAAAAAK8/qDoFdrutj-E/s1600-h/mjmemo16.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 315px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SmuozrTfXHI/AAAAAAAAAK8/qDoFdrutj-E/s320/mjmemo16.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362565387065973874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"What moves me so deeply about this sleeping prince, is his loyalty to a flower. The image of a rose that shines through his whole being like the flame of a lamp, even when he is asleep. And I realized he was even more fragile than I had thought. Lamps must be protected. A gust of wind can blow them out." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;The Little Prince&lt;/span&gt;, Antoine de Saint-Expurey&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chanchadeiro Luis de Barros, pra lá de 57, seria meu último suspiro cinematográfico até o culminante momento. Naquela sessão, eu ainda não pensaria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"No ano deste filme ele gravou tal disco"&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quando esse filme saiu ele casou"&lt;/span&gt; ou, no caso do Luis,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Ele só nasceria no ano seguinte"&lt;/span&gt;. Eu não pensei porque era manhã em Santos e madrugada em Los Angeles e eu não sabia. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;turning point&lt;/span&gt; no roteiro bergmaniano na vida de tantos incontáveis e inconsoláveis. E eu que tanto gostava do número 25, anotado com a convicção dos workaholics nos deveres diários daquele caderno de rotina, idealista até às margens e agora jogado nem sei mais onde - você é parte do passado, você é pré-25 de junho, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dear&lt;/span&gt;! Tão petulante este caderninho que, aliás, tinha ele na capa. Quantos minutos do meu dia 25 de junho programados sabidamente naquele caderninho. Depois dele, páginas em branco. Tantas e tantas páginas em branco. Alguns esboços de tentativas na restauração da ordem suprema que o caderninho tem e deve exercer na vida do indivíduo prolífico e respeitável. Todos em vão. Há a clara certeza de que tudo foi perdido, para sempre. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Worthless&lt;/span&gt;, diria o libertador Brick/Newman do meu amado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gata em Teto de Zinco Quente&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Worthless&lt;/span&gt;, Brick! Que saudades de Brick Pollitt! Brick bebe porque Skipper morreu. Liz Taylor, de vestido branco e gritando quase sempre, desaprova seu comportamento. Estranhas conexões! Ele bebia, enfim, porque não entendia de nada como eu também não entendo de nada, o que nunca foi tão claro como agora. É claro e irreversível porque é consciente, por isso, pungente. Nada será como antes, jamais, Brick e eu sabemos disto. Peter se foi para sempre, na estrela mais brilhante do céu, e eu só queria que ele fosse feliz. Eu só queria ver seu sorriso e poder agradecer - o que nunca consegui - pela lição que levarei por tudo o que resta da minha vida. Mas eu ao menos estive lá por ele, sempre, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in his darkest hour&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; in his deepest despair&lt;/span&gt;, contra deus e o diabo na terra do sol se fosse preciso. E agora, longe de mim as carpideiras da TV e da vida, que choram sob o corpo ainda não enterrado de Mikey e sua avalanche - ou seria um tsunami? - de homenagens hipócritas a ele que, com o deleite dos pontinhos do ibope, ajudaram a matar! Me faz querer vomitar esse frenesi absurdo de querer santificar um homem que sempre foi santo, essa celebração histérica e covarde do triunfo da morte não-voluntária de Michael, a morte que lhe foi infligida em enorme escala pelos abutres que hoje travestem a bandeira da misericórdia querendo "humanizar" um ser mitológico que sempre foi e sempre será mais humano do que todos eles juntos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais torpe do que isso, ou no mesmo patamar, é quem te conhece e age como se Michael Jackson fosse só o cara que, eventualmente, enfeitava a decoração do mês na parede do seu quarto ou o popstar que fazia volume de megabytes no seu mp3. Ainda estou a pensar no merecedor do prêmio supremo da indiferença: o silêncio velado ou aquela pessoa que está com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"get over it, já passou UM dia!"&lt;/span&gt; na ponta da língua, mas nem precisa falar porque todo o tom do discurso está envolto nela, a frase proibida para ser expulso sem perdão do círculo interno de Bruno Vilângelo, porque essa gente sabe como ele é um esquentadinho encrenqueiro, né? Ah, uma criança esse menino, tão sem motivo, agindo como se tivesse perdido um parente! Mas tudo isso é bom, a querer ou não, porque é da verdade que eu gosto, que eu enfrento, como bem ensinou esse cara que enfeita a parede do meu quarto, venha a base de propofol e manslaughter ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que nunca sequer sonhei com este dia ou que um dia iria debater sobre propofol, seus efeitos e suas práticas ilegais. Tudo isso acabou me remontando ao período pré-julgamento quando eu, transitando para a adolescência, tinha a companhia noturna quase semanal do Espantalho Michael Jackson de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Wiz&lt;/span&gt;. Era quase impossível passar dos primeiros créditos sem que as lágrimas brotassem, e assistir a ele depois, durante o julgamento, era como cravar sem piedade uma faca pelo coração. Eu me perguntava se aquele Michael Jackson vivaz, cujos olhos brilhavam e cujo espírito vibrante iluminava a tela, aos 19 anos, saberia o que o futuro lhe aguardava. Eu me perguntava o porquê de tanto desamor e de tanta injustiça. A morte de Michael Jackson só me trouxe uma conclusão: a de que, neste mundo, não existe justiça. Se existe uma outra vida e Michael agora elevou-se a ele, então ele está vingado, porque este mundo não o merecia. Se não, estamos condenados ao vazio da existência destituída de qualquer significado, sem caráter e sem moral, onde os homens justos e puros são levados às raias do propofol para poderem dormir em paz, para poderem sufocar as súplicas não atendidas por misericórdia humana, misericórdia por quem sangra e apanha por sangrar, por quem ama e apanha por amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, está difícil de sorrir, embora o coração esteja quebrado, como diria a canção favorita dele. Nós, que nem pudemos nos despedir. Mas uma imagem invertida vem se fixando na minha cabeça. É a parte final de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Wiz&lt;/span&gt;, onde Dorothy-Diana se despede dos amigos. A canção &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Believe In Yourself&lt;/span&gt; parece uma composição do Rei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Believe in yourself/Right from the start/You have brains/You have a heart/You have courage to last your whole life through/If you believe in yourself/As I believe in you"&lt;/span&gt;. O mágico falsário fica em lágrimas ao comover-se com a bondade e o amor de Dorothy, coisas que ele nunca conheceu. Ela lhe diz que os amigos, Leão, Espantalho e Homem-de-Lata, sempre tiveram em si mesmos o que procuravam. Ele, o falsário, teria de mudar deixando as pessoas verem quem ele realmente era. Os amigos de Dorothy/Michael somos nós dando adeus. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sucesso, fama e fortuna, são todas ilusões. Tudo o que é real é a amizade que dois podem dividir"&lt;/span&gt;, dizemos, com a mensagem que aprendemos com Michael. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu sentirei saudades de você todos os dias, porque eu conheci o amor verdadeiro"&lt;/span&gt;, dizemos para ele. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se não fosse por fosse, eu ainda estaria escondido, com medo de viver"&lt;/span&gt;, nós confessamos. Michael nos agradece por termos sido seus amigos, seu fiel exército do amor nos tempos de alegria e tristeza. Ele vira de costas, segue em frente, pára, mas vira o rosto para uma última mensagem: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"I love you more"&lt;/span&gt;, ele nos diz com um inconfundível último sorriso. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu estou pronto agora"&lt;/span&gt;. Ele havia partido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-2084243640896993807?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/2084243640896993807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=2084243640896993807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/2084243640896993807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/2084243640896993807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/07/ele-so-queria-dormir.html' title='Ele Só Queria Dormir'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SmuozrTfXHI/AAAAAAAAAK8/qDoFdrutj-E/s72-c/mjmemo16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-6551321134805075138</id><published>2009-07-07T02:02:00.006-02:00</published><updated>2009-07-07T02:22:24.376-02:00</updated><title type='text'>Eu Sei o Que Acabou</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SlLKdtFmnwI/AAAAAAAAAKs/u6IwNO5eNhY/s1600-h/byemj.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 294px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SlLKdtFmnwI/AAAAAAAAAKs/u6IwNO5eNhY/s320/byemj.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355565518565056258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt; 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fossem as que ecoassem com mais destreza em minha letargia. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que destruir um homem duas vezes? Justo quando ele encontra... tudo o que queria! Quando fica bom demais, eles tiram tudo de você. Eu não quero morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ele estava morto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me and Janet really are two different people. I love you more! You ain't seen nothin' yet. And every opportunity the media has dissected and manipulated these allegations to reach their own conclusion. You haven't been where I've been mentally. Tell her to go to hell. Tom Sneddon is a cold man. You wouldn't believe the amount of mail that I get! I'll kill you, Mac! Neverland is not a home anymore. With a child's heart nothing's gonna get me down. Sorry Joseph, please don't be mad at me! I'm starting with the man in the mirror. I don't sing it if I don't mean it. &lt;/span&gt;Morto! E não há modo de conceber uma idéia tão absurda, tão resolutamente improvável... o meu Michael morreu!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E quem não viveu esta história na pele, como eu vivi, nunca vai entender em essência o que significa a frase supracitada. Se é que se entende sem conhecimento de causa os 12 suicídios já registrados. Agora, o mundo se regozija na celebração hipócrita àquele que desumanizaram, que coisificaram à condição de ícone-piada mundial para suas gargalhadas malditas e desgraçadas. Agora, todo mundo chora, todo mundo canta e milhões de discos/downloads são vendidos em um raio de segundo. Agora, de repente, virou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool &lt;/span&gt;ser fã de Michael Jackson e lamentar a morte do “ídolo”. Engraçado, eu lembro quando, até duas semanas atrás, ser fã de Michael Jackson era motivo de piada... e há muito tempo! Eu lembro das gozações no primário que freqüentemente me levavam a diretoria; pior, eu lembro no colegial, quando fui "eleito" à condição de "celebridade" por ser o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;freak&lt;/span&gt; que gostava de Michael Jackson! Eu lembro da caça às bruxas da mídia durante o julgamento, das informações absurdamente distorcidas, dos telejornais inteiramente dedicados à promotoria. Eu lembro do presidente da CNN chamando o veredicto de "tedioso"; eu lembro do rosto de Michael ao entrar na Corte no último dia... eu lembro de como destruíram a moral de um homem inocente perante a opinião pública. Eu lembro de como destruíram o espírito de um homem e riram sobre isso.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Foi mais do que um médico inescrupuloso e desgraçado que te levou à morte, Michael. O mundo te matou. Sua morte começou no dia em que viram no seu talento uma mina de ouro - daquele dia em diante você deveria viver para brilhar e brilhar, não importando a que dor, a que perda custasse. Sua capacidade de amar, no entanto, sempre foi maior, sempre esteve acima da enorme dor de viver. O seu coração podia abrigar o mundo e salvar as crianças era a sua missão, como vemos nas historinhas que só nós, fãs que o acompanhamos, conhecemos. Das crianças com doenças terminais que você ajudou, das famílias vítimas da enchente na Europa que você convidou para morarem em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Neverland&lt;/span&gt;, dos mais de 300 milhões de dólares que você doou para instituições de caridade sem nunca ter divulgado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;press release&lt;/span&gt; algum a respeito, como fazem a maioria das celebridades. Mas como a história prova, nenhuma grande alma vive em paz nesta Terra.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Igual ao seu coração, era sua enorme fidelidade ao próprio espírito, à sua concepção idealista de viver. Mas era tanto poder para um negro norte-americano, amado pelos quatro cantos do planeta, com sucesso após sucesso, recorde atrás de recorde, que a América racista começava a se enfurecer. Que ano foi 1993 para os tablóides! Quantas carreiras foram construídas em cima do seu sangue, em cima dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;painkillers &lt;/span&gt;que você tomava para ser catapultado ao palco da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dangerous Tour&lt;/span&gt;. Que importa se foram gravadas as conversas que revelavam a extorsão a qual você foi vitimado? Que importa se um caso criminal foi concluído após dois grandes júris por falta de provas? Que importa se o tão falado acordo de 1993 foi revelado há anos e está na internet para qualquer João da vida baixar, afirmando que o mesmo foi realizado pela seguradora sob os seus protestos, por uma acusação de negligência e não abuso sexual? Que importa se em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Money&lt;/span&gt; você canta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Insurance, where does your loyalty lies?"&lt;/span&gt;, anos antes de tais documentos virem a público? Nada importa, Michael. Por toda a eternidade, as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;s da vida, tablóides travestidos, vão publicar a mesma mentira patética para quem quiser vomitar desinformação adquirida na sala de espera do consultório médico e julgar-se erudito no assunto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se uma mentira é contada com muita frequência, as pessoas começam a acreditar. &lt;/span&gt;Você já pronunciava sua própria sina em 93, Michael. O quão sábio você foi em vida! Talvez você já soubesse como a história terminaria mas você não mudaria, porque sabia que uma vida sem coragem era igualmente sem valor. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninguém vai me impedir de ser quem eu sou&lt;/span&gt;, tu disseste certa vez. Seria mera coincidência a frase que encerra o álbum&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Invincible&lt;/span&gt;? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que você acabou de presenciar poderia ser o fim de um pesadelo particularmente aterrorizante. Não é! É apenas o começo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;10 anos depois, o mesmo cenário se materializa. Um julgamento-piada para quem quer que tenha lido tudo o que importava no caso: as transcrições da Corte. Para a mídia, o espetáculo do século, para a América, a chance de finalmente enterrar Michael Jackson, o superstar negro e seu legado. Diane Dimond, Larry Feldman, Gavin Arvizo, Maureen Orth, Tom Sneddon, Tommy Mottola... ATV. A que importava a verdade ao mundo, não é mesmo, Gary Dunlap? Mais perversamente divertido era sentar no sofá de casa, vendo as "bizarrices" de Michael Jackson na TV e dar risada do pedófilo, como se houvesse alguma coisa de engraçado em pedofilia, suas vítimas e seus agressores.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O seu coração tinha de parar porque ninguém agüenta tanta injustiça, tanto desamor. Você se foi por cima do jogo, morreu como o guerreiro que sempre foi em vida. Deu ainda um tapa final na cara do mundo todo, dando um gostinho de retorno para deixar suas performances apenas na nossa memória. Bem feito. O mundo não te merecia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Quem sabe agora o que se passa na cabeça e nos corações dos anjinhos Prince, Paris e Blanket, as verdadeiras vítimas de sua morte? Como entenderão eles que o papai não volta mais? Eu não sei o que eles pensarão do mundo fora da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Neverland&lt;/span&gt; de amor que o pai criou para eles. Eu sinto imensamente por eles e por uma dor que é imensurável. Eu sei o que penso de um mundo sem Michael Jackson e não gosto nenhum pouco disso. Não tem muito sentido nisso. E eu, que era tão sabichão, achava que entendia Morrissey. Agora eu entendo. Agora, a cada minuto da minha vida, eu sinto o chão cair sobre a minha cabeça.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-6551321134805075138?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/6551321134805075138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=6551321134805075138' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6551321134805075138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6551321134805075138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/07/eu-sei-o-que-acabou.html' title='Eu Sei o Que Acabou'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SlLKdtFmnwI/AAAAAAAAAKs/u6IwNO5eNhY/s72-c/byemj.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-6720685213058485341</id><published>2009-04-21T00:33:00.000-02:00</published><updated>2009-04-21T01:33:30.570-02:00</updated><title type='text'>Porque Eu Entendo Werther</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Se0168vZClI/AAAAAAAAAKg/6S6n3M0ab2g/s1600-h/goethe.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326973221102750290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Se0168vZClI/AAAAAAAAAKg/6S6n3M0ab2g/s320/goethe.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"Oh! Essa gente razoável! Paixão! Embriaguez! Loucura! E vocês se conservam tão calmos, tão indiferentes, vocês, os homens de moral! Esmurram o bêbado, repelem o louco, cheios de asco, e passam adiante, como o sacrificador, agradecendo a Deus, como o fariseu, por não haver feito vocês iguais a um desses desgraçados!... Tenho-me embriagado mais de uma vez, as minhas paixões roçaram sempre pela loucura, e disso não me arrependo, porque só assim cheguei a compreender, numa certa medida, a razão por que, em todos os tempos, sempre foram tratados como ébrios e como loucos os homens extraordinários que realizaram grandes coisas, as coisas que pareciam impossíveis... Mas, ainda na vida ordinária, nada mais intolerável do que a todo momento ouvir gritar, sempre que um homem pratica uma ação intrépida, nobre e imprevista: 'Esse homem está bêbado! É um louco!...' Que vergonha, ó todos vocês que vivem em jejum! Que vergonha, ó homens sensatos!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;                             Goethe, &lt;em&gt;"Os Sofrimentos do Jovem Werther"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Será que me arrependo de tanta demência deliberada? Eu não sei, porque não consigo percrustar aquela antiga área de consciência, antes tão solícita aos enigmas da alma. Talvez me agrade mais esta mascarada que me permite rir de mim mesmo e ordenar-me, &lt;em&gt;ridi pagliacci&lt;/em&gt;. Como as noites de quintas-feiras carregam o ar decadente nessas cidadezinhas litorâneas! O ar tão decadente a quem se prostrar a dar às caras em suas ruas, porque todo mundo que vive em cidadezinhas litorâneas tem, em toda e qualquer esquina, alguma memória para lembrar. Elas estão sempre lá, esperando o passo as alcançar para viverem novamente, mesmo na solidão da mente do único que a experimentou. Eu não lembrei nada porque estava imune e sou sempre forte enquanto acreditar que sou. Mas que poderia fazer quando tu, feito espectro, materializa-se perante meus olhos? Ao longe, não me vês. Eu vejo e eu lembro. E quem irá entender o que significa a uma alma maculada, &lt;em&gt;lembrar&lt;/em&gt;? Que magnânima vontade de infligir aos perversores do espírito a mesma sina que nos condenam, nós que começamos com uma alma tão bonita! É tarde para tudo, menos para o vôo dos morcegos, para os passos frementes do andarilho. Tarde até para o perdão, que nunca poderia ser leviano ou de meio coração. Eu sei onde todos estão, nos quartos, nas janelas, não pensando em mim, como eu não deveria pensar neles. Que hei de fazer se vivi a noite de quinta-feira numa cidadezinha litorânea? Parece ter prolongado seu espírito, porque chove lá fora e eu ainda sinto tudo porque sou um expressionista. Este silêncio intolerável torna o brotar das lágrimas tão mais fácil, tão essencialmente fácil. &lt;em&gt;Ridi Pagliacci&lt;/em&gt;, tal como Donald O' Connor. Mas eu não vivo em &lt;em&gt;Technicolor&lt;/em&gt;. Voltemos a&lt;em&gt; Werther&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-6720685213058485341?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/6720685213058485341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=6720685213058485341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6720685213058485341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6720685213058485341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/04/porque-eu-entendo-werther.html' title='Porque Eu Entendo Werther'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Se0168vZClI/AAAAAAAAAKg/6S6n3M0ab2g/s72-c/goethe.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-1040739472596392804</id><published>2009-04-19T18:40:00.002-02:00</published><updated>2009-04-19T19:45:59.683-02:00</updated><title type='text'>O primeiro "Hitchcock Picture" por excelência</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SeuWABAc-LI/AAAAAAAAAKY/sD6MDp12qeY/s1600-h/lodgerposter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326515911310244018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 313px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SeuWABAc-LI/AAAAAAAAAKY/sD6MDp12qeY/s320/lodgerposter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"O seu filme é tão ruim que nós iremos apenas colocá-lo na estante e esquecer a respeito",&lt;/em&gt; dizia um produtor britânico em 1926 ao jovem diretor Alfred Hitchcock. Algumas cenas refeitas e, então, o "filme ruim" é lançado aos cinemas londrinos com grande fanfarra e louvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Lodger: A Story Of The London Fog&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;O Inquilino&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;O Pensionista &lt;/em&gt;em português) foi considerado pelo diretor como o primeiro&lt;em&gt; "Hitchcock Picture"&lt;/em&gt; de verdade. &lt;em&gt;"The Lodger foi o primeiro filme em que tirei proveito do que havia aprendido na Alemanha. Nesse filme, todo o meu enfoque foi de fato instintivo, foi a primeira vez que exerci meu próprio estilo. Na verdade, pode-se considerar que The Lodger é meu primeiro filme," &lt;/em&gt;disse Hitchcock a Truffaut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, &lt;em&gt;Lodger&lt;/em&gt; distancia-se do estreante de &lt;em&gt;Pleasure Garden&lt;/em&gt; e aproxima-se do gênio de &lt;em&gt;Os 39 Degraus&lt;/em&gt;. O filme começa com um assassinato, à noite, de uma mocinha loira. Letreiros em neon anunciam um show de coristas - &lt;em&gt;"Tonight: Golden Curls"&lt;/em&gt; e pela primeira vez assistimos a um tema recorrente da filmografia de Hitchcock, o que Donald Spoto caracterizou como atração psicológica na associação entre sexo e assassinato, êxtase e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do próprio assassinato, Hitchcock preocupa-se em explorar a paranóia instalada pela sensacionalização do crime, com o uso de fusões de primeiros planos dos rostos chocados dos cidadãos. Algumas mocinhas chegam a esconder os cabelos loiros nos chapéus, disfarçando-os com o uso de cachinhos negros para não caírem vítimas do temido assassino! Após esta sequência, somos transportados a uma casa de pensão onde vivem um casal e sua filha Daisy, quando um homem estranho chega até a calma residência. Hitchcock o filma na porta, com a boca entrecoberta por um xale, ao fundo da neblina londrina; em seguida, outro plano acentua o tratamento sinistro dado a este personagem, quando ele é filmado de costas, grande e sombrio, comparado à docilidade da Sra. Bouting. O plano-detalhe assume timidamente o aspecto fundamental que terá na obra futura do diretor, quando Jonathan, o pensionista, demonstra preocupação com sua maleta. Estabelecida a convicção do espectador de Jonathan, em suas excentricidades (ele pede também que todos os quadros com fotos de moças loiras, que estavam em seu quarto, sejam retirados), ser o assassino procurado, curiosa se torna a cena em que ele, sentado à mesa, põe-se tranquilamente a ler o jornal, como se Hitchcock anteviesse o mesmo momento no grande &lt;em&gt;A Sombra de Uma Dúvida&lt;/em&gt;, de 1943.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assassino só ataca nas noites de terça-feira e, coincidentemente, nesta noite o pensionista resolve sair para um passeio. A Sra. Bouting, no entanto, acorda e o vê deixar a pensão. Hitchcock usa aqui das técnicas que afirma ter aprendido com os alemães, no uso do &lt;em&gt;plongée &lt;/em&gt;no plano de Jonathan fechando a porta, e nas sombras da janela refletidas na parede do quarto da Sra. Bouting. Logo que o pensionista sai, outra jovem loira é atacada, rapidamente, como sugere a montagem que explora o susto da moça e das pessoas nos arredores. O assassino é exibido de costas, em passos rápidos, perdendo-se na escuridão das ruas. No dia seguinte, os Bouting descobrem sobre o novo ataque e perguntam-se se Jonathan não seria o responsável. Eles fazem tal questionamento e olham para o lustre da sala, um elemento sempre indicativo da presença suspeita e misteriosa de Jonathan no filme. Outro prenúncio do trabalho futuro de Hitchcock acontece na cena em que Jonathan tenta abrir a porta trancada do banheiro enquanto Daisy está na banheira. Inspiração para &lt;em&gt;Psicose&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a polícia, a investigar o caso, chega até a pensão dos Bouting, o quarto de Jonathan é revistado e sua preciosa maleta é aberta. Encontram um revólver e uma série de artigos relacionados aos assassinatos das jovens loiras. Jonathan vai ser levado preso, mas consegue fugir, algemado, e combina com Daisy de se encontrarem perto de um poste de luz. Lá, com o recurso do&lt;em&gt; flashback&lt;/em&gt;, ele nos conta que sua irmã foi morta pelo misterioso assassino de loiras. Sua mãe então caiu enferma e faleceu, e ele lhe prometeu não descansar enquanto não encontrasse o assassino. Eles passam em um bar, cena utilizada por Hitchcock para caracterizar a estranheza na situação da moça dando-lhe de beber (Jonathan estava algemado), fazendo assim as pessoas no local indicarem-no como o procurado assassino quando a polícia chega procurando informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No drama desta sequência, Jonathan e Daisy são perseguidos por uma multidão enquanto, paralelamente, ainda no bar, um policial recebe uma ligação que revela a prisão do verdadeiro assassino. Preso em uma grade pelas suas algemas, Jonathan é atacado por uma multidão enfurecida até a chegada dos policiais. A salvo, somos convidados a presenciar o &lt;em&gt;"happy ending"&lt;/em&gt; que o &lt;em&gt;star system&lt;/em&gt; não poderia negar. Hitchcock, inicialmente, queria que Ivor Novello, ator que interpreta Jonathan, sumisse ao fim do filme deixando sua inocência ou culpa sem explicações. Mas Novello, grande astro, não podia ser considerado vilão por conta dos publicitários, e o final do filme teve de ser alterado. O que chegou às telas foi a cena de Jonathan e Daisy, felizes e casados em sua nova casa, recebendo os pais da moça para uma visita. Hitchcock estrutura bem a dinâmica dos pais de Daisy, personagens de caráter simples (há seu característico humor quando a Sra. Bouting dá a Jonathan sua escova de dente esquecida na pensão), com o casal. Embaraçados pelos carinhos dos noivos, eles o deixam a sós. No plano final, Jonathan e Daisy se entregam em um grande beijo em frente à janela. Ao fundo, vemos a placa em neon, piscando, anunciando &lt;em&gt;"Tonight: Golden Curls".&lt;/em&gt; O mistério resolvido e a vida que prossegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lodger&lt;/em&gt; tornou Hitchcock uma espécie de celebridade instantânea na Londres dos anos 20, no que consideraram ser o primeiro filme em que o nome do diretor foi mais aclamado do que o de suas estrelas. Enquanto obra cinematográfica, seja na temática de grande parte dos seus filmes - o homem inocente perseguido injustamente -, no sinistro das imagens sombrias, na fuga ao humor, sua dinâmica confirma as palavras do diretor: trata-se essencialmente da primeira obra hitchcockiana por excelência. Hitchcock beneficia-se do momento do cinema mudo para fazer o que melhor sabe: contar imageticamente, como no futuro o faria suprimindo diálogos, aqui o faz na redução dos intertítulos, como o fez Murnau – que declaradamente o influenciou –, àquela época, em &lt;em&gt;A Última Gargalhada&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-1040739472596392804?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/1040739472596392804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=1040739472596392804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1040739472596392804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1040739472596392804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/04/o-primeiro-hitchcock-picture-por.html' title='O primeiro &quot;Hitchcock Picture&quot; por excelência'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SeuWABAc-LI/AAAAAAAAAKY/sD6MDp12qeY/s72-c/lodgerposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-2969266387557804804</id><published>2009-04-12T17:25:00.000-02:00</published><updated>2009-04-12T18:26:00.863-02:00</updated><title type='text'>O Passeio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SeJLyHXX-PI/AAAAAAAAAKQ/OGCd2CrYufY/s1600-h/jddenis.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323901033847978226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SeJLyHXX-PI/AAAAAAAAAKQ/OGCd2CrYufY/s320/jddenis.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;"Até pensei que era mais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por não saber que ainda sou capaz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De acreditar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me sinto tão só&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E dizem que a solidão até que me cai bem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Às vezes faço planos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Às vezes quero ir&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra algum país distante&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Voltar a ser feliz..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Legião Urbana,&lt;em&gt; "Maurício"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ontem de noite eu andava e ouvi os meus passos. Então percebi que eu era eu e somente eu e que também estava sozinho. Era tarde e eu não sabia o que se faz quando se descobre que se está sozinho, então parei, olhei para os lados e me escondi perto de uma árvore numa dessas rua desertas, porque pior que estar sozinho é deixar que os outros saibam disto. Eles sempre sabem e eu escondo o horror de tudo isso, eu uso luvas, eu uso capa, chapéu, eu me transmuto no Homem Invisível para que deixem em paz minha solidão secreta que não é secreta e, enfim, o tempo passa. Outro dia vi umas crianças na saída do colégio, correndo para a banca de jornais para comprar as novas figurinhas, com as moedinhas do lanche que esconderam pela semana. E eu sabia disso e sorri pra mim mesmo, não esbocei sorriso porque não esboço sorriso pelas ruas, seja lá porquê motivo, mas sorri por dentro em simpatia, apesar de nem as figurinhas, nem as revistinhas, nem os papos, nem o jogo de bafo, nem os desenhos e nem as músicas sejam as mesmas dos meus tempos de guardar moedas para comprar figurinhas. E então, não tenho universo. Estou escondido atrás da árvore da rua que não sei o nome, deserta e a noite, diferente do meu espírito, é quente, e eu estalo os dedos pro tempo passar, porque tenho medo de voltar pra onde quer que seja e de ir pra qualquer outro lugar. Eu estalo os dedos e as imagens aparecem, porque é sempre assim, uma coisa leva a outra, uma imagem que leva a um pensamento que leva a uma lembrança que não se quer lembrar ou à lembrança forjada que tanto se quis e nunca existiu. E eu, de capa e chapéu, levanto e de repente fica tudo tão bonito e eu quero correr pra ti e te abraçar como nunca antes, dizer que te amo e que nunca quero ficar longe de ti, mas é tudo mentira e eu sinto o êxtase no nada, no pó da rua deserta onde estou perto da árvore, sozinho. Eu olho as janelas dos apartamentos ao redor e todos estão ocupados com suas pizzas de fim de semana, seus filmes de fim de noite, suas contas que vão vencer. E eu grito: &lt;em&gt;Vocês amam?&lt;/em&gt; Mas são covardes e não me respondem, não se dão conta, querem amar sua imagem de amor ao invés de amar o ato de amar. Eu cansado estou de não ser o que querem que eu seja. Eu não sei se sou o que quero ser e nem o que quero ser. Eu só queria uma fotografia de alguém que já me foi importante, que ela caísse do céu como uma milagre daquele que nunca se manifesta, queria guardá-la no meu casaco e deitar junto da árvore onde me escondi até que a vida de mim expirasse, mas eu não posso porque eu ainda estalo os dedos. Talvez eu ainda transe essa loucura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-2969266387557804804?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/2969266387557804804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=2969266387557804804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/2969266387557804804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/2969266387557804804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/04/o-passeio.html' title='O Passeio'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SeJLyHXX-PI/AAAAAAAAAKQ/OGCd2CrYufY/s72-c/jddenis.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-8650288888095628166</id><published>2009-04-10T17:19:00.001-02:00</published><updated>2009-04-10T18:20:03.594-02:00</updated><title type='text'>A Estréia de Um Gênio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Sd-a6H9SL-I/AAAAAAAAAKI/OcS2oAZmZJo/s1600-h/pleasureposter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323143607934398434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 210px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Sd-a6H9SL-I/AAAAAAAAAKI/OcS2oAZmZJo/s320/pleasureposter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No ano de &lt;em&gt;The Big Parade&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Encouraçado Potemkin&lt;/em&gt; de Eisenstein e &lt;em&gt;Em Busca do Ouro&lt;/em&gt; de Chaplin, o primeiríssimo longa-metragem de Alfred Hitchcock é realizado (embora não exibido até 1927).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Jardim da Alegria&lt;/em&gt; (1925) conta uma história sem grandes pretensões. Patsy Brand (Virginia Valli) é uma corista no &lt;em&gt;music hall 'Pleasure Garden'&lt;/em&gt;. A moça casa-se com Levett, senhor de negócios que vai enriquecer nas colônias inglesas dos Trópicos. Antes de partir para sua lua de mel, Patsy conhece Jill, namorada de Hugh, amigo de seu marido, e graças à sua ajuda, Jill começa a trabalhar no teatro. Levett e Hugh partem para as colônias britânicas e Patsy segue a rotina de sua vida londrina, mas Jill facilmente esquece o namorado e entrega-se aos homens e ao luxo. Patsy vai para os Trópicos ao descobrir que seu marido está doente, mas o encontra alcoólatra, vivendo com uma nativa. Ela o abandona e o marido assassina a nativa, enlouquecendo, e tentando matar a própria esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melodrama sobre infidelidade prenuncia algumas das características mais marcantes da obra do Mestre do Suspense. O erotismo, sutil, aparece já neste primeiro trabalho. Em uma cena em que as duas &lt;em&gt;chorus girls&lt;/em&gt; trocam de roupa, a câmera exibe, imóvel, as peças sendo jogadas, acumulando-se dentro do plano, estimulando o espectador a especular sobre a nudez das garotas, ponto central da cena. A obsessão pelas loiras é introduzida timidamente - a saber, as duas atrizes do filme são morenas. Mas na cena inicial, em um show do &lt;em&gt;music hall&lt;/em&gt;, todas as coristas dançam com perucas loiras, de pernas à mostra, devidamente valorizadas pelos &lt;em&gt;closes &lt;/em&gt;do diretor. O voyeurismo sacramentado em &lt;em&gt;Janela Indiscreta &lt;/em&gt;se apresenta na figura de um senhor na primeira fileira do music hall, que usa de seus binóculos para enxergar, em &lt;em&gt;fullscreen&lt;/em&gt;, as pernas dançantes das jovens coristas. Uma síntese de importantes aspectos do diretor apresentados logo em sua primeira sequência cinematográfica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro plano do filme recebeu certas interpretações expressionistas. &lt;em&gt;O Jardim da Alegria&lt;/em&gt; foi filmado na Itália e na Alemanha, um ano após Hitchcock ter tido sua experiência nos estúdios da UFA, trabalhando em um filme ainda não como diretor. Naquele ano, Hitchcock travou contato e assistiu o clássico de Murnau, &lt;em&gt;A Última Gargalhada&lt;/em&gt;, ser filmado. No primeiro plano de &lt;em&gt;O Jardim da Alegria&lt;/em&gt;, as dançarinas são mostradas, em plano geral, descendo uma escada em espiral. Sendo este um elemento extensamente explorado no cinema expressionista alemão, realizado àquela época, supõe-se ter sido a inspiração de Hitchcock para seu primeiro plano cinematográfico. Não à toa, o expressionismo influenciará boa parte de sua obra, assim como o cinema americano em geral nas próximas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humor de Alfred Hitchcock, sempre presente como alívio ao suspense, nasce na figura do cachorro Cuddles, que interrompe as orações de uma das moças lambendo-lhe os pés e, ao longo do filme, contrasta com o &lt;em&gt;crescendo &lt;/em&gt;do drama. Quando lançado, a crítica louvou o diretor, ironicamente, pela qualidade "americana" do filme. Trata-se de uma época em que o cinema britânico, decadente, era considerado como inferior frente às conquistas técnicas americanas desde a ascensão de D. W. Griffith. Mas Hitchcock ainda teria pouco mais de dez anos para nos legar seus grandes clássicos britânicos, &lt;em&gt;Os 39 Degraus&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Dama Oculta&lt;/em&gt;, até ele também se render à maquina de sonhos dos grandes estúdios de Hollywood e, então, cristalizar-se como um gênio maior da sétima arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-8650288888095628166?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/8650288888095628166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=8650288888095628166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/8650288888095628166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/8650288888095628166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/04/estreia-de-um-genio.html' title='A Estréia de Um Gênio'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Sd-a6H9SL-I/AAAAAAAAAKI/OcS2oAZmZJo/s72-c/pleasureposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-6179959002727925614</id><published>2009-04-04T22:05:00.000-02:00</published><updated>2009-04-04T23:06:41.042-02:00</updated><title type='text'>Egotrip</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgDUXETUDI/AAAAAAAAAI4/WpiiEYVkah4/s1600-h/egotrip.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321006608062566450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgDUXETUDI/AAAAAAAAAI4/WpiiEYVkah4/s320/egotrip.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;"Você não existe. Eu não existo. Mas estou tão poderoso na minha sede que inventei a você para matar a minha sede imensa. Você está tão forte na sua fragilidade que inventou a mim para matar a sua sede exata. Nós nos inventamos um ao outro porque éramos tudo o que precisávamos para continuar vivendo. E porque nos inventamos, eu te confiro poder sobre o meu destino e você me confere poder sobre o teu destino. Você me dá seu futuro, eu te ofereço meu passado. Então e assim, somos presente, passado e futuro. Tempo infinito num só, esse é o eterno."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;~ Caio Fernando Abreu, &lt;em&gt;"O Rapaz Mais Triste do Mundo".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desferir golpes e sentenças e palavras. E a Lua das cinco da manhã continua intacta, rindo da minha existência temporal. Não há tempo para o que se quer, embora o que quisesse antes seja o que tenho agora. Mas é sempre assim, quando tenho o que queria não o quero mais, quero outra coisa. Talvez tenha sempre sido a busca pela outra coisa. E com tanto a se fazer, por vezes, não faço nada. Gosto deste entorpecimento, da vaidade eloqüente quando se trai a si mesmo. Tempo só guardo para Renato e Caio, atualmente dois imprescindíveis, senão essenciais. Aquele me acompanha por horas a fio, com os versos de sempre, tão meus. Como alguém pode entender tanto outra pessoa? Vá entender. Ele me entende. E Caio é como um tapa na cara, um acorda-pra-vida pra tudo o que existe em mim. Há tanto a se mostrar, a se dar a conhecer. Quem sabe? Quem sabe o que se deve dar a conhecer? A quem? Quem pode dizer? Nessas horas, eu gosto de vagar pela casa vazia, passando as unhas pelas paredes, como se fortalecesse as garras, e dou voltas pela mesa procurando e cristalizando aquele pensamento maior do que quer que se seja, aquela fuga do tudo da vida. Eu amo a beleza e admito meus requintes de frivolidade. Tão frívolo amar quem quer que seja pela imagem sem palavras. Tão tolo quando se há apenas sorrisos prostrados, e não tentativas. Eu não tento. Eu nunca tento. Eu sempre conheço de antemão todos os meus fracassos. E muito bem vejo o que se passa nos olhos velados, no andar disfarçado da &lt;em&gt;persona&lt;/em&gt; invisível. Eu sempre soube, &lt;em&gt;dears&lt;/em&gt;. E quando do desamar do amor não realizado, me acomete esse cansaço de quem conta as horas, essa coisa meio Goethe de sair por aí morrendo pelos cantos. Que frívolo. Que glorioso. Talvez eu procure refúgio no inimigo, mas serei eu capaz de identificá-lo? A vontade é de sair por um circo, com balão amarrado no dedinho, procurando a mamãe de quem me perdi no intervalo. Haja saco pra existir por duas décadas. Se eu pudesse, bebia e fumava. Mas não posso. Não quero porque talvez, se décadas futuras vierem, posso precisar da minha “saúde”. Sou careta, então vomito palavras. É que é sábado e eu estou sozinho. Talvez não espacialmente, mas isto não é o que importa. Eu poderia estar na Times Square e estar sozinho, se é que me entende. Mas ninguém me entende, e isto é só constatação, antes que digam por aí que lamento os meus sábados solitários. Eu não lamento nada a ninguém. Com minha rena de pelúcia, eu me arranjo. E isto é tudo. Não, não é, porque meus dedos não se cansaram e eu estou aqui, com tanta coisa pra fazer, olhando os minutos passarem no relógio feito um idiota. Às vezes eu sou tão covarde pra começar a fazer as coisas. E o engraçado é que isto nunca me ocorreu, até eu registrar na frase anterior. Milagres do subconsciente no ato de escrever. Amanhã, eu quero o mundo. E para isso, há muito a se fazer. Sim, há tanto a se fazer e eu preciso ir, eu preciso beber água e lavar as mãos e o rosto, trocar &lt;em&gt;Por Enquanto&lt;/em&gt; por &lt;em&gt;Dancing Queen&lt;/em&gt; e respirar no ritmo dos mortais para conseguir alguma coisa. Alguma coisa. Ó céus, como eu ando insuportável!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-6179959002727925614?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/6179959002727925614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=6179959002727925614' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6179959002727925614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6179959002727925614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/04/egotrip.html' title='Egotrip'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgDUXETUDI/AAAAAAAAAI4/WpiiEYVkah4/s72-c/egotrip.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-3370936425860706965</id><published>2009-03-11T18:20:00.008-02:00</published><updated>2009-03-11T22:28:30.620-02:00</updated><title type='text'>Ando Escutando Renato Russo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Sbgfk2AcgeI/AAAAAAAAAIo/hthlWAP2Cl0/s1600-h/heart142.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312030478316634594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 289px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Sbgfk2AcgeI/AAAAAAAAAIo/hthlWAP2Cl0/s320/heart142.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;"Tem gente enganando a gente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Veja a nossa vida como está&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Mas eu sei que um dia a gente aprende&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Se você quiser alguém em quem confiar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Confie em si mesmo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;'Mais Uma Vez'&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;- Renato Russo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, não há satisfação nas mentiras engendradas no café da manhã. Aquelas bem articuladas pela auto-persuasão da mente ainda em sono que, a bem ou não, motivam o existir do resto da semana. &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Confiar&lt;/span&gt; é uma palavra peculiar. Na verdade, um verbo interessante. &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Eu confio, tu confias, ele confia&lt;/span&gt;. Tão leve e fácil soa assim, conjugada feito 1 + 1. Há quem julgue os sentimentos humanos assim, &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;1 + 1, resultado 2&lt;/span&gt;. E não que eu me diga particularmente humano, idiossincracias à parte, o que me motiva aqui talvez seja o excesso ou a completa falta de sinceridade. E o que importa numa distinção precisa quando o fato-mor já foi concretizado? Ou não? Seria este o fato-mor? Não percamos nosso tempo com definições por demais burocráticas! O que importa é que aprendi, pelo mal, a não fazer uso do verbo supracitado. E antes que este textículo em tom "manifesto" pretenda suavizações piegas, que eu diga que a melancolia advinda do descobrimento fica para mim e para mim só. O que eu tenho de valioso a ensinar aos jovens leitores, ainda na aurora de suas vidas, é a não demonstrarem tudo o que eu, por pureza idealista, exibi por tantos anos. Escondam seus olhos para aquilo que não desejam que conheçam! Simples assim! Quem sabe deste modo, quando a cólera lhes acometer, vocês não precisem insistir na nobreza e no valor dos seus sentimentos. Talvez vocês evitem, desta maneira, o desprazer magnânimo da explicação de seus corações e, mais torpe ainda, da minimização de vossos sofrimentos por quem mais estimastes. E quem sabe ainda, no advir da própria traição, evitem que lhe peçam permissão à felicidade que tu tanto ansiou, por tanto tempo, como só tu sabes. Há mal essencial maior do que este? Quando se conhece de antemão as fragilidades da alma? E a vergonha maior no final será pensar: &lt;span class="Apple-style-span" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Eu tentei&lt;/span&gt;. Para findar no nada. Mais uma vez. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-3370936425860706965?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/3370936425860706965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=3370936425860706965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/3370936425860706965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/3370936425860706965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/03/ando-escutando-renato-russo.html' title='Ando Escutando Renato Russo'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/Sbgfk2AcgeI/AAAAAAAAAIo/hthlWAP2Cl0/s72-c/heart142.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-6613006232409760729</id><published>2009-03-10T22:06:00.000-02:00</published><updated>2009-03-10T23:06:16.593-02:00</updated><title type='text'>Enfim, Justiça</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SbW4FcUfykI/AAAAAAAAAIY/YFemOK9Sqbs/s1600-h/mjback.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311353739194387010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 284px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SbW4FcUfykI/AAAAAAAAAIY/YFemOK9Sqbs/s320/mjback.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem adivinharia, há duas semanas atrás, a reviravolta brutal que a trajetória mítica de Michael Jackson estaria prestes a sofrer? Quando fãs e espectadores de celebridades em geral acostumavam-se a ver o mega-astro visitando consultórios médicos ou fazendo compras, eis que ele, mais uma vez, surpreende nosso pequeno planeta e retorna às manchetes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A conferência de imprensa da última quinta-feira assinala um momento histórico na maior carreira que o &lt;em&gt;showbusiness&lt;/em&gt; já conheceu. Michael Jackson, o maior &lt;em&gt;performer&lt;/em&gt; do século XX, depois de 12 anos sem excursionar o mundo com shows, retornará aos palcos. O mesmo Michael Jackson a quem, semanas atrás, a imprensa declarava estar à beira da morte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O telão do O2, em Londres, enche-se com imagens de um passado reinado pela glória de um mega-gênio que extasiou os quatro cantos da Terra. A mensagem é clara: &lt;em&gt;ele voltou! A espera enfim termina!&lt;/em&gt; Quando, então, Michael Jackson adentra o palco trajado devidamente como Rei do Pop, difícil é conter a sensação puramente surrealista em vê-lo aclamado por uma multidão em êxtase, triunfante, timidamente interrompendo o discurso por conta dos &lt;em&gt;"I love you"&lt;/em&gt; dos fãs, como se, de repente, nada tivesse mudado entre este Jackson e o Jackson dos tempos de &lt;em&gt;Dangerous&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O empresário do mega-astro deixa claro: o Rei do Pop retornou para os seus fãs e para terminar com os rumores sobre seu estado de saúde. E a equipe da AEG Live também confirma que Michael se submeteu a todos os exames e apresenta saúde perfeita. Resumindo, a imprensa terá de se ocupar em criar outros rumores a respeito do super-astro a quem declaram "decadente". Decadência invejável a de Mr. Jackson, devemos salientar, onde menos de cinco minutos e meia dúzia de palavras proferidas na &lt;em&gt;press conference&lt;/em&gt; de Londres, são o suficiente para catapultá-lo às páginas principais dos jornais e internet, rendem matérias nos noticiários televisivos e especiais em emissoras de rádio. Decadência inventada pela imprensa para suprir a criação &lt;em&gt;freak &lt;/em&gt;que fizeram de Michael Jackson, afinal, só em pré-venda, a demanda por ingressos para as apresentações do mega-astro em Londres já é o suficiente para encher 50 vezes a arena do O2, sendo que o cantor confirmou, por ora, apenas 10 shows. Sobre as vendas dos discos, nem precisamos comentar. Basta Michael ser fotografado com máscara de zorro e trajes indianos na rua para seus discos voltarem às paradas. Quem diria então quando, no momento onde ninguém esperava, ele anuncia seu tão aguardado retorno!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E é importante compreender as verdadeiras significações de um retorno de Michael Jackson além da superfície das bobageiras terrenas da mídia em geral (precisa de dinheiro, etc. etc.). Compreender esta reviravolta é entender a mítica e a magia sobrenatural de um gênio que, jogado à lama e crucificado na "opinião" pública, como nenhuma outra celebridade na história da indústria, emerge com a força de seu talento para vingar-se do mundo que o julgava acabado. O&lt;em&gt; teaser&lt;/em&gt; exibido na conferência do O2 já dá o tom para as apresentações de Jackson. Ele não voltou para cantar sentado em banquinhos, como muitos queriam, ou para um show meia boca. Ele voltou para ser Michael Jackson, uma força suprema no palco, capaz de levar milhões ao êxtase com sua grande dança e grande música. E quem viveu e acompanhou sua história, fica este sentimento de justiça finalmente feita, a justiça aos olhos do mundo que Michael não recebeu com sua absolvição nas cortes, mas que receberá no triunfo do que promete ser o maior retorno da história da música.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será épico observar Michael Jackson, contra tudo o que lhe fizeram, sentar no topo do mundo novamente e, como um Deus do Olimpo, rir de nossa ignorância mundana, da perspectiva daqueles que acreditavam que podiam romper com seu espírito supremo. Quem viver, verá!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-6613006232409760729?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/6613006232409760729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=6613006232409760729' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6613006232409760729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6613006232409760729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/03/enfim-justica.html' title='Enfim, Justiça'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SbW4FcUfykI/AAAAAAAAAIY/YFemOK9Sqbs/s72-c/mjback.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-2144725888773371477</id><published>2009-03-01T19:45:00.000-02:00</published><updated>2009-03-01T20:45:51.871-02:00</updated><title type='text'>As Máscaras de Dietrich</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SZhojnPAAbI/AAAAAAAAAH4/eHm-ZET2bJY/s1600-h/Marlene84.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SZhojnPAAbI/AAAAAAAAAH4/eHm-ZET2bJY/s320/Marlene84.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303103522265366962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Enfim termina minha jornada Dietrichiana pelas 800 páginas da biografia de Maria Riva. Segundo ela, filha do mito, a mãe era controladora, egoísta, possessiva e neurótica. Claro que, à moda Christina Crawford, os relatos &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;post mortem&lt;/span&gt; sobre abusos emocionais de divas do cinema tornam-se previsíveis, mas difícil é simpatizar-se com Riva que posa de vítima desde o dia que nasceu. Chega até a reclamar de quando, em tempos da tragédia de Lindbergh, ainda criança, era permitida sair de casa apenas com um guarda-costas, graças às cartas com ameaças de morte a ela que a mãe recebeu. Quando ela nos conta então, corriqueiramente, que seu apartamento em Nova York foi comprado pela mãe, e não pelo marido, fica difícil não notar a óbvia traição do relato parcial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas interessante se torna a leitura de uma Marlene Dietrich supostamente decodificada, mas nunca decifrada. Não, Maria Riva não se arrisca em explicações ao comportamento da mãe, uma mulher que, segundo o relato, fazia jus à sua canção-tema &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Falling In Love Again&lt;/span&gt;. Um mito singular e contraditório, transgressora e, aparentemente, racista e machista; uma das almas da Hollywood dos anos 30, império do glamour, mas grande amiga de Hemingway; uma beleza inexplicável que permanecia extasiante ainda aos 70 anos; um ícone da Segunda Guerra Mundial, a mulher que dá as costas ao pedido de Hitler de ser o símbolo do terceiro Reich, que segue as tropas americanas entretendo soldados por toda a Europa. Esta Dietrich também é contada no documentário de Maximilian Schell, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Marlene&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a Marlene Dietrich de Schell é em muitos aspectos a Marlene Dietrich de Riva. Neste documentário de 1984, Maximilian Schell procurava explorar áreas da vida pessoal e carreira da atriz. Marlene, com mais de 80 anos, não coopera com grande fervor. Ranzinza em muitos momentos, ela recusa-se a ser fotografada para o filme, uma óbvia auto-proteção da lenda que criou de si mesma. Afinal, depois de sua última aparição nos cinemas, em 1978, Dietrich nunca mais deu as caras em público. O que assistimos são fotos e imagens de arquivo e dos filmes da atriz, e ao fundo, o som das fitas gravadas da conversa entre diretor e atriz. Protegendo sua própria mítica, ela entra em contradição ao dizer-se desinteressada nos seus filmes do passado e que nunca levou sua carreira a sério. Fala firme e fria, repudiando qualquer aspecto sentimentalista levantado por Schell, tachando-o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;kitsch&lt;/span&gt; e dizendo que é uma "filha de soldado". Quando ele finalmente convence Marlene a assistir cenas antigas de seus filmes para comentá-los, um membro do staff da atriz lhe entrega a seguinte citação de Dante Alighiere: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Não existe maior dor do que as lembranças de felicidades passadas em tempos de miséria"&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inexplicavelmente, Dietrich nega ter tido uma irmã com quem manteve contato por toda a vida, segundo o livro de Riva. E numa das partes mais chocantes, assume tom fortemente preconceituoso contra o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Women's Lib&lt;/span&gt;, argumentando que, segundo experimentos, o cérebro feminino é "mais leve" do que o cérebro masculino. Certamente, a Dietrich de 80 e poucos anos estava longe daquela que fascinou Hollywood com seu beijo lésbico de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Marrocos&lt;/span&gt;, em 1930.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perto do final, as coisas esquentam e Schell decide abandonar o projeto. Uma Dietrich nervosa pragueja: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Ninguém nunca me abandonou desta forma antes! Você será o primeiro e o último, tenha certeza!&lt;/span&gt; Uma montagem de vídeos da atriz, acelerados, permeia a sequência, como se buscando decifrar o enigma da lenda que atravessou décadas - a resposta pretendida inicialmente no documentário, mas negada pela perspicácia da senhora octogenária que pretende permanecer como mito. Mas na última cena, a fortaleza rui. Schell lê um poema favorito da mãe de Dietrich, sobre morte, amor e arrependimento. As lágrimas são audíveis e a máscara rígida cai. Schell, afinal, nos confunde por não ter revelado em seus 90 minutos quem era a verdadeira Marlene Dietrich. E na dor contida nestas lágrimas, resta-nos apenas a especulação sobre a humanidade velada no mito, a humanidade escondida e maquiada de Dietrich que nós nunca conhecemos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-2144725888773371477?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/2144725888773371477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=2144725888773371477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/2144725888773371477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/2144725888773371477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/03/as-mascaras-de-dietrich.html' title='As Máscaras de Dietrich'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SZhojnPAAbI/AAAAAAAAAH4/eHm-ZET2bJY/s72-c/Marlene84.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-6636837925957532363</id><published>2009-02-14T17:29:00.000-02:00</published><updated>2009-02-14T17:30:19.841-02:00</updated><title type='text'>Rainha da Re-Invenção?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYzYrp7U7YI/AAAAAAAAAHo/8Ru8RFkNsss/s1600-h/rainharepost.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYzYrp7U7YI/AAAAAAAAAHo/8Ru8RFkNsss/s320/rainharepost.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299849106008894850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Comum tornou-se os visitantes de meu humilde quarto se referirem à moça de um belíssimo quadro que se encontra agora na minha frente como &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Madonna"&lt;/span&gt;. Não me dei ao trabalho de corrigir nenhuma das vezes que tal infortunada confusão aconteceu. Quem me conhece um pouco além da superfície sabe como é absurda a idéia de que eu poderia cultivar um quadro de Madonna no meu humilde quarto. Francamente! O quadro em questão é uma foto em preto-e-branco da belíssima, única e divina Marilyn Monroe. Mas depois de tais confusões me pus a inspecionar mais de perto o quadro, não para reconhecer as razões óbvias que causaram tal "confusão", mas como se para me perguntar se eu, em minha pré-adolescência, não me apaixonei por um reflexo de Marilyn Monroe, e não por Madonna. Não posso ao certo dar uma resposta, embora muito contente ficaria se tal questionamento se revelasse verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para qualquer mero conhecer de cultura pop, não é nenhuma novidade que Madonna se "inspirou" várias vezes em Marilyn Monroe. Em meus tempos de fã (à lá Dirk Bogarde em 1961, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Meu Passado me Condena&lt;/span&gt;), inúmeras foram as fotos e vídeos de Madonna que vi ou li sobre terem sido inspirados por Marilyn Monroe. À época, eu pouco conhecia de Monroe ou da Era de Ouro de Hollywood, fonte maior da "inspiração" de Madonna. Entretanto, uma coisa torna-se óbvia para mim, em especial depois da passagem da &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;entertainer&lt;/span&gt; pelo Brasil. Madonna é algo muito menor do que pintam que ela seja. E não me refiro à louvações sobre seu suposto talento artístico, afinal, a completa falta de talento de Madonna é óbvia à percepção de qualquer pessoa sensata. Mas quanto à sua condição de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;superstar&lt;/span&gt;, no país da euforia, ela não suscitou suspiros. E sejamos realistas, independente de paixões a parte, quando que Michael Jackson, em turnê mundial, não foi a manchete principal do país onde esteve? O astro &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"decadente"&lt;/span&gt; não pode sequer fazer compras sem ser cercado de papparazzis e fãs, como nas suas recentes visitas ao dermatologista. Na época, defendi que o desinteresse por Madonna vinha de uma imagem artística inexistente, de um roubo de mítica ao longo dos anos que ela cometeu contra Monroe e Dietrich, em especial. Não fosse isto, porque uma pessoa, em sã consciência, confundiria uma imagem de Marilyn Monroe com uma de Madonna? Alguém por acaso confunde Elvis Presley com James Dean? Bette Davis com Janis Joplin?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas pós minha era de&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; "fã"&lt;/span&gt;, nunca me dei ao trabalho de uma análise mais interessante dos&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; rip offs&lt;/span&gt; que Madonna fez de outros artistas. Recentemente, veio ao meu conhecimento o blog &lt;a href="http://madonnarevelations.blogspot.com/"&gt;Madonna Revelations&lt;/a&gt;, aparentemente mantido por um ex-fã, que expõe tudo isto por meio de fotos. Algumas parecem um pouco forçadas, admito. Por exemplo, o sutiã cônico de Bettie Page e o de Madonna. Poderia até ter sido uma inspiração, mas não uma cópia deliberada. Aliás, considero o momento do sutiã cônico de Gaultier um dos poucos originais de Madonna, se não sua maior &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;trademark&lt;/span&gt;, se é que este termo se aplica a ela. Percebam que quando alguém imita Madonna, os &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;looks &lt;/span&gt;mais "seguros" a serem usados, sem dar margem a outras interpretações, são o&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; tramp-look &lt;/span&gt;de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Like a Virgin&lt;/span&gt;, o sutiã cônico e o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;cabaret-look&lt;/span&gt; do primeiro bloco do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Girlie Show&lt;/span&gt;. E certamente que um fã de Madonna poderia argumentar que ela teria direito a prestar homenagens aos seus ídolos. Eu certamente concordaria. Michael Jackson, meu ídolo, já posou como Chaplin, por exemplo. Mas o que acontece quando a "homenagem" não se resume apenas a uma sessão de fotos ou a um videoclipe que seja (ou quando todos estes se tornam &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;homenagens&lt;/span&gt;), quando o "look" emerge para a vida real e a &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;artista&lt;/span&gt;, sem pudores, copia até trajes e penteados famosos de grandes astros para desfilar em eventos? Acontece o registrado nas imagens abaixo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Greta Garbo (&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SCNKGF8ry8I/AAAAAAAAACI/vbjKNiqf-A0/s400/madonna_gretagarbo2.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SD7fF0Zuu0I/AAAAAAAAARY/68NObmcuBXc/s400/madonna_gretagarbo5.jpg"&gt;2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SHvSc0BTiUI/AAAAAAAAAY4/x6fl5q5qjII/s400/madonna_gretagarbo1.jpg"&gt;3&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bette Davis (&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SChVx1SNMBI/AAAAAAAAAJI/z42Qi2271Tc/s400/madonna_bettedavis2.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SP-xhN1z6sI/AAAAAAAABEo/74tIuS3-Iv4/s400/madonna_bettedavis2006.jpg"&gt;2&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Brigitte Bardot (&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SDBCYVSNMPI/AAAAAAAAAK4/OFitv48-boA/s400/madonna_brigittebardot4.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SEMbzEZuvJI/AAAAAAAAAUA/pMHXDw5dllg/s400/madonna_brigittebardot5.jpg"&gt;2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SIbwz_z76OI/AAAAAAAAAfA/GAdSxhX-n8o/s400/madonna_brigittebardot2.jpg"&gt;3&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Marilyn Monroe (&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SDFao1SNMYI/AAAAAAAAAMA/WsAiZhDTkss/s400/madonna_marilyn1.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SIcJQG4JAVI/AAAAAAAAAfI/_BbqAtZ9Fh4/s400/madonna_marilyn11.jpg"&gt;2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SIcLNIcWAiI/AAAAAAAAAfQ/lSPcIuu4XnQ/s400/madonna_marilynmonroe98.jpg"&gt;3&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SEMs1EZuvKI/AAAAAAAAAUI/LIvaBVGK_RA/s400/madonna_marilyn33.jpg"&gt;4&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SD1qqEZuumI/AAAAAAAAAPo/LA2jNmSOPmM/s400/madonna_marilyn.jpg"&gt;5&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SD1qqEZuumI/AAAAAAAAAPo/LA2jNmSOPmM/s400/madonna_marilyn.jpg"&gt;6&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SD6YtUZuunI/AAAAAAAAAPw/nMzPKV5iO88/s400/madonna_marilyn64.jpg"&gt;7&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SH6EINHPYQI/AAAAAAAAAcI/oZcA_uA68BA/s400/madonna_marilyn50.jpg"&gt;8&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SH9NGPK-zyI/AAAAAAAAAc4/YA4wP0eJRLY/s400/madonna_marilyn52.jpg"&gt;9&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SH9Wv1z1dsI/AAAAAAAAAdI/Yu6-kivIYWM/s400/madonna_marilyn29.jpg"&gt;10&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SI21ou2VV1I/AAAAAAAAAjY/M6xFVzbODjo/s400/madonna_marilyn77.jpg"&gt;11&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SI25d5afp1I/AAAAAAAAAjg/-afMws1F_G4/s400/madonna_marilyn67.jpg"&gt;12&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SLfIZAlO5RI/AAAAAAAAAsI/y9yvjJjMVpI/s400/madonna_marilyn53.jpg"&gt;13&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SM6PfqfO_AI/AAAAAAAAAy4/oj5DAOhmWmg/s400/madonna_marilyn4.jpg"&gt;14&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Marlene Dietrich (&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SD1WOEZuucI/AAAAAAAAAOY/BAxH5q9MeLY/s400/madonna_marlenedietrich1.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Audrey Hepburn (&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SD6_MUZuupI/AAAAAAAAAQA/80fGL951vvc/s400/madonna_audrey+hepburn1.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Jayne Mansfield (&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SD7YBkZuuwI/AAAAAAAAAQ4/0V7euQ39OvQ/s400/madonna_mansfield1.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Princesa Diana (&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SEEwOkZuvCI/AAAAAAAAATI/VEX4-gXWfJ0/s400/madonna_diana5.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Jean Harlow (&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SEWFULfJqDI/AAAAAAAAAUo/G71Cw16Mcfw/s400/madonna_harlow1.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SLzg1LHvDVI/AAAAAAAAAuI/gxVnqhNwA7Q/s400/madonna_harlow7.jpg"&gt;2&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Debbie Harry (&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SF-QjNGVcCI/AAAAAAAAAVo/5kxG1kEv4kQ/s400/madonna_debbieharry2.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Louise Brooks (&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SHE4uPUkNyI/AAAAAAAAAXI/BpLTXlE5nB4/s400/madonna_louisebrooks2.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Horst P. Horst e o videoclipe de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Vogue &lt;/span&gt;(&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SH0rOGr1D7I/AAAAAAAAAao/Sk8OVfr7HQA/s400/madonna_horst+photo4.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SH0rA0KZcdI/AAAAAAAAAaY/oDlxZOLMJ1g/s400/madonna_horst+photo2.jpg"&gt;2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SH0q5NHnIuI/AAAAAAAAAaQ/BzHb5ihRCWU/s400/madonna_horst+photo.jpg"&gt;3&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Carole Lombard (&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SH51CvSketI/AAAAAAAAAbw/CQltz2oy4rI/s400/madonna_lombard1.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Jennifer Jones (&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SH9P1gEpN7I/AAAAAAAAAdA/zBEiFs6r7ng/s400/madonna_jenniferjones1.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ABBA (&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SIl695mSLEI/AAAAAAAAAhQ/wwgroAyVcrY/s400/madonna-abba.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tina Turner (&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_joEtjQNzthU/SImTyiUyyZI/AAAAAAAAAhg/2ij_J5r6_oQ/s400/madonna_tinaturner1.jpg"&gt;1&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há ainda uma matéria sobre o processo movido contra a estrela por &lt;a href="http://madonnarevelations.blogspot.com/2008/05/guy-bourdin-shes-not-me-shes-copy.html"&gt;plágio&lt;/a&gt; em seu videoclipe &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Hollywood&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O triunfo do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;marketing&lt;/span&gt;: como uma mulher sem absolutamente nenhum talento artístico extraordinário, manipulando imagens em furto à aura de outras estrelas, conseguiu ser a mais famosa e a que vendeu mais discos em toda a história da indústria fonográfica? Como ela sequer pode ser coroada como uma espécie de rainha da &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;re-invenção&lt;/span&gt; é uma questão absurda. Sendo ela todas as estrelas, na verdade, não é nenhuma. Madonna é estrela, mas nunca essencialmente um mito, o que demandaria, com o nível de fama dela, um resquício de originalidade que ela nunca demonstrou ter. Em uma coisa devo concordar com o dono do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Madonna Revelations&lt;/span&gt;: Madonna pode ter emulado por boa parte de sua carreira Marilyn Monroe, mas nunca conseguiu conceber a aura sexy, infantil e trágica daquela estrela única. Madonna é vulgar demais para parecer humana a este ponto, e &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;low-class&lt;/span&gt; demais para ser uma Dietrich, embora ela tenha tentado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quem, afinal, é Madonna? Além de uma cantora e dançarina medíocre apoiada em superproduções? Além de uma &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;media-attention-freak &lt;/span&gt;que atingiu o superestrelato graças a era do videoclipe e de suas polêmicas incansáveis? Além de uma estrela capaz de ser tudo menos ela mesma? Porque proclamam-na como uma artista de "vanguarda", "inovadora" e, risivelmente, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;autêntica&lt;/span&gt;? Talvez um breve exercício de revisionismo histórico, previsível e digno de quem, apesar de tudo, acredita que Madonna é merecedora do título &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;artista&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-6636837925957532363?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/6636837925957532363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=6636837925957532363' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6636837925957532363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6636837925957532363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/02/rainha-da-re-invencao.html' title='Rainha da Re-Invenção?'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYzYrp7U7YI/AAAAAAAAAHo/8Ru8RFkNsss/s72-c/rainharepost.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-1430479796326119909</id><published>2009-02-08T13:20:00.000-02:00</published><updated>2009-02-08T13:20:44.646-02:00</updated><title type='text'>O Adágio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYtLJrT-p2I/AAAAAAAAAHg/dESAwEn3l38/s1600-h/adagio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYtLJrT-p2I/AAAAAAAAAHg/dESAwEn3l38/s320/adagio.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299412016148948834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Evasivo&lt;/span&gt;. Ainda ouço tua acusação, longe, áspera, tu, sempre com essa aparência de casas bucólicas e cruzes na parede. Não lembro mais de como já fui; também não sei o que agora sou. O futuro preocupa-me porque não sei se vivo errado... será que existe isso? Viver errado? Ah, minto novamente. O problema não é o que há de ser, mas o tanto que já foi. Tanta coisa já foi que não há sã motivo para continuar sendo. Como se o que há de vir não seja apenas o pré-traçado desde o fatídico dia em que me encontrei nesta condição. Tudo o que foi há de ser novamente. Este talento sábio também adquiri naquele fatídico dia. E o que há de ser disto que intitulo de "minha vida" além da futura repetição dramatizada e plagiada, em trajes novos, de todos os infortúnios os quais tenho sido acometido?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu corpo está cansado. Aqui digo uma verdade. Há uma indizível crueldade nos reflexos dos espelhos. Não os tolero e não permaneço onde seus horrores existam. A defrontação com uma máscara pálida e degradante que não reconheço. Fico a olhar, buscando os doces traços a cada dia mais distantes, o sorriso ingênuo e aqueles cachos que cultivavam pomposamente em minha cabeça. Nisto há também Albinoni e o Adágio. A luz do dia cansa a letargia de minhas memórias. E nelas existe Albinoni e o Adágio. Em que vago momento do passado teria eu escutado os acordes deste hino à melancolia? Saberia eu, deste então, que o Adágio funcionaria tão perfeitamente como trilha-sonora da minha existência? Aqui está ele, indissolúvel em minh'alma, acompanhando-me como quem acompanha um cortejo, como quem, mais sábio do que eu, conhece o final da história e não recusa a admiti-lo. O Adágio é surreal, como minha figura, com seus passos apressados no absurdo da existência. O por quê, o pra quê. As cruzes na sala de estar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Tu precisas de um médico&lt;/span&gt;, dizias tua boca sacrossanta. Nunca há de entender. Nunca. Eu quero o que tenho e não pertenço a nada. E nunca houve tragédia maior no sofrimento humano, coisa que tu, simplória de alma, nunca há de conhecer. Pra ti e para o mundo foi divertido, derrocarem uma alma que poderia amar. Talvez seja este teu medo maior. Foi minha ruína. E agora andas a sorrir, como se o esboço de um sorriso patético e compassivo devolvesse a mim o direito que tu e teu mundo me tolheram. Odeio a quem mais amo. Que delírio indecifrável. Com teus olhos dizes, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;o ódio será a sua herança&lt;/span&gt;. Teu olhar reprovador lega-me o direito existencial da infelicidade, legitima minha degradação cada dia mais indisfarçável, o fracasso de viver em movimento que tu criaste com esmero único.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando pouso os olhos no exterior da janela, em ímpeto irracional, me acompanha o Adágio, resoluto. A luz solar incide em meus olhos e crispo, caio em dor. A luz do dia nega-me a memória, tudo que ainda resta. O Adágio é irreversível como a vida, e inevitável. Fecho as cortinas. Não mais existe exterior em mim. O Adágio é a interiorização da dor. Não existo. Sou um fantasma entorpecido, paralítico. Sádico em persistir num abrir e fechar de olhos despropositado e incapacitado. Sou o lamento de tudo o que poderia ser se não fosse o que sou. Intrínseco. Eu sou a tragédia desumana. Eu sou o Adágio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-1430479796326119909?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/1430479796326119909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=1430479796326119909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1430479796326119909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1430479796326119909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/02/o-adagio.html' title='O Adágio'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYtLJrT-p2I/AAAAAAAAAHg/dESAwEn3l38/s72-c/adagio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-1929263696012967729</id><published>2009-02-05T09:46:00.001-02:00</published><updated>2009-02-05T18:04:37.559-02:00</updated><title type='text'>O Erotismo Exótico da Musa de Sternberg</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYod59-s4yI/AAAAAAAAAHQ/zdCB5UYcef8/s1600-h/bvenuspost.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 231px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYod59-s4yI/AAAAAAAAAHQ/zdCB5UYcef8/s320/bvenuspost.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299080793282110242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Marlene Dietrich não era deste planeta. Era uma Deusa do Olimpo, uma Deusa das Sombras que caiu nos encantos de um mago da ilusão do século XX (o cinema), Josef von Sternberg. Juntos, eles criariam algumas das imagens mais gloriosas da sétima arte, em sete obras que filmaram. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Blonde Venus&lt;/span&gt;, ou&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; A Vênus Loira&lt;/span&gt; em português, foi uma delas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1932. Marlene Dietrich brilhava no &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;star system&lt;/span&gt; hollywoodiano como nenhuma outra estrela. Descoberta por Sternberg, ela filmara o clássico &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;O Anjo Az&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ul&lt;/span&gt; em 1930, na Alemanha, e assinara um contrato com a Paramount nos Estados Unidos. Na terra de Tio Sam, aliada ao mago Sternberg, ela emprestou sua divindade para os filmes &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Marrocos&lt;/span&gt;, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Desonrada&lt;/span&gt; e &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;O Expresso de Shanghai&lt;/span&gt;. Na hora de filmar o quarto filme, o script escolhido foi &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Vênus Loira&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Vênus Loira&lt;/span&gt; está longe de ser, enquanto obra de arte, uma das melhores colaborações de Dietrich &amp;amp; Sternberg. Mas nem por isto é uma das menos interessantes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Marlene Dietrich divide a telona com Herbert Marshall e com um então novato Cary Grant (Cary, segundo Maria Riva, filha da atriz, em sua biografia &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Marlene Dietrich&lt;/span&gt;, vendia camisas nos sets de filmagem para conseguir uma "grana extra"). Ela vive Helen Faraday, uma cantora de cabaré na Alemanha, que conhece Ned (Marshall) e se muda para os Estados Unidos. Casada e com um filho, um drama instaura-se em sua vida: seu marido, um químico, foi contaminado com Radium e necessita de um caro tratamento médico na Alemanha para ser curado. Helen decide retornar aos palcos para ajudar nas despesas de casa, quando conhece o milionário Nick Townsend (Grant), a quem ela se "prostitui" para conseguir a quantia necessária para o tratamento de Ned.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dietrich, sendo uma das primeiras &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"femme fattale"&lt;/span&gt; do cinema norte-americano, estava habituada a protagonizar filmes onde sua personagem tinha certo "caráter duvidoso". Em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Vênus Loira&lt;/span&gt;, o tema "prostituição" surge logo em suas cenas iniciais, quando Marlene nada nua em um rio da Alemanha. Herbert Marshall se aproxima e pergunta se ela poderia "sair" com ele depois de seu número no teatro, ao que ela responde negativamente, afirmando que não fazia este&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; tipo de coisa&lt;/span&gt;. É assentada a temática para o desenrolar da trama. Depois desta cena, Josef von Sternberg enche a nossa tela com a água do rio, agora vazio, sem o corpo da ninfa Dietrich, para abrir um novo plano também aquoso: a banheira do filho de Helen. Já casada, descobrimos o que aconteceu com a ninfa do lago: virou mamãe, dona-de-casa e esposa respeitável de Herbert Marshall. A noite após o encontro dos dois no lago é contada de forma interessante. Sternberg, para nos dizer "o que aconteceu", usa o filho curioso do casal. Johnny pergunta a papai e mamãe o que os dois fizeram depois do encontro no lago. De forma romantizada, eles contam que "se beijaram" em uma árvore e depois se casaram. É a estória de ninar favorita do garoto, que assumirá tom importante no final da trama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Helen Faraday agora é Helen Jones, a nova atração de um&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; "nightclub"&lt;/span&gt; local. Sua noite de estréia não poderia ser menos do que espetacular. Um grupo de coristas, vestidas para um ritual de alguma tribo africana, entram no palco à batida de um tambor. Um gorila acorrentado acompanha as garotas. Começa um dos maiores momentos da Deusa Dietrich no cinema. Marlene era uma estrela diferente. Ela não era apenas desejável e glamurosa, uma aula de classe em movimento; ela era também o ambíguo, o exótico, o misterioso, o andrógino. Com uma intocável mística, ela seduziu as audiências de 1930 ao adentrar o palco do cabaré de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Marrocos&lt;/span&gt; vestida em terno e cartola, terminando sua canção com um inesperado beijo na boca de uma das moças da platéia. Em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Vênus Loira&lt;/span&gt;, Dietrich nos fascina novamente ao invocar a força e a virilidade de um King Kong africano. Quando ela sobe ao palco, causando espanto em alguns membros da platéia que se perguntam se o gorila é mesmo "real", Sternberg nos seduz com sua revelação: o gorila, agora em quadro inteiro, tira uma de suas "mãos" revelando uma nova mão, branca, pálida, delicada. A outra mão é revelada e então a cabeça... Marlene Dietrich enfim se revela! Livrando-se da carcaça do gorila, ela emerge triunfante e completa o "look" com uma peruca "afro" loira. Começa sua performance de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Hot Voodoo&lt;/span&gt;. Sternberg filma Dietrich em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;contra-plongeé&lt;/span&gt; e somos inferiorizados perante à postura soberana da Rainha Loura Africana. A canção termina com o verso: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Eu quero ser má!"&lt;/span&gt;. Dietrich dá o seu recado. Ser pura e casta não faz parte do seu plano cinematográfico. Trocando em miúdos, ela não é Doris Day.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;backstage&lt;/span&gt; ela conhece Nick (Grant), cuja reputação de "pagar por favores" já lhe era conhecida. Depois de prestar os tais favores solicitados por Cary Grant, Dietrich chega em seu lar-doce-lar com um gordo cheque para despachar Herbert Marshall para a Alemanha. Ela obviamente mente sobre a origem do dinheiro. Diz que pediu adiantamento na boate. Com Marshall fora de cena, assistimos a um monótono segmento de cenas ilustrativas do "romance" de Grant e Dietrich. Os dois numa lancha, indo andar de cavalo, conversando na casa de Grant. Marshall enfim volta aos Estados Unidos e encontra sua casa vazia, com o telegrama que avisava seu retorno antecipado ainda selado. Onde estaria Dietrich e a criança? Coincidentemente, ela aparece em cena no mesmo momento, trajando um elegante e extravagante casaco de pele. Confrontada pelo marido, ela conta como obteve o dinheiro. Ned, ao invés de reconhecer a grandeza do ato de Helen, que feriu seus princípios e o próprio casamento para salvá-lo, enfurece-se. É importante ressaltar que o "romance" pós-ida de Ned à Alemanha de Helen e Nick não se concretizou de fato; Helen permaneceu como esposa fiel, com o coração dividido, mas reconhecendo que "devia" assumir seu compromisso e responsabilidade enquanto esposa e mãe. Herbert Marshall, com a cólera machista de um&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; leading man&lt;/span&gt; dos anos 30, não quer saber de explicações: ele pergunta quanto a deve pela sua vida e exige que o filho retorne para sua guarda, afinal, só assim ele seria "bem criado". Sternberg nos releva um Marshall perigoso e cruel pela primeira vez, ao presentear-nos com um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;close-up&lt;/span&gt; em que as sombras encobrem seus olhos, e então temos certeza da seriedade de sua sentença.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Helen foge com o filho pelo país e é procurada pela polícia. Ned tenta alcançá-la seguindo pistas no caminho. Para sobreviverem, Helen canta em cabarés onde quer que se hospedem, mas quando seu rosto torna-se capa dos jornais de quase todo o país, ela é obrigada a desistir a arriscar ser reconhecida e perder o filho. Vai trabalhar em uma fazenda, onde encontramos uma surpresa agradável: Hattie McDaniel, a eterna &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Mammie"&lt;/span&gt; de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;E o Vento Levou&lt;/span&gt;, ainda não consagrada, fazendo uma ponta como empregada. Um homem segue Dietrich, Hattie conta, e Dietrich vai ao seu encontro. Na segunda sequência mais memorável de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Vênus Loira&lt;/span&gt;, Marlene Dietrich desce ao encontro do homem em meio a galinhas e outras aves. Em outro ponto desta sequência, uma delas pousará sob seu ombro, como lhe afirmando sua afinidade e identidade com tais seres, ou seja, seu caráter extra-humano e quase animal. Como o gorila que afirma a soberanidade e virilidade, aspectos da &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;persona&lt;/span&gt; de Marlene nas telonas, as aves assumem uma representação do seu espírito livre e do seu exotismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Dietrich consegue a atenção do policial disfarçado recostando-se em um muro, onde Josef von Sternberg captura com perfeição o rosto parcialmente em sombras, misterioso e belo da Vênus Loira. Os dois vão para um bar conversar, ironicamente sobre a "fugitiva" com o filho, a qual o policial não reconhece ser Dietrich. Uma desculpa do roteiro para Sternberg nos extasiar com &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;close-ups&lt;/span&gt; inacreditáveis, quase absurdos, deste ser que não pode ter sido um de nós. Terminada a conversa, Dietrich revela sua identidade: ela é Helen Jones. E diz ainda que poderia continuar fugindo com o filho que não a alcançariam, mas que ela estava o entregando pelo bem dele, porque não era uma mulher "boa". Aqui Dietrich, certamente por intervenção dos censores, satisfaz o desejo dos puritanos da América: a mulher adúltera não pode vencer. E ser feliz? Nem pensar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ned chega à fazenda para apanhar o garoto e Sternberg nos exibe uma Dietrich resignada, de cabeça abaixada, humilhada. Não vemos mais seus olhos, cobertos pelo chapéu, apenas sua boca se mover, confirmando sua posição subhumana como mulher adúltera. Ned termina seu discurso ingrato dando-lhe um envelope com o valor que salvou a sua vida e exigindo que nunca mais procure seu filho. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;É melhor para ele esquecer a mãe&lt;/span&gt;, disse Ned.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A parte final de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Vênus&lt;/span&gt; é um tanto quanto previsível considerando as circunstâncias e as facilidades/pobreza do roteiro. Helen Jones primeiro chega ao "fundo do poço", é exibida na tela com sua roupa desgastada, bêbada, lamentando o resultado falho de seu ato heróico. Depois, vemos ela como um grande sucesso internacional. Seu nome brilhante em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;neon &lt;/span&gt;na América do Sul e na Europa. Coincidentemente, Nick, em Paris, resolve ir assistí-la. Conversando sobre Helen com um amigo, descobre que ela é um "iceberg" como mulher, usando homem depois de homem como trampolim para o seu sucesso europeu. Subentende-se nisto, em um julgamento moral pobre, que Helen não pode ser feliz e, em psicologia barata e popular, que age deste modo pela perda do filho e do marido. O show de Dietrich começa e ela aparece em traje masculino à lá &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Marrocos&lt;/span&gt;, mas branco. Antes de cantar, acaricia o rosto de uma das coristas, reafirmando sua sexualidade ambígua. Destaque para a pobreza das canções de Marlene neste filme. Outras ruins estavam por vir, e competiriam com os inesquecíveis versos da apresentada neste momento no filme: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Se todos tivessem a cabeça no lugar/Ou se trocassem os pés pelas mãos/Ainda iria comer biscoitos na cama/O que eu iria perder?/Tomando sopa com um garfo/Ou se os bebês trouxessem as cegonhas/Acha que eu me importaria?/Eu ainda falaria/Não vou me aborrecer"&lt;/span&gt;. Certamente, em nada invejariam Cole Porter.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Nick vai ao&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; backstage&lt;/span&gt; e no espelho temos mais uma prova da infelicidade de Dietrich, em termos óbvios para a explicação barata de seu comportamento já supracitada. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Não se importa se vai ao inferno ou ao topo, viaja mais rápido quem viaja sozinho"&lt;/span&gt;, lê-se no espelho. Nick conta que vai para a América para uma Helen desinteressada que diz nada ter a fazer na América, considerando que não pode ver seu filho. Na próxima cena, Helen não só já está na América, noiva de Nick, mas também na porta de seu antigo apartamento, onde moram Johnny e Ned. Ela entra para ver o filho após Nick conversar com Ned. Aquele deixa o apartamento e vemos um Ned abandonando a fúria no olhar, ao ver a mulher glamourosa em sua sala de estar apanhando bacias e objetos para banhar o filhinho. Depois do banho, o menino quer sua história de ninar. Aquela sobre quando mamãe e papai se conheceram. Receosos, o casal separado não quer contar a história. Contam cortando em certas partes. O menino fica frustrado e diz que não estão contando direito. Eles resolvem, então, contar a história inteira. E quando vemos, Marlene Dietrich já correu para os braços de Herbert Marshall. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Você pertence aqui"&lt;/span&gt;, ele diz. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;The End&lt;/span&gt;! E o código Hays triunfa! Marlene vive feliz para sempre porque larga seu amor jovem, bonito, e milionário, Cary Grant, para voltar a ser dona-de-casa, mãe de família e esposa de Herbert Marshall. Enfim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um bem-sucedido veículo para Dietrich se tornou &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Vênus Loira&lt;/span&gt; ao longo dos anós, apesar de ter bombado no&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; box office&lt;/span&gt; na época de seu lançamento. Embora com um roteiro pobre, reafirma o mito de estrela misteriosa e exótica. Erótico do início ao fim, nele Marlene é o epicentro da pulsão sexual de todos os homens do filme. Neste filme, sexo é o problema e a razão. O que não poderia ser diferente quando se tem uma Deusa como Estrela. Todos a querem. Em especial a câmera de Sternberg, que registrou todo esse desejo por Marlene para que continuemos, através das décadas, desejando-na e adorando-na em sua imortalidade de celulóide.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-1929263696012967729?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/1929263696012967729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=1929263696012967729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1929263696012967729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1929263696012967729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/02/o-erotismo-exotico-da-musa-de-sternberg.html' title='O Erotismo Exótico da Musa de Sternberg'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYod59-s4yI/AAAAAAAAAHQ/zdCB5UYcef8/s72-c/bvenuspost.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-4198189120640395366</id><published>2009-01-30T14:22:00.005-02:00</published><updated>2009-01-30T15:10:25.543-02:00</updated><title type='text'>Jane Fonda e a Sempre Simplória em Filme</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYMpqGUP4KI/AAAAAAAAAHI/oe1cRyDGq6Y/s1600-h/janesimploria.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYMpqGUP4KI/AAAAAAAAAHI/oe1cRyDGq6Y/s320/janesimploria.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297123389944619170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Certo dia desta semana estava decidido a descansar mais cedo. Mas resolvi ligar a TV. Pra quê? Em minhas ansiosas trocas de canais, deparei-me com Jane Fonda na Warner Channel. Que estaria Jane Fonda, afinal, fazendo na quase-madrugada da Warner Channel? Sem muito esforço recordei-me daquele filme que ela havia feito há uns anos, sua &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"comeback"&lt;/span&gt; depois de um bom tempo fora das telonas... com a Jennifer Lopez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Infelizmente, nunca tive a oportunidade de assistir a um filme de Jane Fonda - como, em contrapartida, já tive a infelicidade de assistir vários de Jennifer Lopez. Minha simpatia nata com Jane Fonda, além do seu status como grande atriz, vem de suas amizades com Bette Davis e Michael Jackson, além do fato de ser filha de ninguém menos que o lendário Henry Fonda. Motivos o suficiente para despertarem minha curiosidade em assistir o tal &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Sogra&lt;/span&gt;. Talvez também por benevolência. Assim, quem sabe, até o final do ano contabilizo 4 ou 5 filmes hollywoodianos deste século que me dei ao trabalho de assistir em 2009?&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Mas nem se Jane Fonda se unisse a Laurence Olivier ela triunfaria sob a pateticidade do material desta abominação "cinematográfica". Concordo que não se possa esperar grande coisa de um filme que tenha Jennifer Lopez no elenco, mas a presença de Jane Fonda me deu a ingênua esperança da possibilidade de entretenimento decente, talvez até inteligente. Altas expectativas as minhas, não? Com um roteiro de invejar qualquer aspirante a escritor de 12 anos, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Sogra&lt;/span&gt; conta a estória clichê de Charlotte (Jennifer Lopez), uma espécie de "temporária" em empregos diversos que conhece o cirurgião Dr. Fields (Michael Vartan), espécie de "homem perfeito", mas terá também que lidar com sua mãe Viola (Jane Fonda), uma madame empenhada em destruir o relacionamento dos dois por não aprovar Jennifer Lopez. E quem pode culpá-la?&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Jennifer Lopez faz aqui o seu papel usual como já fez em centenas de seus outros filmes tão comumente exibidos nas &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Sessões da Tarde&lt;/span&gt; da tevê brasileira. Ela é, novamente, uma simplória moça-pobre-coitada-bonita-"na-moda". Ou seja, intragável como sempre. Sua &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;on-screen-persona&lt;/span&gt; não diverge da sua imagem de popstar, continuamente empenhada em afirmar que por mais milhões de dólares que ela possa ter, ainda é a &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"jenny-from-the-block"&lt;/span&gt; e uma pessoa &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;real-real-real-real-real-what-you-get-is-what-you-see&lt;/span&gt; ad nauseam em suas insípidas canções pop pra pré-adolescentes. Vendo Jennifer Lopez neste filme me fez pensar: como gente assim consegue ter fãs? Madonna, ao menos, ao mudar de fantasia, cor de cabelo e estilo musical a cada dois anos, consegue manter um mínimo interesse entre seus seguidores. Certamente as polêmicas e o passado pouco mais glorioso ajudam muito nesta questão. E o que tem Jennifer Lopez? Ela existe hoje assim como há uma década, quando lançou seu primeiro CD. Sua imagem estupidamente normal, refletida no &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;typecasting&lt;/span&gt; de seus filmes, a projetam como uma estrela. E quando uma &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"estrela"&lt;/span&gt; tem look de modelo de outdoor de shopping center, temos um problema cultural. Neste sentido, J.Lo é apenas um produto de marketing de uma era onde estrelas são mortais e a estrela não está mais inserida num universo à parte, intocável e impenetrável. O que agrada o público no consumo de ídolos que poderiam ser seus vizinhos, está além da minha imaginação. Mas quando há multidões que, emocionadas, gritam em êxtase por &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Big Brothers&lt;/span&gt;, só me resta este sentimento de saudade solene de quando Marlene Dietrich era o arquétipo de imagem a qual devoção e histeria poderiam ser atribuídas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Michael Vartan, namorado de Jennifer Lopez na "trama" parece mais um acessório inserido como "pausa" das cenas &lt;st1:personname productid="em que J.Lo From" st="on"&gt;em que J.Lo &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;From&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; The Bronx&lt;/span&gt; e Jane Fonda se duelam. Até Renato Aragão e Xuxa Meneghel já demonstraram mais química nas telas do que esses dois, perdoem-me a heresia, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;atores&lt;/span&gt;. E o que dizer do final previsível, com direito à "explicação psicológica" sobre as atitudes da personagem de Jane Fonda? Ora, ela só fazia tudo aquilo porque a sogra também havia feito o mesmo com ela! Freud revira-se no caixão! É o que acontece quando cineastas com a profundidade intelectual de um pires põem-se a filmar em Hollywoood! Mas pra dizer que não foi de todo intragável, diverti-me maliciosamente com J.Lo sofrendo nas mãos de Jane Fonda, que certamente só fez esta "obra" de entretenimento barato pelo &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;almighty dollar. &lt;/span&gt;Deve ter sentido saudades de quando dividia seu tempo na tela com Katharine Hepburn. Ah, destaque para a indicação de J.Lo pelo filme, como pior atriz de 2006 no &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Framboesa de Ouro&lt;/span&gt;.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-4198189120640395366?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/4198189120640395366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=4198189120640395366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/4198189120640395366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/4198189120640395366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/01/jane-fonda-e-sempre-simploria-em-filme.html' title='Jane Fonda e a Sempre Simplória em Filme'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SYMpqGUP4KI/AAAAAAAAAHI/oe1cRyDGq6Y/s72-c/janesimploria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-5193018739673262443</id><published>2009-01-26T08:55:00.001-02:00</published><updated>2009-01-26T09:01:05.817-02:00</updated><title type='text'>Incluam-no Fora: A Vida de Farley Granger..?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SXozTrhiSxI/AAAAAAAAAG4/i86NZmFT60Y/s1600-h/includepost.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SXozTrhiSxI/AAAAAAAAAG4/i86NZmFT60Y/s320/includepost.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294600725121354514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Contrariando críticas negativas de consumidores da Amazon.com, adquiri a autobiografia de Farley Granger, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Include Me Out: My Life From Goldwyn To Broadway"&lt;/span&gt;, lançada em 2007.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha espécie de fascinação-identificação com a &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;on-screen persona&lt;/span&gt; de Farley Granger começou quando assisti ao hitchcockiano&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; Festim Diabólico&lt;/span&gt;. Anos depois, tive a oportunidade de assistir o ator em seus maiores filmes, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Pacto Sinistro&lt;/span&gt;, também de Hitchcock, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Amarga Esperança&lt;/span&gt;, de Nicholas Ray, e &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Senso&lt;/span&gt; de Luchino Visconti. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas em nada sua autobiografia relembra o neurótico Philip ou o canalha Franz. Farley Granger não é Philip nem Franz. Ele é um garoto que, depois de atuar em uma peça de teatro em Hollywood, é abordado por um caça-talentos do Sr. Sam Goldwyn, que acabou contratando-no por 7 anos com um salário de 100 dólares por semana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Começa o "sonho americano" de Farley Granger, que irá estrelar em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;The North Star &lt;/span&gt;e &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;The Purple Heart&lt;/span&gt;. Depois, voltando da Segunda Guerra, sua carreira cinematográfica deslanchará com &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Amarga Esperança&lt;/span&gt; de Nick Ray, filme que Hitchcock assistiu e que lhe rendeu o papel em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Festim Diabólico&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem espera encontrar histórias sobre os bastidores, preparação e relação dos atores com Alfred Hitchcock, esqueça. Farley Granger gasta míseras 9 páginas das 244 do livro para contar sobre os momentos hollywoodianos mais importantes de sua carreira. Afinal, não fosse pelo público espectador destes filmes, Granger nem motivos (e nem contrato) teria para a publicação de uma autobiografia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele compensa em &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Senso&lt;/span&gt; ao descrever bem sua estadia na Itália, a relação da equipe com Luchino Visconti, seus jantares e intrigas. Poderíamos dizer que boa parte de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Include Me Out&lt;/span&gt; é destinada a relatar sua longa amizade com a atriz Shelley Winters e aos jantares os quais já participou. Provavelmente nenhuma refeição de sua vida é esquecida. Todas são extensamente relatadas e comentadas ad nauseum. A vida de Farley parece, aliás, um&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; endless&lt;/span&gt; banquete à là &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Comilança&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguns pontos de sua história não são inteiramente esclarecidos. Os pais bebiam e brigavam. Farley sai de casa aos 20 e poucos anos e nunca mais os mesmos são mencionados. E enquanto ele não mantém segredos de sua bissexualidade, relatando, aliás, a noite em que perdeu a virgindade duas vezes, sua relação com Robert Calhoun, o co-autor do livro, nunca é explicada. Enquanto supõe-se que os dois são amantes, e a leitura prova isto obviamente, nada é explicitado. Curiosamente, a única e última notícia que li a respeito de Farley Granger no IMDB foi sobre a morte de Calhoun, em maio passado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Destaque para o desfile de lendas cinematográficas nas páginas da vida de Farley. Ele é convidado frequente das tardes de jogos na casa de Gene Kelly, joga tênis na mansão de Charlie Chaplin, toma drinques com Bette Davis, Humphrey Bogart, Tyrone Power, namora Ava Gardner e é vizinho de Donald O' Connor e Paulette Goddard. Tudo na maior naturalidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O grande grito de Farley no livro, apropriadamente intitulado &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Include Me Out&lt;/span&gt; (uma das frases famosas de Goldywn), é de que ele não precisou do &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;studio system&lt;/span&gt; para vencer sua ambição de ser ator. Ou seja, Farley Granger não queria ser &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"star"&lt;/span&gt;. E certamente, fosse essa sua ambição, sua carreira estaria condenada. Granger, enquanto contratado da MGM, só fez grandes filmes emprestado a outros estúdios, como a RKO e a Universal. Seu grande sonho era ser ator de teatro. O que fazer? Farley compra os anos restantes de seu contrato e, falido, se muda para Nova York. Após sua saída das telonas, ele trabalhará frequentemente em peças ao vivo na TV, quando a mesma era uma novidade, e peças de teatro. Parece ser um cara realizado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Include Me Out &lt;/span&gt;tem em seu título uma ironia. A de "incluir fora" Farley Granger da lista das autobiografias humanizadas e honestas. Se Farley Granger for o homem de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Include Me Out&lt;/span&gt;, ele terá sido apenas um homem comum sem grandes preocupações sobre a vida e sobre sua própria arte. Terá sido apenas um homem que fez grandes trabalhos e que adorava uma birita com seus companheiros famosos. Mas eu, ao menos, prefiro acreditar que a superficialidade esteja restrita às 244 páginas de sua autobiografia maçante. Prefiro acreditar que a vida do homem que trabalhou com Hitch e Visconti tenha sido um pouco mais interessante e reflexiva, embora este aspecto, ao contrário de suas experiências gastronômicas, não tenha sido tema de uma página sequer de sua publicação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-5193018739673262443?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/5193018739673262443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=5193018739673262443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5193018739673262443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5193018739673262443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/01/incluam-no-fora-vida-de-farley-granger.html' title='Incluam-no Fora: A Vida de Farley Granger..?'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SXozTrhiSxI/AAAAAAAAAG4/i86NZmFT60Y/s72-c/includepost.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-4104090049741394547</id><published>2009-01-20T10:41:00.003-02:00</published><updated>2009-01-21T22:23:21.868-02:00</updated><title type='text'>Maysa Ressurge</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SXXGizM27mI/AAAAAAAAAGw/3v-Aa8lqU2Q/s1600-h/maysapost.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SXXGizM27mI/AAAAAAAAAGw/3v-Aa8lqU2Q/s320/maysapost.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293355238205877858" /&gt;&lt;/a&gt;Confesso que faço parte do grupo de pessoas que nunca havia escutado uma canção de Maysa, mas que sintonizou na Rede Globo para assistir à minissérie exibida em homenagem à cantora. Como fã não tão antigo de MPB e apreciador de boas histórias e grandes personalidades - esta qualidade primordial de Maysa já explícita nos comerciais anteriores à estréia -, senti-me obrigado a acompanhar tal programa, um oásis do bom gosto na programação da tevê aberta. O triunfo da minissérie foi algo inesperado para mim. Recorde de audiência no primeiro capítulo, marcando entre 29 e 32 pontos! Depois do considerado "fracasso" de Capitu (eu pouco/nada entendo do IBOPE), acreditei que &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Maysa&lt;/span&gt; seguisse a mesma trilha. Nada mal para um programa tão bom - acostumei-me ao sucesso das porcarias e fracasso das boas obras na TV. Não é à toa que &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Maysa - Quando Fala o Coração&lt;/span&gt; se transformará em filme até o fim do ano. Com um minucioso trabalho de direção de arte, figurino, efeitos especiais e roteiro, está longe de se assemelhar às bobagens novelescas exibidas pela Rede Globo. Superou as minhas expectativas! A própria emissora se arrependeu de ter encurtado a minissérie para nove capítulos - aparentemente, seriam dezesseis na edição original - dado o sucesso da mesma. Ao menos Jayme Monjardim, filho da cantora e diretor da minissérie, admite que se trata da história de uma grande mulher que, por acaso, era cantora. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Quando Fala o Coração&lt;/span&gt; explora a vida pessoal de Maysa e pouco de sua música e importância para a cultura nacional, embora algumas de suas gravações mais famosas sejam inteligentemente inseridas no contexto da trama. Pensando assim, até que dá para entender o sucesso da minissérie. Na era das celebridades-problema, Maysa foi uma espécie de pioneira. A divergência essencial era que Maysa não era a polêmica vazia - era a expressão do talento em uma vida conturbada e autêntica, documentada em suas belíssimas canções melancólicas. Uma espécie de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Jezebel&lt;/span&gt; à la Bette Davis de sua época. Talvez, em um breve momento de reflexão, o grande público espectador de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Maysa - Quando Fala o Coração&lt;/span&gt; lamente que em nossos tempos sobre muito espaço para a polêmica enquanto o talento é descartado sem grandes preocupações... (Britney Spears?) Mas, ao fim, Maysa ressurge. Seu nome, antes badalado apenas pela elite apreciadora de MPB, ganha a força do&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; mainstream&lt;/span&gt;. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A Star Is&lt;/span&gt; Re-&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Born&lt;/span&gt;. Parecido com o ressurgimento de Elis Regina há alguns anos. Agora serão relançados os CDs, montados DVDs, reeditadas biografias e tudo o que se tem direito para os antigos e novos admiradores da cantora. Nada mais do que merecido. Na falta de ídolos e artistas verdadeiros como Maysa, resta-nos isto: redescobrir os bons que não voltam mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BgkEb_EHaP0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BgkEb_EHaP0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-4104090049741394547?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/4104090049741394547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=4104090049741394547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/4104090049741394547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/4104090049741394547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/01/maysa-ressurge_20.html' title='Maysa Ressurge'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SXXGizM27mI/AAAAAAAAAGw/3v-Aa8lqU2Q/s72-c/maysapost.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-5872747624567457629</id><published>2009-01-17T16:51:00.001-02:00</published><updated>2009-01-17T16:52:00.526-02:00</updated><title type='text'>Shoebox</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SW5UqZ2kqfI/AAAAAAAAAGQ/mHYVsHiyc58/s1600-h/lorecord.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291259699677932018" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 256px; height: 252px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SW5UqZ2kqfI/AAAAAAAAAGQ/mHYVsHiyc58/s320/lorecord.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;"Quando eu falava dessas cores mórbidas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Quando eu falava desses homens sórdidos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Quando eu falava desse temporal&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Você não escutou...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Você não quer acreditar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Mas isso é tão normal.."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;'Paisagem da Janela', Lô Borges&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Que fazem conosco? Nós, os dean-cliftianos do século XXI. Nós, os Michael Jacksons, os Peter Pans privados de Terra do Nunca sem granadas e homens-bombas. Nós, os mártires de apartamento, cerrados em blocos de concreto neste verão interminável-irremediável de cidade do litoral. O fardo da cruz da excepcionalidade! Inestimável tolice aquela minha, de guardar os olhos limpos e as mãos quentes, o sorriso afável. Lô me faz lembrar, em dois minutos e cinquenta e cinco segundos, tudo o que esqueci tão facilmente, ocupado com a amabilidade enorme deste coração. Tinha esquecido das cores mórbidas, dos homens sórdidos. Não via os temporais e tampouco escutava os trovões. Que torpor existencial poderia ter sido este, que me fez contemplar a &lt;em&gt;blueness&lt;/em&gt; de viver com tanta inconsciência? Por quanto tempo estive dormindo? Que complacente sonho este, que remove o mal dos outros, mas o deixa permanecer em mim. Ouço ainda a voz de Lô, meio zombando, meio cara-que-dá-a-mão-pra-essa-gente-confusa, dizendo que não quero acreditar, embora seja tão normal. Quanta traição nestas doces palavras! Como de joelhos no asfalto, diante das árvores, da terra, dos pássaros, do Sol, das nuvens, do céu, do Todo-Poderoso proclamo: que possível culpa tenho eu? Mas Ele, seja lá onde esteja, não responde, e resta a mim viver aqui, neste quartinho com as minhas coisas, com o turbilhão de palavras malditas que não me esquecem e com esta culpa, &lt;em&gt;minha tão grande culpa&lt;/em&gt;, que vem por culpa minha não ser, mas que nem logicamente deixa de ser culpa. Tomo as palavras de Lô como minhas. Parecem escritas sob medida para fortalecerem meu corpo desgastado, ajudam-me a afiar as unhas e os dentes. Acordam-me daquele sono hedônico e babaca, daquele marasmo que já vivi e que nunca poderia constituir resquício de felicidade. Não há felicidade na obediência aos homens sórdidos. A sordidez da perpetuação do &lt;em&gt;“ser”&lt;/em&gt; ínfimo, àqueles que querem reduzir toda essa nossa beleza, toda essa nossa cara-de-pau de ser feliz a uma mera &lt;em&gt;shoebox&lt;/em&gt; vazia. Sim, querem nos trancar em um papelão e que nos contentemos com tal medíocre destino! E enquanto a cólera e o escárnio do meu riso tão &lt;em&gt;upminded&lt;/em&gt; me alegra, não sei até que ponto os homens sórdidos triunfam, apesar de todos esses nossos esforços em conservar-nos íntegros em nossa singularidade. Quanto a mim, não sei e não gosto de pensar em possível derrota. Se pensar e encontrar em mim este vão de maledicência o qual tanto abomino, corro o risco de surtar precocemente – entendam, ainda não sou mega-artista para projetar minha dor ao mundo, à lá Judy Garland, que será compartilhada e martirizada entre tantos outros corações iguais a este que bate agora. Mas o que sei é que em mim restou essa grande saudade latente. Esta saudade meio &lt;em&gt;technicolor&lt;/em&gt; de querer ser feliz. Mas não tenho mais cinco anos. E não ter mais cinco anos pode ser a coisa mais triste do mundo e te transformar no cara mais trágico de toda a história, se há a possibilidade de, com tudo e apesar de tudo, você acabar em uma &lt;em&gt;shoebox&lt;/em&gt;. E como sair? Como rebelar-se das amarras do mundo pra ser céu e terra, um espírito livre? Quem sou eu para dizer? Graças a seja lá quem ou quê, não fui dotado com os talentos duvidosos dos escritores de auto-ajuda. Posso dizer que estou no mesmo barco que você e que estamos aí, respirando a cada dia que termina e que começa, lutando. E acreditando nessa loucura mítica, no pote de ouro além do arco-íris que chamam de felicidade. E ficando longe dos tarjas pretas, como não fez Marilyn Monroe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-5872747624567457629?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/5872747624567457629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=5872747624567457629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5872747624567457629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5872747624567457629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/01/shoebox.html' title='Shoebox'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SW5UqZ2kqfI/AAAAAAAAAGQ/mHYVsHiyc58/s72-c/lorecord.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-2433012919938370307</id><published>2009-01-06T19:14:00.002-02:00</published><updated>2009-01-06T19:47:55.392-02:00</updated><title type='text'>Quando o Ídolo Incomoda os "Fãs"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SWED73yb0mI/AAAAAAAAAGA/brggmFYqlK4/s1600-h/mjshopost.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 258px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SWED73yb0mI/AAAAAAAAAGA/brggmFYqlK4/s320/mjshopost.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287511764632326754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"As pessoas não sabem como são as coisas para mim. Ninguém sabe, realmente. Ninguém deveria julgar o que fiz com a minha vida. A não ser que tenham calçado os meus sapatos em cada dia horrível e cada noite sem dormir."&lt;/span&gt; - Michael Jackson, 1995&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já é de praxe, a última aparição do megastar Michael Jackson causou furor nos demais grupos de discussão destinados aos seus fãs na web. O Rei do Pop visitou uma livraria em Los Angeles na véspera de Ano Novo, com um sobretudo por cima de um suposto pijama (este só fui notar após os comentários aflitos e desesperados de alguns fãs), sua usual máscara cirúrgica, óculos de leitura e chapéu. Nada de extraordinário para quem acompanhou Jackson em algum momento dos últimos 15 anos. Qual seria a polêmica então? Ora, a polêmica é que, apesar do comportamento de Michael Jackson já ser previsível, de tais aparições não constituírem nenhum fator anormal à sua trajetória nas últimas duas décadas, ele não deveria persistir em tais ações pela sua carreira e pelo bem de sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"imagem"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bolas, ao homem que foi perseguido por rumores de abuso sexual infantil por uma década, acusado e julgado por supostamente ter cometido tais crimes, uma aparição em uma livraria trajando pijamas, logicamente, ocasionará a ruína de sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"imagem"&lt;/span&gt;. É de imaginar se tal argumentação tão pobre é advinda da ignorância da desinformação (possível) ou simplesmente da desaprovação descabida ou envergonhamento causado pelas atitudes do ídolo (provável). Analisemos então a primeira proposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma série de eventos em 2002 ajudaram na derrocada da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"imagem" &lt;/span&gt;já fragilizada de Michael Jackson perante a grande mídia, culminando com o documentário de Martin Bashir no início de 2003. O estrago ali foi tão grande, muito mais pelo cinismo da mídia em geral em distorcer deliberadamente as palavras ditas no especial por Michael do que pelo próprio documentário em si (muitas pessoas, como eu, se tornaram admiradoras do homem Michael Jackson a partir dali), ao ponto de Jackson lançar um documentário-resposta e filmar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Private Home Movies"&lt;/span&gt;, na tentativa de humanizar-se com o público. No dia após a exibição de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Living With Michael Jackson"&lt;/span&gt;, as vendas de discos do cantor aumentaram 1000% no Reino Unido, segundo maior mercado fonográfico do mundo. Naquele mesmo ano, quando ele foi preso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Number Ones, &lt;/span&gt;coletânea de sucessos com uma gravação inédita, cuja promoção maior (videoclipe) foi suspensa, chegou ao topo da parada britânica vendendo 4 milhões de cópias no globo em pouco mais de um mês. No ano de 2004, antes da absolvição do cantor, ele vendeu cerca de 1.1 milhão de cópias entre CD's, DVD's e VHS's nos Estados Unidos, segundo a Nielsen Soundscan. Mais do que o dobro de popstars como Madonna (473,570 cópias), Mariah Carey (425,890 cópias) e Cher (508,660 cópias). Mais recentemente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller 25th&lt;/span&gt; ocupou o posto de 16º álbum mais vendido no mundo em 2008 - 2,3 milhões de cópias vendidas. Trata-se de um relançamento sem preocupações com singles, videoclipes, aparições na TV e shows promocionais, que ficou à frente de discos de inéditas de Beyoncé, Usher e Chris Brown, alguns dos considerados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hot acts&lt;/span&gt; da atualidade, e não tão atrás de lançamentos como Rihanna (3,7 milhões de cópias) e Madonna (3,2 milhões de cópias), estes devidamente promovidos com singles, clipes e turnês. Prova-se então que o sucesso comercial de Michael Jackson independe de sua imagem pública e consegue ser ainda maior do que o de artistas bem vistos midiaticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal preocupação do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fã&lt;/span&gt; com a imagem do ídolo, provada infundada em relação a um potencial inabalável de vendagens, não seria então, travestida, a preocupação com o olhar do outro em relação ao seu ídolo? A preocupação com a desaprovação ao desconhecido, ao intolerado... ao puro preconceito? Parte dos tais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fãs&lt;/span&gt; admitem de fato ser este o motivo. Boa parte, se não a totalidade deste grupo, que acusa Jackson de vagabundagem (como se os mesmos tivessem acesso à intimidade do dia-a-dia do Rei do Pop para manterem tão firmemente tal achismo), se consideram fortes candidatos ao cargo de Joe Jackson da vida adulta do cantor, considerando o mesmo tão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estúpido&lt;/span&gt; por agir desta ou daquela forma, porque eles agiriam dessa e daquela outra maneira, como se fossem eles, diletantes executivos do mercado fonográfico em sua imaginação, as cabeças por trás dos álbuns de vendagens milionárias e turnês de recordes de público não superadas. Afinal, vagabundo é Michael Jackson, e não quem gasta horas por dia, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;messageboards&lt;/span&gt;, ditando o que o astro deve ou não fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a desumanização do cantor, aos moldes da midiática, que invade as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fanboards &lt;/span&gt;ao mesmo tempo que não deixa de mitificar a superestrela pop. O fã quer que Jackson retorne musicalmente, triunfe e se coloque no topo do mundo como nos tempos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt; para que ele, junto ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;moonwalker&lt;/span&gt;, triunfe também. É este um dos aspectos doentios da relação de alguns fãs com seus ídolos, e mais significantemente encontrado entre os fãs de um astro cujos números, performance e postura sempre remeteram a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;poder&lt;/span&gt;. O fã, no entanto, não apenas necessita do retorno musical de Michael Jackson (por isso, em seus acessos durante a longa espera, põe-se a chamá-lo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vagabundo&lt;/span&gt;), mas também que o comportamento do astro corresponda às suas expectativas. Ele deve agir de acordo com determinadas "regras" para que os "outros" não falem mal e o fã não se sinta contrariado, ou então até mesmo ultrajado e enojado em seu próprio preconceito, passando a odiar o objeto de sua adoração. Neste jogo de neuroses, uma questão torna-se fundamental: até onde vai o direito dos fãs em suas críticas aos ídolos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que os fãs não são obrigados a concordar com todas as ações de seus ídolos. Mas até que ponto distingue-se a crítica da legislação doentia sobre a vida e individualidade do outro? Critica-se Michael Jackson por sair de pijamas e máscara cirúrgica. Compara-se o comportamento dele ao de quem perdeu o senso entre "certo" e "errado". Publicações ironizam quando Jackson entra em seu carro e é fotografado um cartão com bebês que ele provavelmente ganhou de fãs. Faz-se claramente a ponte &lt;span style="font-style: italic;"&gt;excêntrico&lt;/span&gt; = &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pedófilo&lt;/span&gt; sem grandes preocupações investigativas ou éticas que sejam. E tudo isto porque o astro saiu de pijamas e máscara cirúrgica! O quão atrasados somos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pijama e especialmente esta máscara cirúrgica que, compondo o todo da aparição de Jackson, não constitui ruptura alguma da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;imagem&lt;/span&gt; que ele construiu para si ao longo dos anos. Muito pelo contrário. É de uma força mística que, desnudado em sua vida pessoal com um julgamento por um crime considerado hediondo, Michael Jackson ainda conserve uma mítica sem parâmetros, quando até uma simples saída de casa, de pijamas ou não, é manchete internacional. É o que separa os mitos dos meros mortais e Michael Jackson, megastar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;larger-than-life&lt;/span&gt; e último grande &lt;span style="font-style: italic;"&gt;song-and-dance man&lt;/span&gt; de uma geração sem ídolos. Charles Chaplin não era Carlitos, ambos se fundiam e se separavam. Michael Jackson é a criação de si mesmo, a obra integrada seja na mítica da vida ou na mítica do palco. Por isso você vê &lt;span style="font-style: italic;"&gt;covers&lt;/span&gt; do cantor se apresentarem de máscara cirúrgica apesar do mesmo nunca tê-la usado num palco. Um feito como o de Jackson só é comparável ao das estrelas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;star system &lt;/span&gt;da era de ouro de Hollywood, que tinham um estúdio inteiro ao seu dispor para promover o mito. Com Michael Jackson nunca irá acontecer um episódio à lá Madonna quando, num país onde se aglomeram por Calypso, a chamada Rainha do Pop teve três fãs a esperarem-na no hotel e, quando saiu na janela com os filhos, foi recebida com tudo menos histeria - alguns até debochavam-na gritando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Xuxa"&lt;/span&gt;. E há fã que defenda que Michael Jackson deve sair e ser mais "social" como Madonna, como se sair na rua sem causar alarde, puramente por ter bebido por boa parte de sua carreira em fontes como Marilyn Monroe e Marlene Dietrich, estas sim mitos de verdade, sem se preocupar com a criação de uma mítica singular e original sendo, por fim, reduzida à diva entre tantas outras, fosse mérito algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, deixando o lado artístico-popista da coisa, há ainda quem ache que Michael Jackson deve passar a se portar como uma pessoa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"normal"&lt;/span&gt;, embora me soe extremamente patético e ilusório a idéia de um mega-astro e mega-gênio, artista desde os 5 anos de idade, se portando como o dono da churrascaria da esquina. E o que definiria um comportamento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"normal"&lt;/span&gt;? Pijamas e máscara cirúrgica por acaso indicam perversidade? A verdadeira perversidade é o ódio à diferença, seja ele travestido de "preocupação" de fã ou não. O que acontece com Michael Jackson lembra-me muito a situação dos homossexuais. Pincela-se uma aceitação por parte da sociedade, fala-se em direitos, mas na TV há ainda aquela velha piada que, em segundos, reduz conquistas importantes ao vazio do riso debochado. O riso despreocupado sem qualquer resquício de humanidade. O riso da imbecilização generalizada. É este o riso o qual Michael Jackson tem sido vítima há décadas. E ao invés de cobrarem da sociedade mais respeito, mais consciência, mais compreensão e mais amor, cobra-se dele que se ajeite neste quadro, que cale seu espírito diferente, que reprima sua própria natureza para não desagradar o público e estas pessoas que tanto o amam e entendem... seus fãs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas graças aos céus que um não-conformista autêntico como Michael Jackson não é de plástico e está acima desta mediocridade estúpida. E a estes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fãs&lt;/span&gt;, mais preocupados com o novo álbum ou, talvez, com quantas edições asiáticas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Invincible&lt;/span&gt; já adquiriram, uma dica: aproveitem o leilão de Jackson que está por vir e arrematem os portões de Neverland! Caso não saibam, neles está inscrito: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deus e meu direito. Vergonha àqueles que pensarem mal disto.&lt;/span&gt; Alguém aí falou em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Xscape&lt;/span&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-2433012919938370307?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/2433012919938370307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=2433012919938370307' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/2433012919938370307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/2433012919938370307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2009/01/quando-o-dolo-incomoda-os-fs.html' title='Quando o Ídolo Incomoda os &quot;Fãs&quot;'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SWED73yb0mI/AAAAAAAAAGA/brggmFYqlK4/s72-c/mjshopost.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-1792311265510151146</id><published>2008-11-16T21:53:00.001-02:00</published><updated>2008-11-16T21:55:18.118-02:00</updated><title type='text'>Do Music Hall ao London Palladium: Os 39 Degraus de Hitchcock!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SR4AesiKvrI/AAAAAAAAAE0/RzH2RrKqmx4/s1600-h/39stepspost.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 304px; height: 229px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SR4AesiKvrI/AAAAAAAAAE0/RzH2RrKqmx4/s320/39stepspost.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268649141420605106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Num teatro de variedades iniciava-se o meu 22º longa-metragem hitchcockiano. Longe de perder a excitação na descoberta de uma nova obra de um dos gênios máximos da sétima arte, mas após &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Janela Indiscreta&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Psicose&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um Corpo Que Cai&lt;/span&gt; e tantas outras obras-primas, custava-me acreditar que ainda faltava-me assistir a outro imortal de sua autoria. Faltava-me? Sim! Eu não havia assistido ao clássico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os 39 Degraus&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O herói hitchcockiano neste filme de sua fase britânica, adaptado do livro homônimo de John Buchan,  é Richard Hannay. É ele quem entra no teatro logo na primeira cena, mas não é ele a quem somos primeiramente introduzidos. O Sr. Memória, atração da casa, é o primeiro personagem a quem conhecemos. Ele realiza a façanha de aprender 50 novos fatos todos os dias para agregá-los à sua incrível memória enciclopédica. Algumas perguntas banais são realizadas, as quais o Sr. Memória sempre tem a resposta. Aqui vemos Hannay pela primeira vez, sendo agraciado com uma resposta do Sr. Memória. De repente, tiros. Confusão, todos saem apressados. Hannay é curiosamente abordado por uma mulher, que pede para ir à sua casa. E vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na casa de Hannay, Annabelle, a mulher que lhe pediu abrigo, confessa que está sendo seguida. Hannay de início não acredita, mas confirma a confissão de sua estranha hóspede ao olhar pela janela. Dois homens parados na esquina, iluminados por um poste de luz. Annabelle então lhe conta o que soa como um grande absurdo: é uma espiã que está sendo perseguida por guardar um grande segredo envolvendo a segurança aérea de potências européias! Diz que seria apenas uma questão de dias, ou horas, para que o segredo fosse revelado, o que ela deveria impedir.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A polícia não acreditaria mais do que você em mim. Estou lhe dizendo, estes homens agem rápido&lt;/span&gt;. Hannay, solícito, pergunta se pode lhe oferecer algo além do abrigo. Ela lhe pede um mapa da Escócia, lugar onde diz haver um homem a quem deve visitar se é que algo poderia ser feito. Informa-lhe também que o chefe dos homens que a seguem é um homem de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "muitas caras"&lt;/span&gt;, mas que pode ser reconhecido por não ter parte do seu dedo mindinho. É um ponto curioso para uma boa ironia hitchcockiana mais tardar no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um elemento importante na obra posterior de Hitchcock, a personificação do objeto que desempenhará papel-chave na trama, talvez encontre parciamente suas origens neste filme de modo mais superficial. Logo que Annabelle e Hannay chegam na casa deste, o telefone toca. Isto ocorre mais de uma vez, despertando a tensão de Annabelle e dirigindo o espectador ao terror inspirado pelo perigo que o telefonema pode representar (o telefone desempenharia tal função novamente, de modo mais essencial, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Disque M Para Matar&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que Hannay e Annabelle decidem como irão dormir e encerram a conversa (ele no sofá, e ela na cama), a cena é cortada. A próxima imagem que enche a tela é a de uma janela aberta com uma cortina esvoaçante no meio da noite, a indicativa de que a fortaleza de Annabelle foi violada e que ela, portanto, corre perigo. Temos certeza de tal acontecimento quando, na próxima cena, Hannay é acordado por uma Annabelle atordoada que diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cuidado Hannay! Você será o próximo!&lt;/span&gt;, caindo em seu colo e revelando a faca que lhe foi enfiada nas costas. Quase que instantaneamente o telefone toca e sua imagem ocupa toda a tela, confirmando a importância deste elemento e o temor de Annabelle nas cenas anteriores. A tensão e a confusão de um homem comum que foi a um teatro de variedades e, em poucas horas, se meteu em uma trama de espionagem internacional! Hannay não atende o telefone, mas olha pela janela e vislumbra um homem na cabine de telefone enquanto o outro a vigia. Um flashback de Annabelle é introduzido na mesma cena, relembrando suas revelações do jantar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isto que lhe faz rir agora, é verdadeiro. Estes homens não vão se deter diante de nada&lt;/span&gt;. A câmera exibe a mão de Annabelle, caída, morta, segurando fortemente um papel, que nosso herói hitchcockiano descobre ser o mapa da Escócia, com um local específico circulado. A imagem enevoante de Annabelle e sua voz ressoam: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há um homem na Escócia a quem eu devo visitar se é que algo possa ser feito. A polícia não acreditará em mim mais do que você. Estou lhe dizendo, estes homens agem rápido&lt;/span&gt;. E a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rápido&lt;/span&gt; é repetida, ressaltando e adjetivando como deveria ser a atitude de Hannay diante das circunstâncias. Qual seu próximo passo? Ir até a Escócia, é claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de partir, somos brindados com mais uma manifestação do humor do Mestre do Suspense, como se para aliviarmo-nos da tensão sofrida na inesperada cena da morte de Annabelle e prepararmo-nos para a o desenrolar da conspiração hitchcockiana. Hannay, preocupado em deixar seu apartamento, encontra o leiteiro e pede-lhe ajuda. Confidencia a ele que está envolvido em uma trama de espionagem com uma mulher assassinada em seu apartamento, ao que o leiteiro toma como uma boa gozação. Hannay então conta que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"na verdade"&lt;/span&gt;, ele veio&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "fazer uma visita"&lt;/span&gt; à uma mulher casada no primeiro andar, e que os dois rapazes que ele estavam do outro lado da rua, razão de seu temor em deixar o prédio, eram o marido e o irmão de tal mulher. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que você não disse logo?&lt;/span&gt; Perguntou o leiteiro. Hannay troca de roupas com este e finalmente parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em sua viagem de trem, ele descobre que seu nome é procurado pelo assassinato de Annabelle. Policiais entram no trem. Hannay se refugia em uma cabine e beija inesperadamente uma loira, a quem confidencia sua identidade acreditando que o ajudará. Mas em Madeleine Carroll não há resquício de Eva Marie Saint! E logo que os policiais entram na cabine pedindo informações, Hannay é denunciado e pula do trem em movimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas próximas seqüências, ele encontrará abrigo em uma casa no campo e fugirá dos policiais, encontrando supostamente a casa que procurava. Nela, se torna convidado de uma reunião do dono, o Professor Jordan, anfitrião a quem Annabelle certamente procurava, que lhe recebe com um sombrio sorriso antipático. Discutindo sobre o seu envolvimento na trama, Hannay lhe confidencia que o chefe dos homens que o seguiram anteriormente não tinha uma parte do dedo mindinho... exatamente a parte que falta no dedo mindinho de seu anfitrião! Uma excelente ironia hitchcockiana que deixa nosso herói encurralado na sala de seu maior inimigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugindo novamente da polícia, Hannay é confundido como político e convidado a dar discurso. Aqui, outro ponto brilhante na ironia do homem inocente sendo perseguido, temática recorrente na obra de Hitchcock e evidenciada nesta fala de Hannay: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu sei como é sentir-se solitário e indefeso e ter todo o mundo contra ti!"&lt;/span&gt; Um sucesso com a platéia, mas não com os policiais que o encontram logo ao final do discurso! Não apenas os policiais mas também Pamela, a loira denunciante do trem, que também terá de prestar depoimento à polícia. A "polícia", no entanto, nada mais é que o temido espião/professor Jordan... logo que Hannay descobre isto, e é algemado à Pamela, aproveita a aparição do rebanho de ovelhas que impossibilitam o carro da "polícia" de prosseguir e foge!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hannay e Pamela algemados juntos, um dos pontos emblemáticos do filme. Hitchcock deixou os dois atores juntos, algemados, logo que foram apresentados um ao outro para que pudessem se conhecer melhor. Sua tática funcionou, já que Donat e Carroll apresentam uma química inquestionável na tela. Carroll como Pamela demonstra-se incrivelmente teimosa em não acreditar na inocência de nosso herói, tentando pedir socorro para libertar-se do suposto assassino até quando ambos, já instalados em um quarto de hotel, fingem ser casados. Passam a noite juntos, ainda algemados. Talvez o momento mais sensual do filme aconteça neste momento, quando Pamela tira suas meias e a tela é preenchida com a visão de suas pernas nuas, uma delas encostada na mão algemada de Hannay. Durante o sono deste, Pamela consegue se livrar das algemas, mas ao sair do quarto identifica os dois homens que os levavam à "polícia" no andar abaixo, ao telefone. Ouvindo sua conversa, ela finalmente tem a prova da inocência de Hannay! Quando este acorda, ela lhe conta: alguém envolvido na trama estará no London Palladium!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pamela vai à polícia e procura ajuda em vão enquanto Hannay chega ao Palladium. Os policiais a seguem até o local: a prisão de Hannay já é certa! O que haveria no Palladium, afinal? De repente, uma música começa. Hannay percebe que é a mesma música que assobiou em momentos anteriores no filme. E no palco adentra... o Sr. Memória! Ao localizar o professor Jordan pelo binóculo em um camarote, ele finalmente descobre: o Sr. Memória era quem sabia o segredo! Somos transportados simbolicamente ao início do filme na atmosfera fascinante desta cena final. Hannay corre até o meio da platéia e berra: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que são os 39 degraus? Responda-me!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Sr. Memória diz:  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os 39 degraus é uma organização de espiões colhendo informações em favor dos governos estrangeiros... &lt;/span&gt;até ser acertado por um tiro disparado pelo Professor Jordan! Na cena final, a absolvição de Hannay, que tem a polícia ouvindo diretamente do Sr. Memória o tão importante segredo - uma fórmula matemática a respeito de um combustível que permitirá às máquinas funcionarem sem fazer barulho. E a câmera aproxima-se da mão algemada de Hannay encontrando-se com a mão de Pamela... finalmente separadas pela força e agora unidas apenas pela vontade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta obra crucial para a carreira de Hitchcock - ela que lhe traria fama em solo norte-americano -, concebida há mais de 70 anos, não há espaço para defeitos. Seus menos de 90 minutos são preenchidos com reviravoltas fantásticas num roteiro meticulosamente elaborado e sua trama prenuncia as temáticas de futuros filmes do Mestre do Suspense, em especial, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Intriga Internacional&lt;/span&gt;. Talvez o único deslize de Hitchcock tenha sido sua aparição marca-registrada jogando lixo no chão. No futuro, ele se empenharia em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cameos &lt;/span&gt;mais politicamente corretos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SSCyIvHMQ-I/AAAAAAAAAE8/7Oy9GoUZVJM/s1600-h/soyhitch.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 242px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SSCyIvHMQ-I/AAAAAAAAAE8/7Oy9GoUZVJM/s320/soyhitch.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269407427178808290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shame on you, Hitch!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-1792311265510151146?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/1792311265510151146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=1792311265510151146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1792311265510151146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1792311265510151146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/11/do-music-hall-ao-london-palladium-os-39.html' title='Do Music Hall ao London Palladium: Os 39 Degraus de Hitchcock!'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SR4AesiKvrI/AAAAAAAAAE0/RzH2RrKqmx4/s72-c/39stepspost.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-418139996290100468</id><published>2008-10-29T19:19:00.001-02:00</published><updated>2008-10-29T23:07:36.635-02:00</updated><title type='text'>Sorriso de Cabíria</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SQi3qTqqEuI/AAAAAAAAAEs/mq-0CGDIm78/s1600-h/cabiria.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262658102044005090" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 304px; height: 235px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SQi3qTqqEuI/AAAAAAAAAEs/mq-0CGDIm78/s320/cabiria.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Julguei-me afortunado demais! Que delirante piada! Pobre de mim e de minha santa ignorância! É por conta desses sentimentos repentinos de letargia existencial e comodidade que adquirimos quando não há algo de significante para nos ferir a alma. E que aqui seja perdoada minha ultrasensibilidade casimira-di-abriana. Veja, também conservo saudades inestimáveis da &lt;em&gt;"aurora da minha vida",&lt;/em&gt; afinal, foi nela o único momento em que permitiste-me a felicidade, lembras? Desde então vivo das migalhas da memória, conservando as fotos, vídeos e músicas que me permitam a continuar inspirando e expirando e constatar esta loucura hilariante: já fui feliz! Que delírio diabólico! Mais débil ainda é imaginar quantas tentativas obviamente frustradas de alcançar tal felicidade novamente! Por todos os santos, que besta fui todos estes anos! Que delirante besta idealista! Que vergonha imaginar que, em algum momento, eu piamente acreditei poder ser tão feliz quanto na infância! Envergonha-me até em pensamento cogitar tal possibilidade! Possibilidade esta tão vazia quanto o seu coração, afinal, não foi tu quem me impedistes de ser feliz enquanto tive chances? E eu, tão consciente, tão estupidamente consciente de meus nobres valores acreditei que tu nada tinhas a ver com minha óbvia infelicidade, que se ela existia era puramente por minha fraqueza e culpa exclusivas. Nesta minha tese tão intelectual, no entanto, fugiu-me acrescentar que toda a repressão da suposta felicidade que eu tão bestamente acreditei poder alcançar um dia, tinha uma única e clara razão: você. E que tu digas agora que é fácil, é óbvio culpar-te, é o mais simples, é o mais cômodo. Bom, neste caso não é. Foi necessário que tu, por finalmente, triunfalmente destruísse-me, para que me desse conta das vãs tentativas de nobreza de espírito que tive em tentar isentar-te de toda a culpa. Poderias negar agora que tentei amar-te mesmo quando tu fazias escárnio dos meus fracassos em me conectar com o que eu risivelmente, com os olhos a brilhar, denominava &lt;em&gt;"humanidade"?&lt;/em&gt; Dizem que se ensina com ações e não com palavras. Agradeço então por ter me passado corretamente a lição prática de que o mundo é uma pocilga com &lt;em&gt;gente que só faz sofrer&lt;/em&gt;. Tivesse aprendido contigo desde cedo tal valiosa lição, com prazer evitaria o contato com todos aqueles que, em um momento ou outro, declarei ao mundo conhecer como &lt;em&gt;"amigos".&lt;/em&gt; E tu rias de tais &lt;em&gt;"amigos"!&lt;/em&gt; Veja só como estavas certa! Para eles fugia de tuas garras, tão infantilmente indefeso que não notava as garras dos mesmos! Acabava-me ainda mais abatido por neles ter tão fielmente acreditado, enquanto em ti nunca acreditei. Nunca acreditei? Talvez sim, nos tempos mais pacientes em que quase hipnoticamente tentei julgar sua pura maldade como superproteção. Mas maldade é apenas maldade, não? Seja ela quando eu persistentemente forçava-me, quase tombando nas minhas próprias trevas, a olhar o céu e contemplar as tais coisas que embelezavam o mundo, mas tu não deixavas nem um lampejo de &lt;em&gt;"alegria"&lt;/em&gt; triunfar.  Ou quando eu, tão inocentemente perdoava comigo mesmo a tua última tentativa de quebrar minha força vital e tu retornavas, mais forte ainda, mais determinada à minha inevitável destruição. Deve ser de uma satânica felicidade pra ti, quando retorce mais e mais o que sobra de minha alma, o proibido mas delicioso pensamento de magoar a quem tu &lt;em&gt;comprastes&lt;/em&gt;, não é mesmo? Talvez, na sua mente doentia, isso dê legitimidade à escravidão que tu me submetestes por completo. Mas não perdemos mais tempo com suposições, lamentações e pedidos de oração. Entenda, só escrevo isto pois quero te dar os meus sinceros parabéns. São poucos os que realizam o que determinam na vida e tu, minha cara, realizou um feito colossal. Marcou-me pra vida toda. Só queria que soubesse que, no final, tu venceu. Teu triunfo é a minha miséria, mas isto esteve claro desde sempre. E não preocupe-se em impedir que minha antiga consciência humanística retorne, matando por fim tua mais perfeita criação: o monstro de cólera. Tantos outros me ensinaram quando tiravam-me pedaços de alma, mas foi tu quem por fim me convenceu. Não existe mais sorriso de Cabíria para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-418139996290100468?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/418139996290100468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=418139996290100468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/418139996290100468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/418139996290100468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/10/sorriso-de-cabria.html' title='Sorriso de Cabíria'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SQi3qTqqEuI/AAAAAAAAAEs/mq-0CGDIm78/s72-c/cabiria.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-9093944086376788994</id><published>2008-10-18T22:40:00.002-02:00</published><updated>2008-10-18T23:42:46.536-02:00</updated><title type='text'>100 Anos Dela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SPVIK0PoGHI/AAAAAAAAAEk/iLUFjknZll8/s1600-h/bette.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SPVIK0PoGHI/AAAAAAAAAEk/iLUFjknZll8/s320/bette.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257187490684999794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sempre tive vontade de vencer. Podia sentir isso ao assar cookies. Tinham de ser os melhores cookies que alguém já assou."&lt;/span&gt; - Bette Davis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Terminada a projeção, o palco se iluminava e ela, pé ante pé, aproximava-se da platéia extasiada. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"What a dump!"&lt;/span&gt;, finalmente disse, depois de colocar o cigarro em cima da mesa improvisada, para os aplausos frenéticos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"What a dump!"&lt;/span&gt; era a célebre frase de um dos seus filmes, discutida mais tarde por Elizabeth Taylor em outra célebre cena de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem Tem Medo de Virginia Woolf?&lt;/span&gt;. Com esta frase, era dado início à parte &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"In Person"&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bette Davis In Person and On Film&lt;/span&gt;, espetáculo que percorreu os Estados Unidos, Europa e Austrália nos anos 70, encantando espectadores de cinema com a presença de uma estrela única do firmamento hollywoodiano: Bette Davis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruth Elizabeth Davis começou sua carreira no cinema com uma definitiva dificuldade: sua falta total de sex appeal. Embora seus belíssimos olhos azuis tenham sido imortalizados no hit oitentista de Kim Carnes, em tempos de Jean Harlow, Bette Davis não era nenhum ideal de beleza. Contratada pela Universal, ela estreou com o insosso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Irmã Má&lt;/span&gt;, em 1931, contracenando ao lado de Humphrey Bogart. Resultado: ambos foram despedidos do estúdio. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Havia uma lenda naquela época de que, se você fosse despedido da Universal, você realmente iria chegar em algum lugar"&lt;/span&gt;, ela diria anos depois. Chegou então o contrato com a Warner Bros. Mas ainda fazendo um punhado de porcarias, Bette solicitou que a Warner a permitisse fazer um filme para a RKO. O resultado foi o primeiro grande triunfo de sua fantástica carreira: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escravos do Desejo&lt;/span&gt; (ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Servidão Humana&lt;/span&gt;) foi lançado em 1934 em meio a controvérsias. Na fita, Bette Davis interpretava Mildred Rogers, uma garçonete que leva o personagem de Leslie Howard à ruína. A primeira grande &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"bitch"&lt;/span&gt; do cinema! Bette esperava ser indicada ao Oscar pela sua performance, mas quando sua indicação oficial foi negada, houve uma tentativa de colocá-la como "write-in" (os jurados poderiam votar em quem quisessem, estando o ator/atriz indicado ou não). De todo modo, Bette não venceu, mas ganhou o prêmio de Melhor Atriz em 1936 por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perigosa&lt;/span&gt;, um prêmio de "consolação" por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escravos&lt;/span&gt;. Sua fama estava firmada, mas o alcance ao estrelato absoluto - e ao topo dos box-offices - viria com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jezebel&lt;/span&gt;, filme de 1938 que lhe renderia seu segundo Oscar. Dirigido por William Wyler, Bette contracena ao lado de Henry Fonda como uma jovem e ousada sulista. A partir de 1940, Bette Davis teria cinco indicações seguidas ao Oscar de Melhor Atriz; no ano de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o Vento Levou&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Mágico de Oz&lt;/span&gt;, ela foi indicada ao prêmio pelo papel de Judith, uma socialite que luta pela felicidade sabendo que tem apenas meses de vida no clássico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vitória Amarga&lt;/span&gt; (1939); em 1941, a indicação seria por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Carta&lt;/span&gt;, outra parceria com William Wyler; em 1942, seria a vez de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pérfida&lt;/span&gt;, em mais uma colaboração com William Wyler, e em 1943 por Charlotte, no seu então maior sucesso de bilheteria, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Estranha Passageira&lt;/span&gt;. Mais uma indicação estaria a caminho em 1945 pelo filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vaidosa&lt;/span&gt;, em que Bette contracenou ao lado de Claude Rains.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira de Davis sofreria um declínio no final dos anos 40, com filmes que fracassaram no box office ou foram detonados pelos críticos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma Vida Roubada&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que o Céu a Condene &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beyond The Forest&lt;/span&gt;, lançado no Brasil sob o curioso título &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Filha de Satanás&lt;/span&gt;. Depois deste último, em 1949, Bette Davis saiu da Warner Bros. Muitos apostavam no fim da carreira da atriz, mas eles teriam de "apertar os cintos" para a tempestade que estava por vir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1950, Bette Davis viveu a atriz de teatro Margo Channing, no altamente celebrado clássico&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A Malvada&lt;/span&gt;, em o que muitos consideram a performance de sua carreira. Com um roteiro impressionante e um elenco impecável, o filme foi indicado a 14 Oscars, vencendo 6, incluindo Melhor Filme. Bette, no entanto, perdeu o prêmio de Melhor Atriz para Judy Holliday, talvez um dos maiores roubos da história da Academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de seu retorno espetacular com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Malvada&lt;/span&gt;, Bette Davis não alcançaria novamente o sucesso no cinema como o teve nos anos 40. Ela estrelaria ainda em filmes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lágrimas Amargas&lt;/span&gt; (1952), pelo qual recebeu mais uma indicação ao Oscar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Rainha Tirana&lt;/span&gt; (1955), onde retornaria ao papel da Rainha Elizabeth - o qual havia interpretado 16 anos antes em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu Reino Por um Amor&lt;/span&gt; (1939) - e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estranho Caso do Conde&lt;/span&gt; (1959).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 61, Bette se reúne ao lendário diretor Frank Capra (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Felicidade Não Se Compra&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Mulher Faz o Homem&lt;/span&gt;) no último filme deste: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dama Por Um Dia&lt;/span&gt;. Mas seria em 1962 que ela encontraria mais um grande triunfo no cinema, quando o diretor Robert Aldrich a uniu com sua antiga rival Joan Crawford, no filme de suspense-horror &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Que Terá Acontecido a Baby Jane?&lt;/span&gt;, onde ela interpretou a grotesca personagem do título, uma velha que acredita ainda poder reviver o sucesso musical de sua infância, enquanto amedronta e tortura sua irmã em cadeiras de rodas, interpretada por Joan. Como conta Bette Davis em seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;This 'N' That&lt;/span&gt;, Joan Crawford usou de sua influência na Academia para fazer com que ela não levasse a estatueta - seria seu 3º Oscar. Joan teria ligado para todas as indicadas e se comprometido a receber o prêmio por elas caso não pudessem atender à cerimônia. Naquele ano, Anne Bancroft ganhou e Joan aceitou o prêmio pela atriz.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Eu queria ser a primeira atriz a ganhar 3 Oscars, mas Katharine Hepburn conseguiu antes. Na verdade ela não conseguiu. A Sra. Hepburn só ganhou metade do 3º Oscar. Se tivessem me dado meio Oscar, eu jogaria de volta na cara deles,"&lt;/span&gt; disse Bette sobre o prêmio de Melhor Atriz que Hepburn dividiu com Streisand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os custos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Baby Jane&lt;/span&gt; sendo cobertos logo na sua semana de estréia, Robert Aldrich já visualizava outro veículo para suas duas grandes estrelas brilharem novamente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com a Maldade na Alma&lt;/span&gt;, de 64, foi este filme. Na verdade, era para ter sido. Crawford ficou doente durante as filmagens e teve de ser substituída por Olivia de Havilland, a eterna Melanie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o Vento Levou&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com a Maldade na Alma &lt;/span&gt;rendeu 7 indicações ao Oscar e ajudou a revitalizar a carreira de Bette no cinema, que iria protagonizar filmes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nas Garras do Ódio&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguém Morreu em Meu Lugar&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Aniversário&lt;/span&gt; nos anos 60, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Madame Sin&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morte Sobre o Nilo&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perigo na Montanha Enfeitiçada&lt;/span&gt; nos anos 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 83, a atriz foi diagnosticada com câncer de mama e sofreu um derrame. Os médicos apostavam que ela nunca trabalharia novamente.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Vocês não conhecem Bette Davis!"&lt;/span&gt;, disse um amigo seu aos médicos. Seus anos finais foram de homenagens e, é claro, muito trabalho. Ela estrelaria ainda o filme indicado ao Oscar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Baleias de Agosto&lt;/span&gt;, ao lado de outras duas lendas do cinema: Lillian Gish e Vincent Price. Lançaria o livro de memórias &lt;span style="font-style: italic;"&gt;This 'N' That&lt;/span&gt; contando sua história de recuperação após seu derrame de 83, entre outros fatos curiosos de sua vida, incluindo uma carta à sua filha que, durante a recuperação da mãe, lançou um livro sensacionalista à lá Christina Crawford falando sobre os supostos abusos de personalidade da atriz. Bette disse que, diferente do seu derrame, desta traição ela nunca se recuperaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1989, Davis descobriu que seu câncer havia retornado. Ela nos deixaria no dia 6 de outubro daquele ano. Na sua sepultura, uma frase que o diretor Joseph Mankiewicz havia dito a ela nos anos 50 e que ela, em várias entrevistas, orgulhosamente citou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ela fez da forma difícil/She did it &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;the hard way."&lt;/span&gt; Seu legado não nos permite mentir: valeu à pena, Bette!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-9093944086376788994?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/9093944086376788994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=9093944086376788994' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/9093944086376788994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/9093944086376788994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/10/100-anos-dela.html' title='100 Anos Dela'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SPVIK0PoGHI/AAAAAAAAAEk/iLUFjknZll8/s72-c/bette.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-8267005444493508612</id><published>2008-10-10T00:01:00.001-02:00</published><updated>2008-10-10T01:08:43.081-02:00</updated><title type='text'>Morre Brick Pollitt</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SOwZ-z_emGI/AAAAAAAAADQ/9EMq7cSBrAE/s1600-h/polittpost.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 310px; height: 217px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SOwZ-z_emGI/AAAAAAAAADQ/9EMq7cSBrAE/s320/polittpost.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254603432133564514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paul Newman morreu&lt;/span&gt;, pensei. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Semaninhas negras estas&lt;/span&gt;. De adeus do Dean, Rock Hudson, Miss Bette Davis. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fellini no 31&lt;/span&gt;. Sad, sad, sad. E minha Hollywood dos sonhos, glamour do preto-e-branco e Technicolor, de repente... perdida. Morreu Paul Newman. Como morreram tantos. Brando, Kerr, Monroe, Crawford, Garbo, Dietrich, Chaplin, Bogart, Stewart, Grant, Karloff, Astaire, Olivier, Gene, Grace, Audrey, Katharine, Garland. Tantos. E Paul Newman morre. Paul Newman da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cor do Dinheiro&lt;/span&gt;, do&lt;span style="font-style: italic;"&gt; golpe de mestre&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool hand luke&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Butch Cassidy&lt;/span&gt;, o do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inferno na Torre&lt;/span&gt;. Todos os Newmans que não conheci. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morreu Brick Pollitt&lt;/span&gt;, pensei. Sim, morreu Brick Pollitt. Brick Pollitt! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;There must be some mistake&lt;/span&gt;. O Pollitt daqueles 108 minutos não morre... ele bebe e luta, briga, chora porque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;can't stand&lt;/span&gt; a falsidade. Como poderia ele morrer? Mas assim o fez. Não em acidente como Dean ou Grace, nem de causas naturais como Katharine. Mas do maldito câncer, que nos levou Davis e Audrey. Sim, só o câncer poderia abater Brick Pollitt e nos privar de sua alma dean-cliftiana. Quantas vezes Pollitt esteve no meu televisor! E por quantos anos! Foi um dos primeiros da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;golden age&lt;/span&gt; que conheci. Lembro da mão trêmula depositando o disquinho na bandeja daquele tijolo velho de DVD, a ânsia pra ver a tão-celebrada peça de Tennesse Williams que levou 6 indicações ao Oscar de 59. E o esforço! A mesada guardada, às moedas. A pesquisa longa e extensa em torno dos clássicos hollywoodianos pra dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"sim, é este que quero!"&lt;/span&gt;. Sim, Pollitt, era a ti que queria ver! Por certas razões e muitas outras. Afinal, Liz Taylor é uma diva. E o filme começava. Quantas vezes vi e revi aquela cena inicial, você, coitado, bêbado, frustrado, completamente desgraçado pela vida, tentando ser o atleta que já foi um dia ao som do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Go, go Pollitt! Brick Pollitt"&lt;/span&gt; que obviamente só poderia ser real na sua cabeça embriagada. E depois você, já engessado (entendemos, você se machucou ao pular os obstáculos na noite anterior), deitado e bebendo pra variar, pensando e doendo por dentro e esperando Elizabeth Taylor entrar em cena. E quando ela entra, com toda sua divindade, a tela se transforma em ringue para os teus olhos azuis e os olhos violeta dela. Que bela luta! Até quando vocês dois resolvem se pegar, é claro, não do modo que Maggie-Liz Taylor deseja. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não estou vivendo com você, apenas ocupamos a mesma jaula! &lt;/span&gt;berrava Liz Taylor. Depois chegava Big Daddy, o seu pai que foi o xerife de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vidas Amargas&lt;/span&gt;, em meio à pompa organizada pela mulher daquele seu irmão filho-da-mãe, que fez &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nasce Uma Estrela &lt;/span&gt;e aquele filme com a Dietrich e o Jimmy Stewart que vi outro dia. Belo canalha ele, saquei de cara! Toda a festa porque Big Daddy voltou dos exames médicos que fez mas, para a decepção do casal-desgraça que levou seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;no-neck-monsters&lt;/span&gt;/filhos para recepcionar Big Daddy, os exames confirmaram que o velho irá viver por muitos anos. Salve Big Daddy! Mas Liz Taylor que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sempre foi pobre a vida inteira &lt;/span&gt;se preocupa com o teu irmão e sua esposinha, afinal, os dois podem ganhar a confiança da Big Momma e conseguir que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;império &lt;/span&gt;dirigido por Big Daddy seja, após a morte deste, unicamente deles e dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;no-neck-monsters. &lt;/span&gt;Você, como boa alma que é, está pouco se lixando pro Big Daddy e pro dinheiro dele. Falam até em te internar na clínica pra alcóolatras &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rainbow Hill&lt;/span&gt; e você, bebendo, faz um brinde &lt;span style="font-style: italic;"&gt;to Rainbow Hill&lt;/span&gt;! Logo vem Big Momma se intrometer na privacidade da suíte-sem-amor sua e de Liz Taylor e dar palpites inxeridos sobre sua vida de casado, o que causa um oportuno estranhamento em mim, não pelos palpites que parecem típicos da figura ingênua de Big Momma, mas quando penso nos dois anos que levei pra reconhecê-la na figura funesta de Mrs. Danvers no hitchcockiano &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rebecca&lt;/span&gt;. De todo modo, agora Liz Taylor quer falar e você quer dar nela uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;muletada&lt;/span&gt;. Ela quer falar sobre Skipper porque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;it's got to be told&lt;/span&gt;! Mas não, ela não vai falar, simplesmente não pode! Big Daddy exige respostas... afinal, por que tu bebes tanto? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mandasity&lt;/span&gt; tu dizes. Sim, a falsidade, que não foi uma nem outra vez... e eis que Liz Taylor entra de novo e explicas o que tu, talvez, tão magoado por razões explícitas e implícitas de Tennessse Williams, não quisestes ouvir antes. Ora, Brick, Skipper não havia o traído então. Morreu pedindo por ti, por tua ajuda... tu o ignorastes, Brick! E agora restavam as lágrimas, e o som daquele telefone tocando, Skipper, que tu não atendestes... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entende agora por que eu bebo? O nojo da falsidade na verdade é o nojo de mim mesmo! E quando bebo não ouço mais o som daquele telefone tocando!&lt;/span&gt; E na agonia dos teus olhos azuis, Brick Pollitt, naquele momento, tornaste-te um Deus da sétima arte. Sim Brick, ali entendi perfeitamente o que sentias e até o que sentias e não dizias. Almas partilhando uma inevitável dor existencial! Quão envaidecido fiquei ao me identificar em ti, personagem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tennesseewilliamno&lt;/span&gt;! Tu passou a ser freqüente nas minhas sessões &lt;span style="font-style: italic;"&gt;repeteco&lt;/span&gt; das sextas-feiras colegiais. Certas vezes o sono me abatia, te perdia por momentos em meio aos meus devaneios pré-meia-noite, mas ao acordar tu estavas lá, a dor de sempre tão conhecida, a berrar  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;worthless worthless &lt;/span&gt;quebrando as porcarias que o Big Daddy achou que podiam comprar teu amor. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Worthless! &lt;/span&gt;Mas no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gran finale&lt;/span&gt; - não da película, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de la vita&lt;/span&gt; - tiveste que morrer... e eu entendo, saco tudo sobre mortalidade, sei que também irei para aquelas bandas um dia, mas não falemos de tão desagradável noção. Tua grande alma não vai para debaixo da terra, e é tudo o que importa. Brick Pollitt, 20 e poucos, talvez 30, olhos azuis, confuso mas não covarde, um rebelde existencial da MGM de 58. Até que a terra nos engula também, nós, que somos tão desgraçados e tresloucados como você (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;by the name of love and not mandasity)&lt;/span&gt;, estaremos respirando esta bela alma que plantaste no cinema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hollywoodiano&lt;/span&gt; e, mais importante, em nossos espíritos. May you rest in peace, Pollitt!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-8267005444493508612?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/8267005444493508612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=8267005444493508612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/8267005444493508612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/8267005444493508612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/10/morre-brick-pollitt.html' title='Morre Brick Pollitt'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SOwZ-z_emGI/AAAAAAAAADQ/9EMq7cSBrAE/s72-c/polittpost.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-4768674354395669290</id><published>2008-10-04T20:32:00.000-02:00</published><updated>2008-10-04T21:32:49.907-02:00</updated><title type='text'>Perda de Memória Recente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SOQ237x1iSI/AAAAAAAAADI/elAbJIg3wts/s1600-h/mjmemorypost.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 238px; height: 302px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SOQ237x1iSI/AAAAAAAAADI/elAbJIg3wts/s320/mjmemorypost.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252383399988267298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acredito que devo um atrasado - porém merecido - agradecimento ao canal de TV à cabo Sony, por impedir que prosseguisse como pessoa estúpida e pedante ao exibir o documentário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Living With Michael Jackson"&lt;/span&gt;, há 5 anos atrás. Lembro-me perfeitamente que estava na casa de uma tia e, antes de viajar, forcei-me a não esquecer de tal especial que, segundo os sites de fofoca em geral, era simplesmente "bombástico". Simbolicamente, esta era a casa da mesma tia cuja filha havia me apresentado ao astro quase dez anos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Jackson foi um dos meus maiores ídolos de infância. Era apaixonado por suas músicas, seus vídeos visionários, sua imagem mágica e misteriosa e seu carisma estelar. E era isto. Tinha uma profunda admiração pelo seu talento extraordinário, mas nada sabia de sua pessoa. Ademais, minha pré-adolescência coincidiu com uma era em que Jackson passou a ser tomado como um personagem-piada do inconsciente popular e eu, em meu doentio hedonismo, achava graça de sua difamação pública. Talvez tenha sido uma rara retomada de humildade que, em minha imbecilidade juvenil, me impeliu a assistir ao documentário sem intenções maliciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no espírito humano possa ocorrer o que os religiosos definem como "conversão", eu experienciei a mudança de minha vida ao término daquele documentário. Quando Michael Jackson disse ao "jornalista" Martin Bashir as seguintes palavras &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Na sua mente, você nunca esteve onde eu estive"&lt;/span&gt;, tive a certeza de ter conhecido, em 90 minutos, um homem de uma humanidade que não acreditava que pudesse existir. De uma humanidade que, talvez, eu já tivesse desistido de acreditar. Fui dormir entorpecido, em meio a sonhos com aquele Michael da minha infância, fugindo dos fotógrafos em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Moonwalker" &lt;/span&gt;no SBT, com sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool &lt;/span&gt;roupa preta de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bad&lt;/span&gt;, mesclado à estátua da liberdade de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black Or White&lt;/span&gt; em ruas escuras &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beat It&lt;/span&gt;anas e, latejante, aquele Michael recém-descoberto, o Michael &lt;span style="font-style: italic;"&gt;With a Child's Heart&lt;/span&gt;, o Michael que, daquele momento em diante, tornou-se inevitalmente meu herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos meses seriam até que o pesadelo maior de Michael e de seus fãs tivesse início. Jackson foi preso, acusado de abuso sexual de um menor de 13 anos, para o deleite da imprensa mundial.  Minha dor pessoal por Michael pôde ser compartilhada em outra experiência transformadora de minha vida - a convivência com os fãs ou, como prefiro, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;supporters &lt;/span&gt;de Michael Jackson, aquelas pessoas que partilhavam dos mesmos valores que ele e que amavam a pessoa de Michael por personificar tais valores. Árduos tempos aqueles, de indignação, revolta, nervosismo, sofrimento e, em especial para mim, de amadurecimento. Foi Michael minha identificação maior nos definidores anos da adolescência. Tenho plena consciência de que devo minha formação como pessoa à integridade e força sobre-humanas de Michael Jackson, pois foi ele quem estampou na minha TV, todos os dias daquele julgamento, ao chegar à Corte fazendo um "V" de vitória, que tudo o que eu havia aprendido com ele não eram apenas palavras bonitas. Não era um juvenil e ingênuo idealismo ou fanatismo, como muitos gostavam de julgar à época. Era de verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a absolvição, Michael tem mantido um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; low profile&lt;/span&gt; nos últimos três anos, fora dos holofotes, a não ser em eventuais premiações (MTV Japan, WMA) e alguns mais recentes ensaios para revistas. Nada mais do que merecido, e qualquer ser que se auto-declare minimamente fã de Michael Jackson desejaria a ele, depois do inferno pessoal que viveu, nada menos do que a felicidade, esteja ela onde ele encontrar. Só que seria mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conveniente&lt;/span&gt; se ele encontrasse tal felicidade voltando a fazer álbuns e turnês milionárias, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, depois de três anos de uma experiência transformadora para mim, me pergunto onde diabos foram parar os verdadeiros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;supporters &lt;/span&gt;de Michael Jackson. Teriam todos eles ido cuidar de suas vidas, como fez Ms. Tenda? Só deste modo poderia ser explicado o desfile de cretinices que tenho lido, cada vez mais, de auto-declarados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fãs &lt;/span&gt;de Jackson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos: Michael Jackson está obviamente interessado em retomar sua carreira musical, o que deveria ser motivo de empolgação aos tais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fãs&lt;/span&gt;, já que, sofrendo o que sofreu, demonstra ainda uma surpreendente força de vontade para voltar a interagir com o público (coloque-se no lugar dele e imagine se você teria tal força). Vale lembrar que ele já ressaltou, em entrevista à Oprah, que nos exaltados tempos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt; não era feliz. Em todo caso, isso pouco importa a estes tais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fãs&lt;/span&gt;. Mais do que demonstrado interesse, Jackson está gravando já há certo tempo e, de mês em mês, pipocam declarações de seus colaboradores. Neste caso, a controvérsia (leia-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;santa falta do que fazer&lt;/span&gt;) entre os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“alleged fans”&lt;/span&gt; é de que Michael escolheu os colaboradores errados (tolinho ele!) e por isto, conclusivamente, o disco não será bom. Percebe-se claramente que os tais fãs tiveram acesso exclusivo às novas gravações para um julgamento tão apurado ou então, sabe-se lá, desenvolveram algum inovador sistema de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;musicopatia&lt;/span&gt; onde eles recebem, em suas maravilhosas cabecinhas, todas as novas idéias musicais de Mr. Jackson para o álbum! Santa mediocridade acefálica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dos comentários mais patéticos que tive o desprazer de ler é de que Michael Jackson é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;prostituto&lt;/span&gt; pelo re-lançamento de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller &lt;/span&gt;deste ano. Curioso, cobram novo álbum e cobram com qualidade, mas não podem esperar o criador completar a criação (fosse para lançar o que desse na telha, já tinha saído... ou alguém acha que Mr. Jackson está a brincar de fazer música no que é provavelmente o álbum mais esperado de sua carreira?)! Enquanto isso, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller 25&lt;/span&gt; foi simplesmente a melhor investida na imagem de Michael em anos. O resultado, todos sabemos. 25 anos depois, é um dos dez discos mais vendidos de 2008 com quase 3 milhões de cópias. Foi um excelente projeto de re-introdução de Michael Jackson no mercado fonográfico, embora não tenha agradado boa parte dos senhores de engenho/fãs de Michael, seja por não ter sido o "novo álbum" ou por, em sua demência abismadora, acreditarem que seu lançamento atrasou o disco novo (?) (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Traga-me ó Ceus o disco novo de Jackson para minha ínfima existência! Sem ele não vivo, não respiro, só sei falar mal de Invincible...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;); &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ou ainda por Michael ter usado remixes de algumas faixas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller &lt;/span&gt;como material extra para o disco, cometendo o sacrilégio maior: blasfemar a santa hóstia! Ó Michael, por quê nos tortura dessa forma? A fazer o que bem queres, da forma que bem entendes, na obra que&lt;span style="font-style: italic;"&gt; tu mesmo&lt;/span&gt; criastes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do modo que as lamentações fóbicas foram feitas para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller 25&lt;/span&gt;, se repetem para a nova coletânea &lt;span style="font-style: italic;"&gt;King Of Pop&lt;/span&gt;, coleção esta que tem apenas um singelo apoio da Som Livre com direito a comerciais na Rede Globo. É evidente: fãs de Michael Jackson não querem ver seu ídolo vendendo discos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me surpreende mais, muito além da trivialidade dos desocupados que se põem a malhar os lançamentos, é a desumanidade daqueles que acreditam piamente que Michael lhes deve alguma coisa, e por não lançar tal disco novo, põem-se a fazer beicinho e chamá-lo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vagabundo&lt;/span&gt;. Não acrescentam nada à comunidade e acreditam ter direito à tal "opinião". Certamente esse pessoal não trabalhou metade do que eu e muitos outros trabalharam no passado para trazer material de qualidade aos fãs, nem sofreram o que nós sofremos com o julgamento... no entanto, são eles os primeiros a exigirem que Jackson seja um subordinado às suas vontades, como se a condição de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fã&lt;/span&gt; garantisse o direito de decisão no que ídolo deve ou não fazer e ainda como fazer (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Michael Jackson Fast Food, aguardamos o seu pedido!)&lt;/span&gt;. Esquecem facilmente que, há três anos atrás, Michael poderia simplesmente ter perdido sua vida e liberdade, liberdade esta que ele usa hoje para gravar as músicas que em breve serão escutadas e apreciadas pelos mentecaptos que já as condenam! Afinal, somente desalmados poderiam classificar Michael Jackson, escravizado pelo sucesso desde a infância, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vagabundo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esses seres doentios, parasitas do sucesso de Michael Jackson, acreditam que ele ainda tem a provar com tal disco novo (para satisfazer suas "vidas" pífias, é claro) está além da minha imaginação. Como mito, seu posto já está assegurado há 25 anos. Como performer, recebeu de Astaire as seguintes palavras: "é o dançarino do século!". Como músico, criou algumas das maiores canções pop da história. Como pessoa... só os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;supporters&lt;/span&gt; poderiam entender quando digo que nem a sacrossanta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Billie Jean &lt;/span&gt;chega aos pés do homem que, humilhado por ousar viver diferente, disse a Corey Feldman: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninguém nunca vai me impedir de ser quem eu sou&lt;/span&gt;. É lamentável que, passado três anos, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fãs&lt;/span&gt; que dizem o amar tenham esquecido, ou sequer aprendido, o que aquilo verdadeiramente significava...&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&lt;/style&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-4768674354395669290?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/4768674354395669290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=4768674354395669290' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/4768674354395669290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/4768674354395669290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/10/perda-de-memria-recente.html' title='Perda de Memória Recente'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SOQ237x1iSI/AAAAAAAAADI/elAbJIg3wts/s72-c/mjmemorypost.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-6334258943171976916</id><published>2008-09-29T23:45:00.009-02:00</published><updated>2008-09-30T01:11:14.374-02:00</updated><title type='text'>Se Existiam Deuses... Eram Eles Astronautas?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SOGGWz5MiaI/AAAAAAAAADA/PnDnF6E6gY0/s1600-h/astro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SOGGWz5MiaI/AAAAAAAAADA/PnDnF6E6gY0/s320/astro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251626366936058274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais."&lt;/span&gt; ~ São João, Cap. XIV, vv. 1 a 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo terminei a leitura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eram os Deuses Astronautas?"&lt;/span&gt; de Erich von Däniken. Lançado em 1968, tornou-se um dos grandes best-sellers com mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo. E embora eu sempre torça o nariz para os best-sellers, tanto ouvi falar de Däniken - de gente que diz que o livro mudou suas vidas, a quem afirma que Erich não passa de um picareta - que tinha de lê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos mistérios abordados me fascinarem, a leitura não me impressionou. De fato, não o considerei sensacionalista, o que poderia explicar as vendas espetaculares - esperava algo que beirasse ao religioso, como a ufologia mística -, mas talvez suas afirmações, não tão polêmicas 40 anos depois, fossem extraordinárias para 1968, era pré-internet sem informações expostas ao grande público e de fácil acesso, além do início da onda ufológica no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erich von Däniken elabora uma, verdadeira ou não, interessante teoria sobre o misterioso passado humano na Terra. Segundo ele, possivelmente, seres extraterrestres estiveram em contato com civilizações como a egípcia e a maia. Sua argumentação se sustenta em fatos peculiares e ainda assombrosos, como o posicionamento das três pirâmides de Gizé no Egito, que é proporcional às estrelas da constelação de Órion - estrelas conhecidas no Brasil como "As Três Marias". A circunferência da pirâmide de Quéops que, dividida pelo dobro de sua altura, tem como resultado o célebre número de Ludof, Pi = 3,14159. Um meridiano que passe pelo seu centro divide continentes e oceanos em duas metades exatamente iguais. Aliás, a própria construção das pirâmides em si é extraordinária. Ainda hoje, não se sabe como foram construídas nem o método usado. Como teriam os egípcios realizado construções de tal porte e com tamanha precisão astronômica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maias também construíram pirâmides e tinham alguns conhecimentos fantásticos. Sabiam que a Terra demora 365 dias para girar em torno do sol. Seu lendário calendário data, com perfeita exatidão, todos os eclipses e eventos solares até o ano de 2012! Outro mistério citado é o dos mapas do pirata Piri Reis, integrantes de sua obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bahyre&lt;/span&gt;, publicada no século XVI. Segundo ele, os mapas foram realizados a partir do estudo de todas as cartas existentes de que tinha conhecimento, algumas "muito antigas e secretas". Foram redescobertos nos anos 20, mas o caso só veio à tona nos anos 50. O mapa apresenta, com exatidão, a Cordilheira dos Andes e até o Rio Amazonas, áreas até então inexploradas! Contém também a Antártida, suposto continente perdido e um dos maiores mistérios da humanidade. Como poderiam tais mapas serem realizados sem o auxílio de um veículo aeromotor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Picareta ou não, Däniken intriga e, ao seu favor, admite apresentar apenas uma teoria não-comprovada. De fato, assim como extraterrestres podem ter auxiliado no desenvolvimento de tecnologias humanas, um inteligente coelho gigante vindo de uma suposta civilização intra-terrena de Vênus poderia também fazê-lo, não é mesmo? Em realidade, talvez a comoção maior de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Astronautas&lt;/span&gt; seja causada pelo completo ou parcial desconhecimento das pessoas sobre os próprios mistérios assim como sobre as civilizações antigas (e aqui este autor se inclui). É muito mais fácil manipular teorias sobre um assunto o qual a humanidade não têm conhecimento completo (a civilização mesopotâmica, por exemplo), ainda mais quando o pouco conhecimento que se tem não é exatamente um lugar-comum na cabeça do público em geral, sendo fácil deste modo exercer um fascínio sobre algo que já é misterioso. Dan Brown é o maior expoente disto em nossos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradável, no entanto, foi meu contato com este fenômeno da cultura pop. Que venha agora Caio Fernando Abreu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-6334258943171976916?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/6334258943171976916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=6334258943171976916' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6334258943171976916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/6334258943171976916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/09/se-existiam-deuses-eram-eles.html' title='Se Existiam Deuses... Eram Eles Astronautas?'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SOGGWz5MiaI/AAAAAAAAADA/PnDnF6E6gY0/s72-c/astro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-8076037768897376716</id><published>2008-09-25T23:22:00.003-02:00</published><updated>2008-09-26T01:03:58.118-02:00</updated><title type='text'>Êxtase Brandoniano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SNw5xMKkmoI/AAAAAAAAACw/5rHwsJkaHCc/s1600-h/waterfrontposter.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SNw5xMKkmoI/AAAAAAAAACw/5rHwsJkaHCc/s320/waterfrontposter.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250134782849096322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É notória a minha insatisfação com a cidade de Santos. Culturalmente, pouco (se quase nada) me atrai. Invejo São Paulo com suas salas de cinema alternativas que exibem Wilder, Bergman, Fellini e estrelas como Monroe, Garbo e Davis como algo rotineiro. Com este sentimento iniciei a segunda-feira do dia 15. E com uma pitada de raiva também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegando pela Folha Online descobri, em destaque, que filmes raros do grande Ingmar Bergman serão exibidos na Mostra de Cinema de São Paulo deste ano. Como tudo que é bom nunca chega a esta província-wannabe-metrópole, claro que não me espantou. De fato, seria um feito extraordinário se um evento deste porte sequer chegasse perto de Santos (embora que, Deus saiba lá por que, Dionne Warwick, que já pisou nos palcos do Madison Square Garden, esteve duas vezes a fazer shows há poucas ruas de minha casa no último ano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indignação porque não terei a experiência única de assistir Bergman no cinema transformou-se em curiosidade. Será que Santos nada tem de interessante a Vilângelo ou Vilângelo que, por não ter interesse em Santos, não sabe se há algo interessante de fato? E em tal questão hamletesca, dirigi-me destemidamente ao Google em busca de desbravar os supostos recantos da boa cultura na minha tão lamentavelmente tediosa cidade. Eis que fiz um excelente, se não quase surreal achado: o Museu de Imagem e Som de Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MISS está localizado no Teatro Municipal da cidade e, quem conhece o local, certamente compreenderá do que falo (sim, toda vez que tal Teatro vem a minha cabeça só consigo pensar em como o local é feio e mal-cuidado). O MISS não é nenhuma evolução neste sentido. Pouco pude ver do museu em si, que abriga milhares de LPs (entre eles, o primeiro álbum de Elvis Presley e um dos primeiros de Little Richard). Há uma mensagem no site dizendo aos visitantes que é permitido gravar os LPs em fitas K7 para se levar pra casa (pergunto-me se há ironia nisso mas, ao descobrir que a grande maioria dos filmes exibidos no auditório deles é em VHS, reservo-me ao direito de ficar calado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que pulo o momento maior da extraordinária descoberta do MISS. O descobri ao saber que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sindicato de Ladrões&lt;/span&gt;, uma das obras máximas do genial Elia Kazan, com uma performance definitiva e histórica de Marlon Brando, seria o filme exibido na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sessão Retrô"&lt;/span&gt; do auditório deles, que acontece todas as segundas-feiras há anos! Sim, mais tarde, ao pesquisar, descobri que, por anos, perdi exibições de Gene Kelly, Cary Grant, Bette Davis, Laurence Olivier, Fred Astaire, Marlene Dietrich, Ingmar Bergman, Federico Fellini e tantos outros... e ainda por cima de graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia já estabelecido certa programação para o dia, mas quem se importa com o que quer que há de ser feito quando se pode assistir Marlon Brando na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;silver screen&lt;/span&gt;? Bastou-me persuadir alguns amigos, e já estava a caminho de tal glorioso momento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como comentei sobre a precariedade das instalações do Teatro Municipal, aqui falo sobre o auditório do MISS: as cadeiras, embora estofadas, não eram de fato confortáveis, o aroma da sala não era dos melhores e, sendo sessão grátis, considerável parte do público era constituída pelos mendigos dos arredores que, obviamente, em nada ajudaram na melhoria do odor da sala. A minha cópia do filme em VHS (gravada da TV) era também infinitamente superior à exibida, que deve ter sido algum relançamento oitentista de clássicos em vídeo que, Deus lá sabe como, não embolorou. Mas não reclamemos da boa cultura dada de graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque nenhum empecilho merece menção quando surge ele, imenso na tela, um Deus mítico do cinema... Marlon Brando! Como envolto num sonho louco, desses de extrema felicidade e realização aos quais, ao acordarmos, cinzentamente constatamos que apenas no mundo dos sonhos poderia ter acontecido. Mas eu vi ele! Eu vi o Marlon Brando no cinema, como já havia visto várias vezes no meu televisor, como milhares de pessoas viram em sua estréia original, em 1954! E em um dos maiores filmes de Elia Kazan, mestre da direção em clássicos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vidas Amargas&lt;/span&gt; com Jimmy Dean e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma Rua Chamada Pecado&lt;/span&gt;, com Vivien Leigh e o próprio Brando!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sindicato de Ladrões&lt;/span&gt;, filme do ano no Oscar de 1955, começa com a morte "encomendada" de um grevista, de certa forma ajudada por Terry Malloy, personagem vivido por Brando. Terry, que costumava ser lutador de boxe, trabalha agora no porto para Johnny Friendly, o chefão corrupto do sindicato. Em realidade, Terry não trabalha, ganha grana fácil e executa os trabalhos mais simples... em resumo, é um "vagabundo" (e aqui temos uma das frases mais memoráveis do trabalho de Brando no cinema. Em uma cena com seu irmão, Terry diz: "Você não entende! Eu poderia ter sido um lutador! Eu poderia ter sido alguém! Ao invés de um vagabundo, que é o que sou!"... e o filme atinge seu ápice com a morte do irmão de Terry). A irmã do grevista morto, interpretada por Eva Marie Saint, recusa-se a retornar a escola enquanto não descobrir quem matou seu irmão. Um padre (interpretado por Karl Malden), a ajudará em realizar tal descoberta. Terry Malloy e Edie (Eva Marie Saint) se apaixonam e... será que Terry vai revelar o que sabe? Quando seu irmão é morto, ele decide-se a acabar com o império de Friendly. Não revelarei o final para futuros apreciadores da obra de Kazan, mas não devemos ignorar e ao menos mencionar a beleza simbólica da cena final!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brando brilha na performance de uma vida (provavelmente a maior performance de Brando, seguida por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma Rua Chamada Pecado&lt;/span&gt;... sim, nunca fui entusiasta de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Poderoso Chefão&lt;/span&gt;!), onde cada movimento e cada palavra sua na tela são manifestações estásicas de um talento raro e extraordinário que, em sua legitimidade, contagia-nos também com seu êxtase de expressar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da película, meus olhos ainda custavam a digerir a grandeza do momento que haviam presenciado! E eu retornei ao meu mundo caseiro como quem é agraciado com um milagre... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu vi Marlon Brando! Eu vi Marlon Brando! Eu vi Marlon Bando!"&lt;/span&gt; Ao anoitecer, esvaziei a minha mochila e percebi que haviam levado minha carteira, com todos meus documentos, cartão do banco e dinheiro retirado e vislumbrado por tão pouco tempo, certamente no ônibus lotado a caminho do paraíso Brandoniano. Mas tudo bem. Por ele eu faria tudo isto novamente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-8076037768897376716?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/8076037768897376716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=8076037768897376716' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/8076037768897376716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/8076037768897376716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/09/xtase-brandoniano.html' title='Êxtase Brandoniano'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SNw5xMKkmoI/AAAAAAAAACw/5rHwsJkaHCc/s72-c/waterfrontposter.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-5853372588696709449</id><published>2008-09-12T14:38:00.005-02:00</published><updated>2008-09-12T15:07:57.331-02:00</updated><title type='text'>O Octênio da Repetição</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SMqbYcZslwI/AAAAAAAAACc/l-E3NHj8Qmw/s1600-h/octenio.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SMqbYcZslwI/AAAAAAAAACc/l-E3NHj8Qmw/s320/octenio.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245175560269502210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vou seguindo pela vida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me esquecendo de você&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu não quero mais a morte&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Tenho muito que viver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Vou querer amar de novo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E se não der não vou sofrer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Já não sonho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje faço com meu braço o meu viver..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Milton Nascimento, "Travessia".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Octênio da Repetição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bruno Vilângelo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À vedada tez:&lt;br /&gt;Por tanto tenho o rubro do olhar&lt;br /&gt;Minha chapliniana máscara de pantomima cansada&lt;br /&gt;Desatinada&lt;br /&gt;De longínquia estar a ventura&lt;br /&gt;Que os sentidos já há tanto anseiam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ostentar na languidez dos passos&lt;br /&gt;Desonra inconfessável&lt;br /&gt;Que cesso em escutá-los e existí-los: não os quero mais&lt;br /&gt;Destemidez sou agora&lt;br /&gt;Em sinuosas lembranças de outrora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando nos passos mudos e prostrados&lt;br /&gt;Confronto a crueza nua destes degraus&lt;br /&gt;Não mais quero que vejam minha'lma&lt;br /&gt;Em lancinante putrefação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim e à minha fortaleza perdida&lt;br /&gt;Estou certo ao subir nestes passos prosaicos&lt;br /&gt;Que, por tanto tempo&lt;br /&gt;Crescer de nada adiantou&lt;br /&gt;Meu imutável intrínseco de sofrer...&lt;br /&gt;Nada mudou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-5853372588696709449?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/5853372588696709449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=5853372588696709449' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5853372588696709449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5853372588696709449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/09/o-octnio-da-repetio.html' title='O Octênio da Repetição'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SMqbYcZslwI/AAAAAAAAACc/l-E3NHj8Qmw/s72-c/octenio.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-1315767994092395878</id><published>2008-08-29T14:31:00.006-02:00</published><updated>2008-08-29T19:26:26.618-02:00</updated><title type='text'>E Então Começava 1983...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SLgk6GYgb7I/AAAAAAAAACU/2vYmdeK6Fn4/s1600-h/mjav5michael-jackson-thriller-25th-anniversary-edition.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SLgk6GYgb7I/AAAAAAAAACU/2vYmdeK6Fn4/s320/mjav5michael-jackson-thriller-25th-anniversary-edition.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239978747009986482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt; 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Os deuses desapareceram há milênios, o grande Pã morreu ninguém se lembra mais quando. As religiões, sentindo-se solitárias, abraçaram-se ecumenicamente, pórem nenhuma apresentou um fato novo, de importância cósmica. Foi preciso que um útero... Não. Michael Jackson, o divino, nasceu da barriga de um meteoro ou da pura luz ou das entranhas do Fatum. Tinha que nascer diferente, para crescer diferente e seduzir diferente a humanidade. O disco de MJ substitui plenamente as Epístolas de São Pedro, São Paulo e São Tiago, e até a novela das 8. Colossenses, Tessalonicenses, Coríntios (e corintianos também), detende-vos e escutai a Voz que vem de Michael. A voz e os gestos. Escutai os gestos, as lantejoulas pretas, a cabeleira incendiada no comercial de tevê, escutai o lobisomem em que ele se transformou."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Carlos Drummond de Andrade, Jornal do Brasil, 19/07/1984.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Alguns momentos glorificam as carreiras de todo grande talento. O gol impossível, a atuação impecável. Michael Jackson já tinha tudo isso e muito mais em 1982. Ele já era, em realidade, um superstar internacional. Contava já com seus trunfos da infância - a icônica imagem que temos na cabeça dele, menininho, com seu grande afro e seus quatro irmãos, entretendo multidões com seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ABC&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I Want You Back&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I'll Be There&lt;/span&gt; e tantos outros sucessos - e com a recente consagração do álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Off The Wall&lt;/span&gt;, disco este que no início dos anos 80 já liderava como o mais vendido por um negro em toda a história da indústria fonográfica. Jackson, no entanto, não ficou satisfeito. A tal premiação Grammy indicou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wall&lt;/span&gt; para apenas duas categorias, o que o deixou extremamente desapontado. Sua resposta mental para tal esnobismo da premiação, como registrada no livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moonwalk&lt;/span&gt;, seria a profecia mais acertada da história da indústria fonográfica: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O próximo eles não vão poder ignorar".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Michael Jackson retornou com um novo LP nas lojas em 1º de dezembro de 1982, recebeu críticas favoráveis. Esperava-se que o disco vendesse consideravelmente bem, embora muitos executivos duvidassem de um sucesso à lá &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Off The Wall&lt;/span&gt;, que já era recorde. A estratégia de lançar o compacto de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Girl Is Mine&lt;/span&gt; antecipadamente surtiu efeito: nos Estados Unidos, o dueto com Paul McCartney chegou ao no. 2 entre as 100 mais tocadas, recebendo disco de platina por 1 milhão de cópias vendidas. Com isto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt; já catapultou imediatamente para a 11ª posição dos 200 discos mais vendidos em solo norte-americano, segundo a Billboard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então começava o ano de 1983. Depois dele, nada mais seria o mesmo no mundo do entretenimento, na indústria fonográfica, na recém-criada MTV, nos noticiários, nas revistas de fofoca, nas conversas de salão, no recreio da escola... pois ele, na verdade, agora era Ele. Michael Jackson tomou o ano de 1983 para si e sua grandeza, e nele deixou de ser apenas um superstar: ele era agora o superlativo Deus-mítico da cultura pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Big Ben começou em janeiro de 83: era lançada nas rádios o segundo single do novo disco de Jackson, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Billie Jean&lt;/span&gt;. Com uma extraordinária batida, a letra revelava um Michael suplicante em explicar que Jean não era sua amante e que seu bebê não era seu filho, um manifesto musical que invadiu as pistas de dança e se consagrou como o maior sucesso de sua carreira: foram 7 semanas em primeiro lugar na terra do Tio Sam e 6 meses entre as 100 mais tocadas, rendendo a ele mais um disco de platina pelo single. Grande parte do seu sucesso pode ser atribuído a outro fator da conquista-Jackson de 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MTV era um canal com pouco mais de 2 anos de idade quando Michael emplacava os hits de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt;. Especializada em exibir videoclipes, apresentavam também uma restrição: não exibiam videoclipes de artistas negros. Eles seriam obrigados a quebrar sua política racista em pouco tempo. Michael Jackson, encantado com o formato do videoclipe, levou-o a outro patamar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Billie Jean&lt;/span&gt; foi provavelmente o primeiro clipe roteirizado da história, e suas cenas marcantes - o chão que acendia com a magia da dança de Jackson - atreladas ao grande hit do momento marcaram com grandeza o início da Michael-mania em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo compacto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beat It&lt;/span&gt;, não tardou a ser lançado. Chegou às lojas em fevereiro e escalou lentamente até chegar ao top 10 da Billboard (onde permaneceu por 10 semanas) e ao topo do chart por 3 semanas consecutivas. Michael Jackson agora igualava o sucesso de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Thriller &lt;/span&gt;ao de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Off The Wall:&lt;/span&gt; ambos emplacaram dois singles em #1 na parada americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua escalada ao posto de Deus do Pop teve outro ponto crucial em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beat It&lt;/span&gt;: seu segundo videoclipe. Nele, Michael esbanja energia ao impedir o confronto de duas gangues rivais e promover uma grande dança coletiva. Com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Billie Jean&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beat It&lt;/span&gt;, Michael Jackson popularizou mundialmente o formato do videoclipe que seria agora um fator indispensável na campanha promocional de todo artista pop/rock. Conseqüentemente, a conquista da MTV como canal se deveu justamente ao pioneirismo artístico de Jackson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 16 de maio de 1983, Michael Jackson dava seu penúltimo passo em direção ao mito de si mesmo: foi a noite em que milhões de americanos acompanharam uma das maiores performances da história da dança. O evento foi o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Motown 25&lt;/span&gt;, show que comemoraria os 25 anos da gravadora Motown com apresentações de vários artistas, incluindo de Michael Jackson como membro do The Jacksons. Ao término da performance com os irmãos, Michael exorciza o seu passado -&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Estes foram os dias antigos. Eu realmente amo essas canções..."&lt;/span&gt; - e dá o passo em direção à sua glória de mito-mor da história do entretenimento -&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Mas o que eu gosto mesmo são as músicas novas"&lt;/span&gt; -; começavam as batidas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Billie Jean&lt;/span&gt; e Michael, movendo-se ferozmente, incultaria no inconsciente popular sua imagem mágica, misteriosa e fascinante, com um popismo comparado apenas ao de Carlitos: sua luva brilhante, meias reluzentes, sapatos mocassim, o chapéu preto... todos componentes da força sobrenatural que, naquela noite, aterrorizou 50 milhões de lares com sua inexplicável genialidade. No meio da apresentação, como se flutuasse pelo ar, Michael oficiamente se transforma em mito ao realizar seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"moonwalk"&lt;/span&gt;. No dia seguinte, o mito recém-nascido é reconhecido pelos mitos a quem admirava: Fred Astaire liga para Michael Jackson e diz que gravou sua apresentação e assistiu-a duas vezes pela manhã. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Você é uma dançarino infernal, Michael!"&lt;/span&gt;, disse um dos maiores expoentes dos filmes musicais. Mais tarde, ele e Gene Kelly dariam uma "passada" na casa de Michael para "baterem um papo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Jackson era agora maior do que a vida. Assim como&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Thriller&lt;/span&gt;. Neste momento, o álbum firmou-se em no. 1 entre os 200 mais vendidos nos Estados Unidos, onde permaneceu por 17 semanas consecutivas. Depois, oscilaria entre a segunda e terceira colocação, retornando novamente ao topo, onde permaneceria por mais 20 semanas, totalizando 37 semanas - 9 meses e 1 semana! - como o disco mais vendido no mercado mais importante da indústria fonográfica! A ânsia por Michael Jackson, que vendia 1 milhão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Thriller"&lt;/span&gt;s por semana só em seu país, fez com que até &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Off The Wall&lt;/span&gt;, disco de 79, retornasse timidamente aos 200 mais vendidos, até conquistar uma respeitável posição #44, adicionando 49 semanas ao seu chart-run americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o enluvado bombardeava as rádios, criando hits Top 10 instantâneos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wanna Be Startin' Something&lt;/span&gt; (a base para o hit-mor de 2008, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Please Don't Stop The Music&lt;/span&gt;), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Human Nature&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;P.Y.T. (Pretty Young Thing).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao término do ano, Jackson conquistaria mais um hit no. 1 com o lançamento de seu dueto com Paul McCartney para o álbum deste: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Say, Say, Say&lt;/span&gt;. A faixa ganharia ainda um videoclipe com ambos, mas nada perto do que estaria por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CBS, gravadora de Jackson, satisfeita com os lucros astronômicos e imprevisíveis gerados pela adoração em massa à&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Thriller&lt;/span&gt;, recusou-se a financiar o próximo - e último - videoclipe do projeto. Michael Jackson então desembolsou 500.000 dólares e contratou John Landis, o diretor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um Lobisomem Americano em Londres&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2 de dezembro de 1983, a MTV - que, desta vez, pagou pela exibição - exibia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt;, o curta-metragem de 13 minutos pelo qual Michael Jackson estaria sempre associado, sua última empreitada mítica do ano de 83. Um tributo aos filmes de horror, Jackson nos brinda com um dos momentos mais inesquecíveis já colocados em filme: sua namorada, procurando uma forma de fugir dos mortos-vivos que os cercam, olha para Michael e percebe que ele também é um! A sequência de dança que se segue é um irresistível e único momento da cultura pop; é a coreografia que todos nós, em qualquer parte do mundo, podemos identificar como a que consagrou o curta-metragem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt;! Como Jackson bancou os custos da obra, pôde ver seu investimento dar frutos com o lançamento do home-video &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Making of Thriller&lt;/span&gt;, até 1988 o home-video mais vendido de todos os tempos, com 9 milhões de cópias comercializadas (o recorde foi apenas batido por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moonwalker&lt;/span&gt;... home-video do próprio Michael Jackson)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1 ano, Michael Jackson popularizou algumas das canções mais memoráveis da história da música pop, redefiniu o conceito de videoclipe, inovou a dança com surpreendente genialidade e cruzou a linha entre mortais e deuses, transformando-se para sempre em um ícone inigualável da cultura popular nos séculos XX e XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1984, Michael colheu os louros de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt; ao ganhar 8 prêmios Grammy, vingando-se finalmente da premiação. Envolveu-se no famoso acidente do comercial da Pepsi, onde sofreu queimaduras no couro cabeludo, e percorreu cidades americanas com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Victory&lt;/span&gt;, sua muito-celebrada turnê com os irmãos. Recebeu 20 discos de platina por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt; nos Estados Unidos e uma homenagem oficial do Guiness Book, que introduziu Michael Jackson e seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt; como o álbum mais vendido da história da música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje Michael Jackson, a quem tanto amo por sua pessoa extraordinária, completa 50 anos e a ele aplaudemos por agraciar nosso mundo com a beleza de seu talento extraordinário! Em 2008, comemoramos o 25º aniversário do ano que mudou a carreira do Rei do Pop e vislumbramos a vitalidade da sua obra, que atravessa décadas sem perder a essência da supragenialidade daquele menino de Indiana, que ainda encanta a quem, boquiaberto, assiste ao seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"moonwalk"&lt;/span&gt; pela primeira vez ou aos seus videoclipes visionários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição especial de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt;, lançada no início deste ano, é um dos álbuns mais bem-sucedidos de 2008. Em tempos de download, o disco de 25 anos ultrapassou as 2 milhões de cópias vendidas sem qualquer dedo de Michael Jackson na publicidade do mesmo. Suas vendas ultrapassaram até mesmo os lançamentos de Mariah Carey e Usher, considerados dois dos maiores popstars do momento, e Jackson se encontra apenas pouco mais de 500.000 cópias atrás de Madonna que, em seu usual aparato de marketing, já conta com dois singles/vídeos no mercado e uma turnê mundial para apoiar seu álbum. É evidente a imensabilidade do impacto de Michael Jackson e seu talento, tão fortemente cravado em nossa cultura que nem sua imagem altamente difamada midiaticamente pôde arruinar.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A grande música dura para sempre,"&lt;/span&gt; Michael Jackson disse em uma entrevista há três anos atrás. Sua obra nos prova isso, a cada dia mais. Parabéns Michael pela grandeza da sua pessoa e do seu talento! São seres humanos como você que iluminam nossos corações e nos ensinam os verdadeiros valores desta vida. Este é o legado que teremos orgulho em preservar!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-1315767994092395878?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/1315767994092395878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=1315767994092395878' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1315767994092395878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/1315767994092395878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/08/e-ento-comeava-1983.html' title='E Então Começava 1983...'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SLgk6GYgb7I/AAAAAAAAACU/2vYmdeK6Fn4/s72-c/mjav5michael-jackson-thriller-25th-anniversary-edition.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-3228229854430687964</id><published>2008-08-16T16:10:00.004-02:00</published><updated>2008-08-16T17:25:53.625-02:00</updated><title type='text'>Madonna e o Fascínio da Imagem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SKcYfufDOsI/AAAAAAAAABs/gDxOHAA2FhU/s1600-h/blog_hardcandy-781938.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SKcYfufDOsI/AAAAAAAAABs/gDxOHAA2FhU/s320/blog_hardcandy-781938.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235180025174768322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Os grandes artistas populares são alquimistas. Eles pegam materiais básicos – uma piada tola, uma estória banal, uma letra trivial – e transmutam-nos em ouro. Seus imitadores – os que se encontram abaixo da grandeza – são conjuradores: seus dons são postos ao serviço da ilusão. Com astúcia eles conseguem, ocasionalmente, nos persuadir de que aprimoraram o truque; mas é apenas isto – um truque – e o ouro que produzem não passa de uma imitação barata.”&lt;/span&gt; – Christopher Finch, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Rainbow: The Stormy Life of Judy Garland”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente quem acompanha as notícias do mundo do entretenimento está a par das comemorações dos 50 anos de Madonna e Michael Jackson. É evidente, no entanto, o intenso favoritismo da mídia a tal chamada Rainha do Pop. Em artigos recheados de cinismo e deboche, os auto-intitulados "jornalistas" desfilam parágrafos de oferendas àquela que, só Deus sabe onde, supostamente recheou nosso mundo com uma avalanche de criatividade e genialidade. Jackson, é claro, é citado como o que "perdeu o rumo" ou "enlouqueceu" (tais "adjetivos" apenas nos artigos dos "jornalistas" mais educados, obviamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o dono deste blog prefere a sinceridade ao contrário da arrogância infantilizada dos tais fãs da Madonna, revelo: não gosto de Madonna, por inúmeras razões. Entre elas, a desta endeusação insana do nada. Esquecemos mitos como Judy Garland, mas idolatramos o tão-chamado "talento" de Madonna. Que Deus nos perdoe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não causa estranhamento tamanha efusão por conta dos 50 anos de Madonna. Ela está no mercado com um novo álbum, novos clipes e uma turnê mundial a iniciar. Considerando sua inquestionável aura mítica na cultura pop, era de se esperar que todos os meios de comunicação cabíveis se saturassem de homenagens. Mas curiosamente, há sempre um ponto em comum nas tais homenagens: a comparação com Michael Jackson, citando este de forma pejorativa, especialmente por estar inativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto: Que grande mérito há em Madonna ter atualmente um disco nas paradas mundiais? Sendo ela uma megastar acompanhada de uma grande estrutura de marketing, patético seria se tal feito não fosse conquistado. Ainda mais se tendo nomes como Justin Timberlake e Timbaland no disco. O sucesso então é uma prova do talento de Madonna (?) ou apenas de seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timing&lt;/span&gt; e noção de mercado, em convidar nomes quentes do momento pra garantir sua posição nos charts? O novo álbum de Madonna, como todos seus outros, nada tem de grandioso e inovador. Ao contrário de muitos, não me espanto com a mudança do estilo dance para o R&amp;amp;B/Hip Hop, apesar de tal mudança ser uma óbvia tentativa de conectar-se com o público adolescente americano, não entusiasta da techno-music. Madonna nunca teve uma identidade musical forte e tampouco contribuiu para a música, ao contrário de Michael Jackson, sempre lançando o que quer que estivesse em voga. Prova disso é a qualidade nostálgica de todos seus álbuns, que podem ser tidos como retratos da música pop mainstream do passado, enquanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Off The Wall&lt;/span&gt; de Jackson, por exemplo, continua sendo referência aos popstars do momento quase 30 anos depois de seu lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso também o sucesso de Madonna ser sempre atribuído ao presente, como se a qualidade de seu trabalho ou o interesse no mesmo fosse a motivação-mor do sucesso que ela geralmente obtém. Não é! Madonna, assim como qualquer um que tenha sido fenômeno em algum ponto de sua carreira (e há validade nisso desde Michael Jackson à Xuxa), terá uma enorme probabilidade de obter êxito nos projetos que realiza por ter conquistado um público fiel, em especial se tais projetos forem comercialmente viáveis (como seus hits para adolescentes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comercialmente e, mais importante, artisticamente, é interessante observarmos a trajetória de Madonna e compararmos em justiça com a de Michael Jackson, já que tal comparação, absurda até em Plutão, parece ser a favorita dos anti-Jackson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Madonna começou a estourar, em 1984, Michael Jackson já tinha consolidado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt; como o álbum mais vendido de todos os tempos. Enquanto Jackson nos brindava com clássicos da música como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Billie Jean&lt;/span&gt; e apresentava o seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;moonwalk&lt;/span&gt;, Madonna esganiçava &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Like a Virgin&lt;/span&gt; e rolava pelo chão do Video Music Awards da MTV (premiação esta que só existiu pelas obras pioneiras de Jackson em videoclipe, que popularizaram o formato), demonstrando efusivamente o seu grande talento artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos 80, Jackson lançava seu home-video &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Legend Continues&lt;/span&gt;, que trazia depoimentos de lendas como Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn, Gene Kelly e Sophia Loren sobre o talento de Michael Jackson. O coreógrafo de Fred Astaire, que trabalhou com o mesmo desde seus primeiros musicais na RKO, admitiu: "não comparem Michael Jackson com Astaire ou Kelly pois ele é um dançarino com seu próprio mérito e com seu próprio estilo". Pouco antes de morrer, Fred Astaire diria sobre Jackson: "Obrigado Michael! Não queria deixar este mundo sem saber quem meu sucessor seria!" Pouco depois, Madonna estaria nas manchetes por simular sexo no show &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blond Ambition&lt;/span&gt; e lançaria seu documentário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na Cama Com Madonna&lt;/span&gt;, um monumento da egocentria em filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Jackson retornaria em 91, com seu vídeo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Black Or White &lt;/span&gt;exibido simultaneamente em 27 países para uma audiência de 500 milhões de pessoas, recorde absoluto de audiência para um videoclipe. Jackson ainda tornaria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dangerous&lt;/span&gt; o álbum mais vendido de 1992, com mais de 16 milhões de cópias no ano e ganharia o prêmio de Lenda Viva no Grammy. Madonna amargaria o fracasso de seu projeto "ambição sexual-revolucionária", consistindo no livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sex&lt;/span&gt;, filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Corpo em Evidência&lt;/span&gt; e álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Erotica&lt;/span&gt;. Este rolaria abaixo nos charts com pouco mais de 5 milhões de cópias vendidas, mesmo com uma turnê mundial para apoiá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo resto dos anos 90, Michael Jackson ainda teria êxito comercial com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;HIStory&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blood On The Dance Floor&lt;/span&gt;, álbum duplo e álbum de remixes mais vendidos de todos os tempos, respectivamente. Nos anos 2000, Michael teria um álbum de inéditas sabotado pela Sony Music, seria ridicularizado pela imprensa e julgado por uma acusação de abuso sexual de um menor. Madonna, como gostam de enfatizar seus seguidores, lançaria vários discos e emplacaria alguns sucessos (nenhum de relevância como os do início de sua carreira, no entanto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto óbvio, cego aos olhos dos fãs da material girl, é a delimitação clara entre arte e entretenimento. Madonna é, como li um crítico musical dizer certa vez, um ato de cabaré que deu certo. Ela entrou na onda do megamarketing (iniciada com o fenômeno de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt;) e transformou-se em uma das maiores estrelas do nosso tempo, abusando da publicidade pessoal e flertando com temas polêmicas como religião e sexualidade. Embora seus concertos possam ser bem-trabalhados e até mesmo interessantes como entretenimento, são sofisticados deste modo justamente para compensar a absoluta falta de talento de Madonna como uma autêntica performer e até mesmo como&lt;span style="font-style: italic;"&gt; artista&lt;/span&gt;, na extrema semântica do termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O astucioso jogo de publicidade de Madonna com atitudes esdrúxulas (como beijar Britney Spears, por exemplo), que causam tanta polêmica vazia em nossa sociedade moralista, é o ponto-base do fascínio que sua imagem exerce. Seus fãs tomam tais atitudes como grande exemplo de “coragem” (vale lembrar que, na ocasião do beijo com Britney Spears, no Vídeo Music Awards, seu álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Life&lt;/span&gt; fracassava nos Estados Unidos) de uma mulher “emancipada”. Madonna, desta forma, se torna mito, e não por conta de algum talento extraordinário que possua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Jackson e Madonna. A única coisa que ambos têm em comum, além de terem nascido no mesmo ano, é a conquista do status de ícones mundiais durante os anos 80 e as vendagens absurdas de centenas de milhões de discos. Enquanto Michael Jackson pertence à mesma categoria de Astaire, Gene Kelly, Sinatra, fascinando a todos com sua supra-genialidade para o canto e a dança, Madonna é uma mera empresária calculando suas próximas jogadas de marketing para conquistar mais adolescentes ávidos por um ídolo pseudo-revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, é de nula importância o fato de Jackson não ter um disco de inéditas em sete anos. O universo artístico foi tão fundamentalmente transformado por seu talento que ele pode dar-se ao luxo de dar o ar da graça de década em década, se for sua vontade. Seu clássico&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Wanna Be Startin’ Something&lt;/span&gt; é a base para um dos maiores hits do ano, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Please Don’t Stop The Music&lt;/span&gt; da popstar Rihanna. O relançamento de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt;, com um modesto single remixado lançado para as rádios, estreou como o disco mais vendido no mundo no começo do ano e, segundo estatísticas, alcançará até o final de 2008 as 3 milhões de cópias. Vale citar que&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Hard Candy&lt;/span&gt;, novo disco de Madonna altamente promovido, está perto da mesma marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplaudemos Madonna, entretanto! Hoje é seu 50º aniversário e, sejamos sinceros, são poucos os que conseguem um feito extraordinário como o seu: convencer todo o mundo, por mais de 20 anos, que é uma artista brilhante, revolucionária e genial ao patamar de Jackson, travestindo com excelência polêmicas baratas em pioneirismo artístico. Por estas e outras, congratulations Queen of Pop!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-3228229854430687964?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/3228229854430687964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=3228229854430687964' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/3228229854430687964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/3228229854430687964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/08/madonna-e-o-fascnio-da-imagem.html' title='Madonna e o Fascínio da Imagem'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SKcYfufDOsI/AAAAAAAAABs/gDxOHAA2FhU/s72-c/blog_hardcandy-781938.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-7444555232191084738</id><published>2008-08-05T10:40:00.003-02:00</published><updated>2008-08-05T11:07:14.122-02:00</updated><title type='text'>Goodbye, Norma Jean...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_eFTS6VQhT2I/SJhN5BY9JmI/AAAAAAAAABk/6ao77wVELU8/s1600-h/marilynpost.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_eFTS6VQhT2I/SJhN5BY9JmI/AAAAAAAAABk/6ao77wVELU8/s320/marilynpost.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231016609211819618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há 46 anos, perdíamos a estrela mais cintilante do horizonte cinematográfico. Norma Jean nos deixava para imortalizar Marilyn Monroe. Nas palavras de Elton John, Monroe viveu "como uma vela no vento". Sua vela já se apagou há muito tempo, mas nunca sua lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-os com um pequeno poema que escrevi há dois anos. Que Deus lhe abençõe, Marilyn!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para Monroe, de Quem Morre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde, teço memórias para entreter o coração&lt;br /&gt;E sorrir pra não cansar o tempo escasso&lt;br /&gt;Do teu semblante estou a um passo&lt;br /&gt;Da fotografia que inspira mais sincera oração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És tua a dor mais forte e estridente&lt;br /&gt;Que resplandece nos teus olhos de fúlgida centelha&lt;br /&gt;E ergue teu nome no céu até a mais alta estrela&lt;br /&gt;Marilyn, tornaste-te ícone capital do mais berrante vazio&lt;br /&gt;que se sente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no falso brilhante do louro preto-e-branco já desbotado&lt;br /&gt;Todas as coisas estão cheias de deuses, como a ti&lt;br /&gt;Pois morrer é viver na solução do teu fado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sempre estarás encantada, num sonho eterno, sorrindo-te&lt;br /&gt;Na alma dos que ostentam em ardor corações flagelados&lt;br /&gt;Nobilíssima chuva que me faz chorar, seu nome guarda-te&lt;br /&gt;Marilyn Monroe, símbolo eterno daqueles que nada buscam&lt;br /&gt;a não ser serem amados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Uvux60fqNU8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Uvux60fqNU8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-7444555232191084738?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/7444555232191084738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=7444555232191084738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/7444555232191084738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/7444555232191084738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/08/goodbye-norma-jean.html' title='Goodbye, Norma Jean...'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eFTS6VQhT2I/SJhN5BY9JmI/AAAAAAAAABk/6ao77wVELU8/s72-c/marilynpost.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-5376790544121301894</id><published>2008-07-30T22:21:00.003-02:00</published><updated>2008-07-30T22:42:39.863-02:00</updated><title type='text'>Jimmy Dean: O "American Rebel"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_eFTS6VQhT2I/SJEGPeIJD1I/AAAAAAAAABc/4w_x5kMArJM/s1600-h/jimmy2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_eFTS6VQhT2I/SJEGPeIJD1I/AAAAAAAAABc/4w_x5kMArJM/s320/jimmy2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228967505208872786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É tão estranho. Os bons morrem jovens. Assim parece ser, quando me lembro de você que acabou indo embora, cedo demais..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                                                        Renato Russo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Love In The Afternoon"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci James Dean em dezembro de 2002, quando uma homenagem na TV à cabo apresentou seus três únicos filmes. Naquela época, tinha já flertado com as comédias de Marilyn Monroe, e era tudo o que conhecia então da chamada "era de ouro" de Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha identificação com o ídolo não foi imediata. Foram necessários alguns anos, sim, os cruciais anos do "high school", tão bem representados pela sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;on-screen persona&lt;/span&gt;, para que Jimmy se tornasse um dos meus ídolos totais. Em certa época, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Juventude Transviada"&lt;/span&gt; rodava todas as sextas-feiras à noite no meu videocassete. Era como se, depois de enfrentado todos os fantasmas da semana, encontrasse afinal um amigo. O Jimmy angustiado, barulhento, rebelde. Nem criança, nem adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas semanas, mergulhei no universo de Fairmont, Indiana, depois Los Angeles, Nova York - e novamente Los Angeles - durante os anos de 1931-1955, na biografia clássica de Jim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"The Mutant King"&lt;/span&gt;, escrita por David Dalton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão é de que nada havia que o menino prodígio não pudesse fazer. Morando em Fairmont com seus tios desde a morte da mãe, o pequeno Jimmy Dean era o maior esportista da escola e, ao mesmo tempo, o maior talento em artes dramáticas. Ambicioso, muda para LA para estudar artes cênicas, mas logo larga o curso e vai tentar a sorte em Nova York. Depois de uma aclamada performance em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"The Immoralist"&lt;/span&gt; na Broadway, Jimmy conhece aquele que todos os aspirantes a ator de cinema nos anos 50 gostariam de conhecer: Elia Kazan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elia Kazan era o cineasta de filmes polêmicos e inovadores que havia levado Marlon Brando ao estrelato mundial com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Uma Rua Chamada Pecado"&lt;/span&gt;. Jimmy - disputando com o então novato Paul Newman -  logo ganha o papel de Cal Trask, na versão cinematográfica para a obra de John Steinbeck, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"East Of Eden"&lt;/span&gt;, intitulado no Brasil como&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Vidas Amargas"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa aqui a construção do mito-ídolo-ícone James Dean. Ele interpreta o filho problemático que não recebe amor do pai. Amargo, Cal/Jimmy faz negócios para recuperar o dinheiro perdido pelo pai em uma empreitada fracassada, na tentativa de obter seu reconhecimento e afeto. Chegado o aniversário do pai, Cal entrega o dinheiro a ele, e o que se segue é uma das seqüências &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt;&lt;/style&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;mais brilhantes da genialidade de Dean como ator. O clímax da obra: o pai, ofendido, recusa-se a aceitar o dinheiro. Jimmy ardorosamente o abraça e sai de casa num misto de grito e choro, tombando com a mesa. Sua performance lhe renderia uma indicação póstuma ao Academy Award.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, é em seu próximo filme que James Dean assumirá sua persona mítica, em calças jeans e jaqueta vermelha. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Juventude Transviada"&lt;/span&gt;, do diretor Nicholas Ray, tornar-se-ia o retrato mais fiel dos adolescentes americanos nos anos 50. A geração do pós-guerra, em incessante revolta contra o mundo, construindo sua própria sociedade alienada, disputando rachas e praticando crimes. Longe dos jovens retratados em filmes familiares dos anos 30, como a série &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Andy Hardy"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jimmy, nesse filme, paradoxalmente interpreta um personagem também chamado James: no filme, ele leva o apelido de 'Jim'. Jim Stark. Jim Stark é um garoto que só se envolve em problemas e ninguém sabe o porquê. Novo na cidade, ele irá freqüentar a Dawson High, onde irá conhecer os seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;co-leaders&lt;/span&gt; na trama, Judy (Natalie Wood) e Platão (Sal Mineo). Dois personagens estigmatizados, Judy é a garota que se envolve com rapazes da gangue barra-pesada para atrair a atenção de seu pai; Platão aparece na seqüência inicial do filme, na delegacia, por ter atirado em cachorros filhotes, quando descobrimos que sua mãe viajou em seu aniversário e que seu pai, aparentemente, não o vê há anos - e nem demonstra interesse em tal. Platão, ao vislumbrar Jimmy, identifica aquele que talvez possa suprimir sua carência paternal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos à seqüência do planetário. Talvez subliminarmente, uma passagem de fato interessante acontece quando Jimmy chega ao planetário. Ao entrar em cena, o professor acaba de dizer a seguinte frase: "Por muitos dias antes do fim de nosso planeta, as pessoas olharão o céu à noite e perceberão uma estrela, crescendo em brilho e aproximação". Para um filme repleto de simbologias, esta certamente é bastante curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jimmy irá mais tarde participar de um racha, em que seu inimigo acabará morrendo. Decidido a prestar depoimento na polícia, Jimmy confronta seus pais que, apesar de terem lhe educado a sempre "contar a verdade", acham que este não é o momento apropriado para aplicar tal ensinamento. Não é "conveniente". Jimmy, indignado, parte para cima do pai e foge de casa, encontrando Judy no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou poupar o final da história para futuros espectadores desta grande obra de Nicholas Ray. Obra esta que Jimmy nunca viu lançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Dean estava oficialmente morto quatro dias antes da estréia nacional de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Juventude Transviada"&lt;/span&gt; nos Estados Unidos, vítima de um acidente de carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno que se seguiu foi tido por alguns como extraordinário, único e até incompreensível. Jimmy já era astro pelo belíssimo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Vidas Amargas"&lt;/span&gt;, mas foi em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Juventude Transviada" &lt;/span&gt;que ele, em Cinemascope e Warnercolor, tornou-se o mártir multimídia de uma geração inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Dean tornou-se um fenômeno mundial único. Ele era a voz da juventude, mas estava morto. Para alguns, isto foi intolerável. Na Alemanha, duas garotas cometeram suicídio um ano depois da morte de Jimmy, dizendo que a vida sem ele era "insuportável". Mais de 3.000 pessoas participaram da cerimônia em homenagem ao primeiro ano de sua morte, na cidadezinha de Fairmount. Até hoje, todos os anos em Fairmount é realizado um evento em homenagem ao superastro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito foi debatido na época de sua morte sobre o porquê Jimmy Dean tinha um impacto tão grande entre os jovens, e até mesmo adultos. James Dean foi simplesmente o único ator a retratar com hipersensibilidade todos os conflitos e tormentos que se operam na tortuosa fase da adolescência. Ele disse na tela tudo o que os adolescentes queriam dizer a seus pais, e não conseguiam. Com tamanha identificação emocional, tornou-se instantaneamente um ícone na moda. Mais tarde, teria extrema importância no movimento do rock-n-roll, donde surgiriam os novos ídolos da juventude. Com a morte de James Dean, o cinema, que já enfrentava problemas com seus astros e estrelas envelhecendo, teria nele seu último grande astro do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"star system"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua imagem já rodou os quatro cantos do mundo e é tão conhecida quanto a de Mickey Mouse, mas a mensagem de Jimmy é seu verdadeiro legado. A legitimidade desta é atestada quando outras gerações - como a do escritor que vos fala - se identificam e são tocadas por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jimmy Dean, em seu rosto de menino perdido, tocou a minha vida e fez - faz - parte da minha história. E de muitos outros ainda fará, por quantos anos-luz seu inesquecível "You're tearing me apart!" fazer esboçarmos um sorriso de "é isso mesmo, Jimmy, sabemos como você se sente!"&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-5376790544121301894?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/5376790544121301894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=5376790544121301894' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5376790544121301894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5376790544121301894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2008/07/jimmy-dean-o-american-rebel.html' title='Jimmy Dean: O &quot;American Rebel&quot;'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eFTS6VQhT2I/SJEGPeIJD1I/AAAAAAAAABc/4w_x5kMArJM/s72-c/jimmy2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7940397032154341731.post-5088928420337324737</id><published>2007-07-28T01:17:00.004-02:00</published><updated>2008-07-30T22:57:43.628-02:00</updated><title type='text'>O "glorious feeling" de Gene Kelly</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_eFTS6VQhT2I/Rqq1uDXZBfI/AAAAAAAAAA0/-W7vtqG4QJE/s1600-h/cantandoblog.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_eFTS6VQhT2I/Rqq1uDXZBfI/AAAAAAAAAA0/-W7vtqG4QJE/s320/cantandoblog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092082131477792242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma querida amiga minha pediu-me para discorrer sobre esta obra-prima, e como não sou de negar pedidos (ainda mais para esta querida amiga em especial), cá estou! Talvez os vibrantes pingos de chuva de Kelly ajudem a afastar a um tanto sobrecarregada aura deste blog. Ora, eu não sou de todo raiva, afinal! Há quem, pasmem, considera-me até divertido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso, o motivo desta postagem é a obra máxima de um dos maiores dançarinos que Hollywood já filmou: Gene Kelly e o glorioso "Cantando Na Chuva".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sim, permita-me confessar que se trata do meu filme favorito de todos os tempos, o que, no entanto, não me impede de uma análise objetiva do mesmo – em verdade, a grandeza de "Cantando na Chuva" transcende a fronteira entre o subjetivo e o objetivo. A paixão que ele causa não é meramente pessoal, mas advém também do reconhecimento da potencialidade do Homem quando este almeja a perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 1952 marcou o nascimento do maior musical da história do cinema mundial - estrelado e co-dirigido por Gene Kelly. Aliás, esqueçam estórias de one-hit wonders - ou óbvias injustiças do que se rotula one-hit wonder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gene Kelly felizmente não teve de arcar com o estigma de um Michael Jackson: começar sua carreira tornado-se um Deus com um sucesso comercial que nem ele nem outro ser humano qualquer poderia superar sendo, portanto, rotulado até o fim de seus dias como um essencial fracasso (no box office e na arte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o astro rodou "Cantando na Chuva", já somava dez anos de carreira e quarenta de idade. Já havia dançado nas telas com Judy Garland, Lucille Ball, Rita Hayworth, Frank Sinatra e até mesmo com Jerry (sim, o rato da dupla com o gato Tom!). Uma indicação ao Oscar de Melhor Ator aconteceu em 1946, pelo agora clássico "Marujos do Amor". Gene Kelly já era, portanto, um artista consagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi quando este gênio da dança decidiu tomar o comando do set que superou eternamente seu arquiinimigo das telas, Fred Astaire, vingando na cultura popular como ícone insuperável do musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, depois de assistir "Cantando na Chuva" você concordará com Kelly, quando este disse que se Fred Astaire era o Cary Grant da dança, ele era o Marlon Brando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pela trama, Gene Kelly já surpreende. A estória de dois superastros do cinema americano da era muda que têm de se adaptar ao cinema falado - a nova sensação - ou acabarem no esquecimento. É notório que os musicais, em sua maioria, não apresentavam uma estória ambiciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram geralmente um palco de exposição para os astros da dança aliados a roteiros medíocres. Gene Kelly experimentou esta lógica no começo da carreira com "Du Barry Era Um Pedaço", por exemplo, assim como Astaire em vários de seus filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kelly, transpondo a antiga idéia de musical, cria não só o maior de toda a história, mas é capaz de uni-lo a uma das mais deliciosas comédias já colocadas em filme. Jean Hagen, em performance indicada ao Oscar, interpreta o par romântico do personagem de Gene nas telas do cinema mudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapaz de cantar ou simplesmente falar com graça correspondente à beleza de seu rosto que encanta o público, acaba sendo dublada pela personagem de Debbie Reynolds, mocinha do filme, apaixonada pelo personagem de Gene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já assistiu ao filme certamente percebeu aqui uma de suas grandes ironias. Debbie Reynolds, uma jovem de 19 anos na época, não canta nas seqüências de "You Are My Lucky Star" e "Would You" (esta, curiosamente, era uma das canções em que sua personagem dublava a voz da personagem de Hagen). A voz é da cantora Betty Noyes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra curiosidade ainda na cena de "Would You", onde Debbie Reynolds está em um estúdio para dublar a voz de Jean Hagen. A tela do estúdio exibe a cena da canção com uma fala da personagem de Jean antes. Na lógica do filme, temos então Debbie Reynolds dublando Jean Hagen, que não fala nem canta por si na produção com som de seu próximo filme com Don, personagem de Kelly. No entanto, na filmagem real do filme (e aqui me refiro à "Cantando na Chuva"), Jean Hagen, que tinha uma voz versátil, dubla a si mesma. Então, na verdade, Debbie Reynolds finge que dubla Jean Hagen que, na verdade, dubla a si mesmo! Filme rico até nessas questões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Reynolds e Hagen, o filme traz mais um incrível talento. Donald O' Connor, que interpreta Cosmo, melhor amigo de Don, e nos brinda com uma das maiores performances do filme: "Make 'Em Laugh". Impossível descrever a graça deste palhaço-dançarino: só assistindo a este inesquecível momento do cinema para saber! Certamente valeu à pena a internação de uma semana após as filmagens, sofrendo de exaustão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E certamente também valeu à pena o perfeccionismo ditatorial de Kelly - sim, ambos O' Connor e Debbie Reynolds comentaram mais tarde que não se deram bem com Gene no set. Reynolds declarou até que dar à luz e sobreviver às filmagens deste filme foram as coisas mais difíceis que já passou na vida. A química dos três na tela é, no entanto, estratosférica, em momentos como o número de "Good Morning".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gene Kelly, astro máximo do musical com seu glorioso guarda-chuva preto, performa a faixa-título do longa e emociona com um show de talento que o elevaria ao nível icônico que só alguns Deuses do cinema atingem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, ele possuía consciência de que, realizando este filme, estaria para sempre imortalizado. Não apenas pela grandeza dele em si, mas pelas inúmeras referências ao seu passado cinematográfico. A melodia de "Make 'Em Laugh" é a mesma de "Be A Clown", canção final de "O Pirata" (1948), em que contracenou com Judy Garland. A roupa de mosqueteiro usada para o início das gravações do filme de Lina &amp;amp; Don foi tirada diretamente da versão de Gene de "Os Três Mosqueteiros" (1948). O extenso número "Broadway Melody", então, traz uma série de flashbacks de "Casa, Comida e Carinho" (1950), "Words And Music" (1948), "Um Americano em Paris" (1951), entre vários outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a celebração de Gene Kelly e a superação de Gene Kelly que, unidas, só poderiam resultar em sua obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após "Cantando na Chuva", o dançarino não protagonizou nenhum outro grande filme, ou que mereça ser comentado. Como diretor, esteve à frente de "Alô, Dolly!", sucesso com a diva Barbra Streisand vencedor de 3 Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cantando na Chuva", ironicamente, foi ignorado pela Academia. Recebeu 2 indicações, para Melhor Atriz Coadjuvante (Jean Hagen) e Melhor Trilha-Sonora. Gene, no entanto, recebeu no ano anterior um prêmio especial "em apreciação à sua versatilidade como ator, cantor, diretor e dançarino, e especificamente por suas brilhantes conquistas na arte da coreografia em filme."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, se tudo isto era verdade em 1951, certamente não haveria prêmios para agraciar a supra-genialidade deste Gene Kelly de 1952. Só mesmo com sua tão merecida imortalidade. Que os Céus o abençõem! Deve estar saltando entre nuvens a cantarolar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Gotta Dance!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bkEvy-9yVyQ"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bkEvy-9yVyQ" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7940397032154341731-5088928420337324737?l=vilangelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vilangelo.blogspot.com/feeds/5088928420337324737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7940397032154341731&amp;postID=5088928420337324737' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5088928420337324737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7940397032154341731/posts/default/5088928420337324737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vilangelo.blogspot.com/2007/07/o-glorious-feeling-de-gene-kelly.html' title='O &quot;glorious feeling&quot; de Gene Kelly'/><author><name>vilangelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04867261080054738086</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_eFTS6VQhT2I/SdgGrJ8_v9I/AAAAAAAAAJo/0AVd89AzHs4/S220/meblog.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eFTS6VQhT2I/Rqq1uDXZBfI/AAAAAAAAAA0/-W7vtqG4QJE/s72-c/cantandoblog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
